Imagem de: O Homem com Mil Filhos: como está Jacob Meijer atualmente?

Imagem: Divulgação/Netflix

Lançada pela Netflix no dia 3 de julho de 2024, a minissérie documental O Homem com Mil Filhos mostra uma história bizarra envolvendo o holandês Jonathan Jacob Meijer. Um doador de esperma bastante ativo, o homem de 43 anos é acusado de violar leis e viajar pela Europa fornecendo material genético que foi usado na concepção de centenas de crianças.

O documentário do streaming mostra que Meijer passou mais de 50 mil horas em clínicas de fertilização espalhadas pela Holanda, Austrália, Dinamarca, Alemanha, Hungria, México, Polônia, Romênia, Sérvia, Suécia, Suíça, Ucrânica e Estados Unidos. Em suas próprias palavras, isso teria gerado pelo menos 550 crianças ao redor do mundo.

No entanto, estimativas da justiça holandesa apontam que esse número pode chegar a mais de 1 mil, já que nem todas as clínicas visitadas por Meijer exigem a divulgação de quando o esperma de um doador resulta em um nascimento. Segundo as leis do país, uma mesma pessoa só pode fornecer amostras para até 12 famílias, número que ele ultrapassou com folga.

O Homem com Mil Filhos nega ter agido de má fé

O documentário da Netflix mostra que as preocupações em relação às doações do holandês começaram quando muitas famílias passaram a perceber semelhanças entre seus filhos e outras crianças que compartilhavam espaços com elas. Isso despertou o alerta para o grande número de inseminações baseadas no mesmo material genético.

O Homem de Mil Filhos mostra entrevistas com famílias afetadas e com médicos que tentam impedir Meijer de continuar visitando centros de doação. Eles explicam que o grande número de crianças compartilhando o mesmo material genético pode fazer com que meio-irmãos acabem se relacionando ou tendo relações sexuais sem saber de seu parentesco.

O Homem dos Mil Filhos destaca que Meijer nem sempre foi honestoO Homem dos Mil Filhos destaca que Meijer nem sempre foi honestoFonte:  Divulgação/Netflix 

Com isso, abre-se a possibilidade da ocorrência de incestos acidentais e da endogamia, que acontece quando indivíduos aparentados se reproduzem. Casos do tipo aumentam os riscos de doenças genéticas graves, e as ações do homem já despertaram um grande alerta entre as autoridades holandesas.

Em uma entrevista à BBC, Meijer afirma acreditar que não agiu de má-fé e que não vê “nada de errado” em ser o pai genético de centenas de crianças. Para ele, o documentário da Netflix dá destaque somente para pessoas descontentes, quando, na prática, deveria celebrar “o doador de esperma que ajudou famílias a conceberem 550 crianças”.

Várias famílias relatam ter sido enganadas pelo doadorVárias famílias relatam ter sido enganadas pelo doadorFonte:  Divulgação/Netflix 

A produtora-executiva da série, Natalie Hill, afirmou que a produção conversou com 45 a 50 famílias impactadas, e todas pediram que a justiça impedisse Meijer de continuar seus atos. “Então essa plataforma para Jonathan continuar a falar sobre ser somente algumas poucas mulheres é uma inverdade completa”.

Algumas mulheres entrevistas pela BBC afirmam que o homem mentiu na hora de se voluntariar para ser um doador privado. Elas explicaram que, enquanto ele prometia doar somente para algumas poucas famílias, na prática, havia centenas de situações nas quais seu material genético foi aproveitado.

Jonathan Jacob Meijer virou um YouTuber

Embora tenha sido banido de doar esperma na Holanda em 2017, Meijer continua oferecendo seus “serviços” de forma privada e engravidando mulheres dispostas a fazer sexo com ele. Ele declarou à BBC que parou de fazer doações anônimas em 2019 e, desde então, só fornece material genético para pais que querem dar irmãos para crianças já nascidas.

Ele afirma que não vê nada de errado em suas ações e que muitas das críticas que recebe são resultado de “visões ultrapassadas”. O homem também explicou que não tem nenhum objetivo maldoso, e que só começou a frequentar clínicas que coletam esperma com o objetivo de permitir que pessoas realizem seus sonhos de serem pais.

Meijer também explicou que não quis participar do documentário da Netflix, por acreditar desde o começo que seus produtores tinham intenções maldosas. Atualmente, ele se dedica inteiramente à carreira de YouTuber, retratando suas viagens pelo mundo e, mais recentemente, produzindo vídeos que criticam os conteúdos de O Homem de Mil Filhos.



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