Chegamos à metade do ano e, após o Projeto Superar e Ser Feliz comemorar um ano de existência, seguimos fortes na parceria com esta entidade para contação de histórias de superação aqui na revista Linha Aberta. A história de superação de junho relata a experiência de uma mãe, empresária e esposa com a Síndrome de Burnout. Izabela conta como sofreu e ao mesmo tempo superou-se. Vale a pena a leitura.

Quem é Izabela GuimarãeS?

Mineira de Belo Horizonte, Izabela Guimarães tem 42 anos, é publicitária, casada há 18 anos com o paulistano Ivan Guimarães, tem dois filhos e se realiza diariamente como mãe, profissional, esposa e dona de casa. Após ter passado por empresas relevantes em sua carreira, Izabela decidiu abrir mão do mercado corporativo no Brasil para iniciar uma nova trajetória nos Estados Unidos, onde mora desde 2014. A principal mensagem que ela compartilha é que toda mulher deve transformar a sua casa em LAR, seu trabalho em MISSÃO e sua família em seu mais importante EMPREENDEDIMENTO. Como parte também de sua missão, Izabela visa levar esperança a mulher que vivencia desafios e dores.

UM HISTÓRIA NA BUSCA DA LEVEZA

Na vida de Izabela Guimarães, a busca por excelência e a sobrecarga de atividades resultaram em sintomas de estresse e, eventualmente, levaram ao burnout, um ponto de virada que a levou a uma grande mudança. Por dois momentos em sua vida, ela vivenciou uma colheita amarga de uma semeadura linda e aos olhos dos outros, até perfeita.

Foi neste cenário de auto-exigência e busca por excelência que Izabela teve vários sintomas causados por estresse e excessos. Os motivos eram sempre os mesmos: a sobrecarga de atividades que não cabiam naquele momento. O último deles, o burnout (síndrome do esgotamento profissional), talvez o mais difícil de todos, foi o divisor de águas em sua vida, o basta que precisava para iniciar uma grande mudança. Foi a oportunidade de fazer rupturas necessárias para viver um novo tempo que não fosse mais marcado por nenhum reflexo emocional por consequência de excessos.

Izabela precisou imigrar para entender que seu sobrenome não era o de uma empresa, que seus diplomas não tinham o mesmo peso e que sua identidade não precisava de um cartão de visitas. Precisou empreender para entender que o que carregava não estava vinculado a uma marca e nem estava preso dentro de quatro paredes. Precisou experimentar o mercado corporativo novamente, agora nos Estados Unidos, para perceber que ela carregava algo que não se conectava apenas ao que fazia e sim ao que ela sempre foi.

Ela entendeu que seus talentos podem ser sempre aprimorados mas que jamais irão superar seus valores. Precisou se isolar, silenciar o mundo, para enxergar o que realmente importava. Izabela se libertou de ciclos viciosos em suas ações, como a variação infinita de horários para dormir, para acordar e para trabalhar, que a abastecia ilusoriamente. Precisou discernir o que lhe fazia bem e o que lhe fazia mal, para seguir alinhada diariamente com um compromisso de ter uma vida equilibrada, visando uma nova Izabela que queria se tornar.

É tentador associar sua importância à correria do dia a dia, como se o constante movimento fosse a única medida de validação. Contudo, é essencial lembrar que, para aqueles que realmente a amam — família, pais, cônjuge, filhos —, seu valor não está ligado à quantidade de tarefas diárias que realiza ou ao seu excepcional desempenho no trabalho.

Em um mundo onde o trabalho é substituível, Izabela, como indivíduo único, é insubstituível. Ela convida as mulheres a refletirem sobre o que realmente importa, a não se renderem inconscientemente ao ritmo frenético da vida moderna, à corrida desenfreada que caracteriza nossa sociedade.

Este estilo de vida muitas das vezes não funciona, considerando o aumento dos casos de depressão e ansiedade, a triste epidemia de doenças emocionais e mentais que afetam tantas pessoas, principalmente as mulheres.

A mensagem de Izabela é que está na hora de se inspirar, de se valorizar e perceber seu significado, principalmente para Deus, que nos fez com perfeição, para termos uma vida plena. Apenas aproveite a companhia daqueles que você ama, cuide de si mesma, aprecie a vida que foi dada a você e seja grata por ela.

A vida pode ser mais leve! Não se sobrecarregue tanto. Confie que, no final, tudo se resolverá e será muito, muito melhor!


Projeto Superar e Ser Feliz

O Projeto Superar e Ser Feliz, criado pela professora Anete Lobo, tem como foco ajudar pessoas que passaram ou estão passando por episódios de sofrimento e trauma a encontrar meios de superação para sua dor. A cada mês,uma mulher é selecionada para contar sua história de dor e superação, ajudando assim, outras pessoas que possam se motivar através de seus relatos.

O projeto dispõe de uma lista de recursos com recomendação de diversos profissionais da área de saúde mental, grupos de apoio, artigos, livros e vídeos com conteúdo para dar suporte aos interessados em encontrar superação. Basta acessar o website do projeto. Comentários, perguntas, sugestões podem ser enviados para o email superareserfeliz@gmail.com . Contato: Anete Lobo
Website: www.superareserfeliz.com

Parcerias:
Rosana de Rosa – Life Coach e Terapeuta
Rosali de Castro Aguiar – Psicóloga, Advogada, Mediadora e Consteladora Familiar Sistêmica
Flavia Duarte – Fundadora do Projeto Flavia Se Cuida
Wanessa Surdine – Personal da Mente

Anete P. Lobo
Criadora do Projeto Superar e Ser Feliz
superareserfeliz@gmail.com