Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) divulgados pelo Ministério da Saúde, atualmente, 285 milhões de pessoas no mundo têm problemas na visão, que poderiam ser evitados ou que dispõem de tratamento.

As doenças oftalmológicas, também conhecidas como doenças oculares, podem ser causadas por alterações genéticas, mas também por hábitos de risco. No médio e longo prazo, podem desencadear até quadros de cegueira.

No Brasil, o último Censo Demográfico do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2010, contabilizou mais de 35 milhões de pessoas com algum grau de dificuldade visual.

As principais condições encontradas e acompanhadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) são: Erros de refração (miopia, hipermetropia, astigmatismo e presbiopia). O erro de refração ocorre quando a luz (que forma as imagens após entrar em contato com a retina) não chega com nitidez ao local. Um exemplo de causa mais comum são irregularidades na córnea.

Os diagnósticos mais recorrentes desses quadros são a miopia (dificuldade para enxergar de longe), a hipermetropia (dificuldade para enxergar objetos próximos), o astigmatismo (distorção de imagem) e a presbiopia (dificuldade para enxergar de perto e de longe).
CATARATA
É a perda progressiva da lente natural do olho, o que causa uma opacidade na visão. A condição é responsável por cerca de 47,8% dos casos de cegueira no mundo, mas tem tratamento. O envelhecimento é a causa mais comum da catarata.

GLAUCOMA
Trata-se de uma doença relacionada a danos no nervo óptico e à perda do campo de visão, comumente associada a uma pressão intraocular. É a maior causa de cegueira irreversível no mundo, e ainda não há cura para ela.

RETINOPATIA DIABÉTICA E DMRI (degeneração macular relacionada à idade).
A retinopatia é uma complicação da diabetes melito. Já a DMRI é uma doença degenerativa que atinge a mácula, uma pequena parte central da retina, responsável por captar os detalhes.

SINTOMAS

Os principais sintomas de doenças oculares, de forma geral, são:
– visão embaçada;
– tremor nos olhos;
– dificuldades de se adaptar à luz;
– olhos vermelhos;
– olhos lacrimejantes.

Qualquer incidência desses sinais deve servir como alerta para um atendimento médico especializado.

FORMAS DE PREVENÇÃO
Existem hábitos que podem prevenir problemas na visão, entre eles:

– evitar a exposição excessiva às telas de TV, computador e smartphone (ficar muito tempo pode causar ressecamento dos olhos, cansaço visual e distúrbios do sono);

– usar óculos de sol, para reduzir a exposição dos olhos aos efeitos nocivos da radiação ultravioleta;

– evitar coçar os olhos; isso pode causar irritações, lesões oculares e até problemas na córnea;

– em clima seco, hidratar os olhos com colírios lubrificantes;

– dormir, no mínimo, oito horas por dia, para prevenir irritação nos olhos e cansaço visual;

– ter uma alimentação balanceada, benéfica para o funcionamento da retina;

– ter cuidado com produtos muito próximos aos olhos, como maquiagem e tintura, que podem causar irritação e alergia nos olhos e nas pálpebras;

– retirar sempre a maquiagem dos olhos antes de dormir.