Imagem de: Por que Star Wars The Acolyte está gerando polêmica entre fãs? Entenda controvérsia

Imagem: Divulgação/Disney

Quem observa as notas de Star Wars: The Acolyte no agregador Rotten Tomatoes provavelmente vai ficar espantado entre a aparente desconexão entre a opinião da crítica e do público. Enquanto a primeira deu à série da Disney+ uma aprovação de 86%, as mais de 10 mil avaliações da segunda parte só aprovaram a produção em 17% das vezes.

A aparente polêmica envolvendo a série que se passa na era da Alta República também se estendeu às redes sociais e ao YouTube, meios nos quais muitos a acusam de ser a pior coisa que já foi feita com a franquia. Ao mesmo tempo, a Disney afirma que a estreia de The Acolyte rendeu os melhores números históricos de seu streaming, o que só colabora para aumentar a confusão.

Por que The Acolyte está gerando polêmicas?

Entre reclamações legítimas e pessoas que genuinamente não gostaram da série, a situação atual de The Acolyte pode ser explicada pela chamada “Guerra Cultural”. Desde antes da a produção começar a ser exibida, ela já havia virado alvo de críticas pelo fato de a showrunner Leslye Headland ser uma mulher abertamente gay e que deixou claro que haveria elementos LBGT+ nos roteiros.

A aparente desconexão entre críticos e público só piorou com a estreia dos primeiros episódios, que foram criticados por apresentar um elenco bastante diverso. No lugar dos Jedi homens e brancos que marcaram os filmes dirigidos por George Lucas, a série traz um elenco formado por homens e mulheres com etnias e cores de pela bastante variadas.

Isso foi suficiente para muitos apontarem que The Acolyte está “fugindo da tradição” da série e apostando em uma “diversidade forçada” para tentar atender a pessoas que nunca foram fãs da franquia. Em meio a isso, também há reclamações em relação a questões como a qualidade do roteiro, atuações e o desenvolvimento de personagens — que inclusive foram feitas por muitos críticos.

A situação só se complicou após a exibição do terceiro episódio, que mostra que as gêmeas Mae e Osha (Amandla Stenberg) são fruto de um ritual conduzido pelas bruxas que vivem no planeta Brendok. Muitos afirmam que esse uso da Força faz com que a história de Anakin Skywalker perca potência, já que ele não teria sido a única figura do universo a ser gerado de forma espontânea pelo elemento misterioso que liga todos os seres vivos.

Polêmicas podem não refletir opinião real do público

Enquanto não há como descartar a possibilidade de que Star Wars: The Acolyte realmente não tenha agradado a muitas pessoas, redes sociais e plataformas como o Rotten Tomatoes não são boas maneiras de medir sua popularidade real. Dado que plataformas como o X e o YouTube tendem a premiar quem trabalha com polêmicas, muitas das opiniões mais vocais e críticas podem estar simplesmente atuando de forma a chamar atenção para obter lucros.

A situação só se torna mais complicada quando levamos em consideração que a maioria dessas plataformas permite que a mesma pessoa deixe milhares de críticas diferentes, sem exigir a comprovação de que a série realmente foi assistida.  O mesmo vale para outro lado: também há como realizar campanhas virtuais para enaltecer uma obra, dando a impressão de que ela foi mais bem-recebida do que na realidade.

Polêmicas que se espalham pelas redes não são algo novo nem para a Disney nem para Star Wars. Mesmo antes de George Lucas vender os direitos da série, cada novo filme e série sempre vem acompanhado por alguma polêmica, sendo que muitas delas acabam sendo aceitas com o passar do tempo. Os controversos midi-chlorians de A Ameaça Fantasma, por exemplo, atualmente são considerados menos graves do que a suposta “ameaça Woke” das produções mais recentes.

Dado o envolvimento de The Acolyte na “Guerra Cultural” atual, seu verdadeiro sucesso só deve ficar conhecido após o fim de sua primeira temporada. Enquanto a série teve bons resultados em sua estreia, será mesmo sua capacidade de manter uma boa audiência até o fim de sua exibição que vai definir se ela foi ou não um sucesso para a Disney.





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