A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou, na última quinta-feira (13), melhorias para o Mecanismo Especial de Devolução (MED), um recurso do Pix para facilitar as devoluções de dinheiro em caso de fraudes. O órgão informou que já está debatendo a atualização do sistema para auxiliar as vítimas de golpes.

O MED permite que a vítima de um golpe entre em contato com a instituição em até 80 dias após a data da transferência, para reaver a quantia. Em seguida, o valor é bloqueado na conta do recebedor. Caso a fraude seja comprovada, a quantia é devolvida, mas apenas se a conta do criminoso tiver fundos.

O Banco Central deve implantar o MED 2.0 em 2026.O Banco Central deve implantar o MED 2.0 em 2026.Fonte:  GettyImages 

Atualmente, esse procedimento considera apenas a primeira conta para a qual dinheiro roubado foi transferido. Isso significa que se o criminoso tiver sacado o valor ou enviado para uma segunda conta, a vítima não poderá ser ressarcida.

Pensando nisso, a Febraban propôs ao Banco Central que o MED passe a bloquear os valores até outras camadas, alcançando as diversas contas possivelmente usadas para espalhar o dinheiro das vítimas.

Essa atualização foi acatada pelo Banco Central e batizada de MED 2.0. Agora, o projeto será desenvolvido ao longo de 2024 e 2025, com lançamento previsto para 2026.

Como usar o MED

Devido ao atual funcionamento do MED, é importante que os clientes entrem em contato com sua instituição assim que perceberam que foram vítimas de um golpe. Isso pode ser feito pelo app ou canais oficiais do banco.

A partir daí é só aguardar a confirmação da fraude para que a quantia seja devolvida, sempre considerando que a conta do golpista possui fundos suficientes. O MED também pode ser usado em casos de falha técnica, quando a operação é realizada em duplicidade.



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