Nesta quinta-feira (23), o filme brasileiro “Ainda estou aqui” fez história ao ser indicado à principal categoria do Oscar 2025, de Melhor Filme. Esta é a primeira vez que uma produção brasileira disputa a categoria mais prestigiada da premiação. Além disso, o longa dirigido por Walter Salles e protagonizado por Fernanda Torres recebeu outras duas indicações: Melhor Atriz (Fernanda Torres) e Filme Internacional.

“Ainda estou aqui”, primeira produção original do Globoplay a chegar ao Oscar, é uma adaptação do livro homônimo de Marcelo Rubens Paiva. O filme retrata a trajetória de Eunice Paiva (Fernanda Torres), que se transforma de dona de casa dos anos 1970 em uma ativista pelos Direitos Humanos após o assassinato de seu marido, Rubens Paiva (interpretado por Selton Mello), pela ditadura militar no Brasil.

Fernanda Torres é indicada ao Oscar de Melhor Atriz, 26 anos após sua mãe, Fernanda Montenegro, ter sido nomeada na mesma categoria por “Central do Brasil”, também dirigido por Walter Salles. Esta é a primeira vez desde 1998 que um ator brasileiro aparece entre os indicados nas categorias de atuação.

O Oscar 2025 será realizado no dia 2 de março em Los Angeles, com apresentação de Conan O’Brien. O filme francês “Emilia Pérez” lidera as indicações com 13 nomeações, seguido por “O Brutalista”, com 10.

Indicados ao Oscar de Melhor Filme:
• “Ainda estou aqui”
• “Anora”
• “O Brutalista”
• “Um completo desconhecido”
• “Conclave”
• “Duna: Parte 2”
• “Emilia Pérez”
• “Nickel Boys”
• “A Substância”
• “Wicked”

Melhor Atriz:
• Fernanda Torres (“Ainda estou aqui”)
• Mikey Madison (“Anora”)
• Demi Moore (“A Substância”)
• Karla Sofía Gascón (“Emilia Pérez”)
• Cynthia Erivo (“Wicked”)

Filme Internacional:
• “Ainda estou aqui” (Brasil)
• “Emilia Pérez” (França)
• “Flow” (Letônia)
• “A Garota da Agulha” (Dinamarca)
• “A Semente do Fruto Sagrado” (Alemanha)

O Brasil já foi indicado quatro vezes na categoria de Filme Internacional, mas nunca conquistou o prêmio. A produção “Ainda estou aqui” chega com a esperança de finalmente trazer a estatueta para o país.

Manuel Belmar, Diretor de Finanças, Jurídico, Infraestrutura e Produtos Digitais da Globo, expressou seu entusiasmo: “É um orgulho imenso ver nosso primeiro filme original concorrer à maior premiação cinematográfica do mundo, enaltecendo o cinema e o talento nacional. Esse reconhecimento reafirma a missão do Globoplay de contar grandes histórias que refletem o Brasil, nossa cultura e nossa história.”

A cerimônia promete ser emocionante, com o Brasil marcando presença histórica na maior premiação de cinema do mundo.