Nesta terça-feira (30), o ex-presidente Donald Trump foi sancionado com uma multa de $9 mil após desrespeitar uma ordem judicial que o proibia de dirigir críticas às testemunhas, promotores e jurados envolvidos no seu julgamento por fraude contábil. O juiz Juan Merchan, encarregado do caso, advertiu Trump de que futuras violações poderiam resultar em sua prisão.

Merchan enfatizou a importância do cumprimento das ordens legais, declarando que o tribunal não toleraria desrespeito intencional às suas determinações e que, se necessário, aplicaria punições mais severas, incluindo o encarceramento.

Desde o início do julgamento, Trump foi alvo de diversas penalidades por suas declarações públicas. Em 15 de abril, a Promotoria solicitou uma multa de $3 mil devido a comentários feitos nas redes sociais, nos quais Trump denegriu a atriz pornô Stormy Daniels e seu ex-advogado Michel Cohen. Posteriormente, foram identificadas mais sete violações, incluindo uma alegação infundada sobre a composição do júri.

As consequências das declarações de Trump não se limitaram apenas a multas. Uma candidata ao júri decidiu desistir de participar do processo devido ao receio de intimidação após uma das postagens do ex-presidente. Em resposta, o juiz optou por preservar o anonimato dos jurados, identificando-os apenas por números.

Trump, por sua vez, argumenta que tais restrições são injustas e constituem um ataque à sua liberdade de expressão política.