Este texto foi escrito por um colunista do TecMundo; saiba mais no final.

A origem da marca de material esportivo Asics remete a importância da mente saudável, com o acrônimo ASICS significando “Anima Sana In Corpore Sano”, que quer dizer mente sã em corpo são. Mais do que propagar que o exercício faz bem para a saúde física, a marca tem se esforçado para estudar e investigar profundamente os efeitos do movimento sobre a saúde mental.

Descubra como ela tem feito isso por meio de cinco de suas ações e saiba os resultados do mais recente estudo da marca.

Filme no Prime Video

Descobri a importância da saúde mental para a Asics quando assisti ao documentário “Mind games – O experimento”, lançado pelo Prime Video. Há algum tempo, escrevi uma coluna sobre o interessante tema dos exercícios e melhora na cognição e partir disso, pude explorar o projeto que a marca tem.

Tênis em cápsulas

A mais recente campanha de marketing trouxe os tênis produzidos pela empresa em uma nova embalagem: uma cápsula, remetendo os tênis aos comprimidos medicamentosos. Escrevi se esse significado de “exercício como remédio” pode ser um bom caminho, em uma coluna anterior.

Site para usar antes e depois do treino

Com o renomado pesquisador Brendon Stubbs, a marca criou uma incrível ferramenta chamada “Mind Uplifter” (elevador da mente), que serve para verificar os efeitos do exercício na mente, pelo próprio praticante de exercícios. Lá respondemos algumas questões e escaneamos o rosto, antes e depois do treino.

Com essa ferramenta, foi descoberto que o tempo mínimo necessário para os praticantes sentirem os benefícios do exercício sobre a saúde mental, foi de apenas 15 minutos e 9 segundos, em pesquisa com mais de 1 mil pessoas.

Caso não acesse a ferramenta da marca, você pode simplesmente tirar uma foto sua antes e outra depois da sessão de exercícios, mas não do seu corpo, e sim do rosto. O antes e depois mais significativo do exercício parece não ser sobre a forma física, mas sim sobre a saúde mental. Você pode notar isso através da sua expressão facial, bem como seu humor.

Exercício e o impacto na saúde mental da mulher

O maior estudo global já realizado sobre disparidade de gênero (mais de 24 mil pessoas de 40 países) no exercício, encomendado pela Asics, revelou: quanto mais as mulheres se movimentam, melhor elas se sentem. As mulheres que praticam exercícios regularmente são: 52% mais felizes, 50% mais energizadas, 48% mais confiantes, 67% menos estressadas e 80% menos frustradas. Porém, mais da metade das mulheres não se exercita tanto quanto gostaria.

Segundo o estudo, mesmo com os inúmeros benefícios da atividade física para as mulheres, elas ainda se exercitam menos do que gostariam. Segundo o estudo, mesmo com os inúmeros benefícios da atividade física para as mulheres, elas ainda se exercitam menos do que gostariam. Fonte:  Getty Images 

No Brasil, 45% das mulheres queriam fazer mais exercícios. Elas enfrentam barreiras para se exercitar. As mais reportadas foram: ter outros compromissos (76%), a falta de tempo (74%) e o custo com treinadores (62%). Além disso, a falta de espaços seguros (43%), não se sentir em forma o suficiente (42%) e insegurança com o corpo (37%) foram barreiras.

A percepção dos homens sobre as barreiras que impedem as mulheres foi diferente da realidade. Apenas 34% dos homens responderam falta de tempo, enquanto 74% das mulheres apontaram essa barreira. Mais da metade (58%) dos homens apontou insegurança com o corpo como barreira para elas, enquanto a realidade foi de 36%.

Estudo global da Asics em 2024

A Asics fez um estudo global sobre estado mental – uma pesquisa com 26 mil pessoas em 22 países, que deixa claro que quanto mais as pessoas se movimentam, mais alta é a pontuação no escore criado pela marca – o estado mental. Em uma escala que vai até 100, os ativos pontuaram em média 67/100, enquanto os inativos 54/100. No Brasil, a disparidade foi maior, 64/100 para ativos e 45/100 para inativos.

Dentre os países participantes, a China (78/100), seguida pela Arábia Saudita e Índia, foram os com melhor pontuação de estado mental, enquanto o Brasil ficou abaixo da média mundial com 62/100, na 13ª colocação em 22 países.

O estudo destaca a importância de se movimentar na adolescência, pois isso afeta o estado mental na fase adulta. A faixa de 15 a 17 anos foi a mais importante para isso. Abandonar os exercícios nessa faixa etária, pode comprometer a saúde mental nos anos seguintes.

Encorajar os adolescentes a se exercitarem, especialmente os entre 15 e 17 anos, é uma ação coerente. 

Para isso, nesse público, é mais importante ainda ir além do “faça exercício pela sua saúde”, pois essa motivação pode não ser suficiente. Para o pesquisador Brendon Stubbs, há esperança se os jovens experimentarem alegria, sucesso, conexão, liberdade de escolha e propósito no exercício. Stubbs destaca que não existe tipo de movimento certo ou errado, a mensagem principal é encontrar um exercício que você goste e tentar ser consistente.

Os benefícios emocionais do exercício tem sido a ênfase da empresa, ilustrada por campanhas em que o foco não é a estética ou forma física, mas sim as dramáticas transformações sobre a saúde mental. Porém, nem todas essas transformações são visíveis, pois elas estão relacionadas a como nos sentimos. Aí está o potencial subestimado do exercício, que pode nos levar a querer mantê-lo rotineiramente.

A Asics nos últimos anos tem se dedicado a promover o tema da saúde mental e bem-estar psicológico, sendo seu slogan: É hora de mover sua mente. Um foco diferente que pode fazer a diferença – para o sucesso da marca e dos nossos treinos.

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Fábio Dominski 
é doutor em Ciências do Movimento Humano e graduado em Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). É Professor universitário e pesquisador do Laboratório de Psicologia do Esporte e do Exercício (LAPE/UDESC). Faz 
divulgação científica nas redes sociais e em podcast disponível no Spotify. Autor do livro Exercício Físico e Ciência – Fatos e Mitos.

*Não há qualquer conflito de interesses do colunista com a marca de material esportivo.





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