A proposta de emenda constitucional que buscava ampliar o acesso ao aborto na Flórida foi rejeitada nas eleições de 5 de novembro de 2024. Conhecida como Emenda 4, a medida recebeu 56% de apoio dos eleitores, mas ficou abaixo do necessário, que era 60%, para ser aprovada.
A Emenda 4 pretendia permitir a realização de abortos até o ponto de viabilidade fetal, considerado em torno de 24 semanas de gestação. Atualmente, a Flórida tem uma lei que proíbe abortos após seis semanas de gravidez, aprovada durante o governo de Ron DeSantis, que se posicionou publicamente contra a nova proposta.
O debate em torno da emenda gerou grande mobilização política, com campanhas de ambos os lados investindo em anúncios e ações legais. Grupos pró-direitos reprodutivos, como o Floridians Protecting Freedom, apoiaram a iniciativa, enquanto opositores questionaram o uso de recursos públicos em campanhas contrárias.
Com a rejeição da Emenda 4, a lei atual permanece em vigor, continuando a proibição de abortos após seis semanas de gravidez no estado.

