Com 81 anos, o presidente dos Estados Unidos enfrenta um câncer com pontuação Gleason 9, considerado de alto risco e já com metástase óssea. A Casa Branca confirma que ele está em tratamento.
O presidente Joe Biden foi diagnosticado com câncer de próstata classificado como Gleason 9, uma das formas mais agressivas da doença. Segundo informações divulgadas por fontes próximas à Casa Branca, o câncer já se espalhou para os ossos, o que caracteriza um quadro de metástase.
A pontuação Gleason é utilizada por patologistas para indicar o grau de agressividade do câncer de próstata, sendo 6 o menos agressivo e 9 ou 10 os mais perigosos. Um Gleason 9 indica que as células cancerosas apresentam um comportamento altamente anormal e têm maior chance de se disseminar rapidamente.
Com o avanço da doença para outras partes do corpo, como os ossos, a cirurgia de remoção da próstata deixa de ser uma opção viável. Nesse estágio, o tratamento passa a ser sistêmico, com o objetivo de controlar a progressão do câncer e manter a qualidade de vida do paciente.
O presidente Biden iniciou terapia hormonal, considerada o padrão para casos metastáticos, que reduz os níveis de testosterona — hormônio que estimula o crescimento das células cancerígenas. Outras abordagens, como radioterapia para alívio de sintomas ósseos, quimioterapia ou terapias direcionadas, também podem ser utilizadas, dependendo da resposta do organismo ao tratamento.
Mesmo com um diagnóstico considerado grave, especialistas destacam que é possível conviver com a doença por muitos anos, graças aos avanços da medicina. O caso de Biden reforça a importância do diagnóstico precoce e da atenção constante à saúde masculina, especialmente após os 50 anos.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (NCI), o câncer de próstata é o segundo tipo mais comum entre os homens nos Estados Unidos, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Estima-se que um em cada oito homens será diagnosticado com a doença ao longo da vida.

