Os eclipses lunares e solares são considerados alinhamentos entre a Terra, o Sol e a Lua, mas o alinhamento pode ocorrer com diferentes objetos cósmicos em todo o universo. Quanto maior é o número de corpos celestes, mais difícil é a ocorrência de um ‘enfileiramento’. Inclusive, alguns cientistas apontam que a formação de oito planetas em uma linha é um evento extremamente raro.

Antes de discorrer sobre o assunto, é importante explicar que os planetas do Sistema Solar nunca se posicionam em uma linha reta perfeita, como é possível observar em diversas ilustrações que retratam o conjunto de corpos celestes.

Assim como ocorre em um eclipse solar total, quando a Lua, a Terra e o Sol estão alinhados de tal forma que o satélite natural bloqueia a luz solar, o alinhamento planetário depende completamente do ponto de vista da observação.

Como nada é impossível, a comunidade científica afirma que um alinhamento perfeito dos oito planetas é um evento improvável de ocorrer nos próximos bilhões de anos. O que pode ocorrer é que os planetas fiquem em uma aproximação alinhada no espaço, mas eles não estão exatamente em uma linha reta. Afinal, os movimentos orbitais de cada um são ligeiramente diferentes.

Também posso adiantar que os alinhamentos planetários não causam nenhum tipo de reação negativa ao planeta, como aumento de terremotos ou problemas na atmosfera.

“O único impacto para a vida na Terra durante um alinhamento é a maravilhosa exibição visível no céu. Não há perigo de aumento de terremotos ou algo parecido. A mudança na força gravitacional que a Terra experimentará devido a qualquer alinhamento planetário é insignificante”, disse o astrofísico Wayne Barkhouse, da Universidade de Dakota do Norte, nos Estados Unidos, ao site Live Science.

O alinhamento dos oito planetas do Sistema Solar

Como foi mencionado anteriormente, não existe nenhum tipo de alinhamento perfeito — é como uma ilusão. Além de não estarem alinhados em uma linha reta, os planetas estão separados por milhões de quilômetros; contudo, eles parecem estar alinhados em algumas ocasiões. Isso significa que se um astronauta viajar para outra região do espaço, ele não observará nenhum tipo de alinhamento planetário.

A última ocorrência desse tipo aconteceu em 2022, quando todos os oito planetas pareciam estar alinhados; a ilusão fez parecer que eles estavam em uma ‘linha reta’, mas foi apenas uma aproximação alinhada no espaço. Na ocasião, Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno puderam ser observados a olho nu simultaneamente, enquanto Urano e Netuno puderam ser visualizados por meio de binóculos ou telescópios.

Para os observadores da Terra, a perspectiva é que eles estão realmente em uma linha perfeita, mas os objetos cósmicos só estão na mesma longitude celestial. Na verdade, eles só parecem estar próximos durante o evento por conta das diferenças entre suas órbitas, e devido ao ponto de vista dos observadores na superfície terrestre. O alinhamento astronômico também é conhecido como conjunção planetária.

O alinhamento perfeito dos planetas do Sistema Solar, como na ilustração acima, não aconteceu e nunca acontecerá.O alinhamento perfeito dos planetas do Sistema Solar, como na ilustração acima, não aconteceu e nunca acontecerá.Fonte:  Getty Images 

A média das ocorrências de conjunção planetária pode variar em relação aos graus de alinhamento dos planetas. Se o alinhamento fosse de apenas 1 graus do céu, esse evento poderia demorar cerca de 13,4 trilhões de anos.

Por exemplo, Barkhouse explica que o alinhamento de 3,6 graus ocorre aproximadamente a cada 396 bilhões de anosou seja, isso nunca ocorreu e não deve acontecer, já que o Sol se transformará em uma estrela anã vermelha em até 5 bilhões de anos. 

“Quando os astrônomos usam palavras como ‘alinhamento planetário’, eles não querem dizer um alinhamento literal. Significam apenas que alguns dos planetas estão na mesma região geral do céu. E este tipo de ‘alinhamento’ acontece raramente com todos os planetas, mas sim com dois ou três planetas ao mesmo tempo”, disse o professor assistente de física na West Texas A&M University (WTAMU), Christopher S. Baird.

Conforme Baird explica em uma publicação da WTAMU, o mais próximo de um alinhamento real que os planetas chegarão será no dia 6 de maio de 2492. Durante o fenômeno, os corpos celestes do Sistema Solar estarão na mesma região do céu com um alinhamento de 180 graus — da perspectiva de um observador na Terra.

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