As placas tectônicas são grandes estruturas rochosas que formam parte da crosta litosférica da Terra e se movimentam sobre a astenosfera, uma camada menos rígida abaixo da litosfera. Segundo os pesquisadores da área, a compreensão sobre o movimento das placas tectônicas é crucial para entender a geologia do planeta e alguns eventos naturais desastrosos, como terremotos e vulcões.

A partir das placas tectônicas, os cientistas também podem compreender um pouco mais sobre a história da Terra. Há bilhões de anos, o planeta era apenas uma bola de lava derretida, mas quando ela esfriou gradualmente, formou uma concha rochosa que deu origem às placas na superfície da Terra. São elas que ajudam a formar fendas, áreas montanhosas, vulcões, entre outros fenômenos da natureza.

Embora causem efeitos na Terra há milhões de anos, as placas tectônicas só foram aceitas após a formulação de uma teoria em meados dos anos 1960. Essa teoria se baseou, em parte, na obra do geólogo e meteorologista alemão Alfred Wegener, que propôs a hipótese da deriva continental.

Wegener sugeriu que os continentes estavam em movimento e se separaram de um supercontinente chamado Pangeia. Sua ideia foi combinada com estudos sobre a expansão dos fundos oceânicos, só então a teoria das placas tectônicas foi sugerida e amplamente aceita.

“Antes das placas tectônicas, as pessoas tinham de encontrar explicações para as características geológicas da sua região que eram únicas daquela região em particular. As placas tectônicas unificaram todas essas descrições e disseram que você deveria ser capaz de descrever todas as características geológicas como se fossem impulsionadas pelo movimento relativo dessas placas tectônicas”, disse o sismólogo do Observatório Terrestre Lamont-Doherty da Universidade de Colúmbia (EUA), Nicholas van der Elst, em mensagem enviada ao site Live Science.

Já que os geólogos e outros especialistas na área estão há tanto tempo estudando a formação rochosa do planeta, sabemos qual é o número de placas tectônicas da Terra? A verdade é que a resposta pode variar ligeiramente. Entenda.

Qual é o papel das placas tectônicas para o planeta Terra?

A compreensão das características das placas é fundamental para estudar a formação e a dinâmica da superfície da Terra; não é à toa que esse fenômeno geológico é conhecido por formar montanhas, vulcões e produzir terremotos. Além disso, elas também influenciam o desenvolvimento de recursos naturais, a evolução da biodiversidade e diversos outros aspectos essenciais do nosso planeta.

A comunidade científica sugere que podem existir aproximadamente 100 placas tectônicas espalhadas pela Terra, mas também pode ser apenas seis placas. O número exato dependerá de como o geólogo decide investigar o assunto. Por exemplo, a maioria afirma que o planeta possui entre 12 e 14 placas principais e que, cada uma delas mede aproximadamente 20 milhões de quilômetros quadrados.

Apesar do entendimento que a ciência alcançou nos últimos anos, é provável que muitas descobertas sejam realizadas em um futuro não tão distante — principalmente, se considerarmos o avanço da tecnologia. Portanto, provavelmente, o número de placas tectônicas continuará variando ao decorrer dos anos.

O movimento das placas tectônicas (ilustração) é responsável por diversos processos naturais importantes para a Terra.O movimento das placas tectônicas (ilustração) é responsável por diversos processos naturais importantes para a Terra.Fonte:  Getty Images 

“Não sabemos realmente quando começaram as placas tectônicas como parecem hoje, mas sabemos que temos uma crosta continental que provavelmente foi raspada de uma laje em declínio [uma placa tectônica numa zona de subducção] que tem 3,8 bilhões de anos. Poderíamos adivinhar que isso significa que as placas tectônicas funcionavam, mas poderia ter parecido muito diferente de hoje”, Van der Elst acrescenta.

As sete maiores placas tectônicas da Terra:

  • Placa Pacífica: a maior placa do Oceano Pacífico;
  • Placa Norte-Americana: cobre o continente norte-americano e partes do Oceano Atlântico;
  • Placa Eurasiática: abrange a Europa, a Rússia e a Ásia, menos a Índia;
  • Placa Sul-Americana: está presente na América do Sul e em partes do Oceano Atlântico;
  • Placa Africana: é formada em todo o continente africano e em parte da crosta no Oceano Atlântico;
  • Placa Indo-Australiana: a placa está presente em regiões da Austrália e Índia, mas alguns cientistas consideram que elas são duas placas;
  • Placa Antártica: está em toda a Antártica e é rodeada pelas placas da África, Austrália, América do Sul e Oceano Pacífico.

Há também aquelas que são consideradas os menores fragmentos da crosta terrestre, conhecidos como placas do Mar das Filipinas, Cocos, Nazca, Árabe e Juan de Fuca. É justamente a junção das sete maiores placas com as cinco menores que formaliza o atual entendimento dos cientistas sobre a área e, por isso, muitos acreditam que a estimativa das placas deve ser entre 12 e 14.

Não podemos esquecer das placas que se fragmentaram e formaram microplacas, com extensões de até um milhão de quilômetros quadrados. Ao todo, é estimado que existem 54 dessas formações menores na Terra.

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