O mês de junho está chegando ao fim, mas a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço dos Estados Unidos (NASA), a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Canadense (CSA) captaram novas imagens impressionantes de diversos objetos cósmicos. Durante as missões, os cientistas utilizaram instrumentos avançados de telescópios como o Hubble e o James Webb (JWST).

Para apresentar as imagens de alta qualidade divulgadas durante o mês de junho, elaborei uma lista com algumas das fotografias mais impressionantes de diferentes regiões cósmicas. Ao todo, a lista reúne três imagens da NASA que impressionaram os entusiastas de astronomia. Confira!

Aglomerado globular NGC 2005

O aglomerado globular NGC 2005 foi originalmente descoberto em 1826, por meio das observações do astrônomo James Dunlop. O objeto estava próximo da Grande Nuvem de Magalhães (LMC). A região é considerada uma descoberta consideravelmente importante para a astronomia, pois já forneceu evidências que apoiam a teoria da evolução das galáxias por meio do processo de fusão.

O aglomerado globular NGC 2005 está localizado a 162 mil anos-luz de distância da Terra e aproximadamente 750 anos-luz do núcleo da Grande Nuvem de Magalhães (LMC).O aglomerado globular NGC 2005 está localizado a 162 mil anos-luz de distância da Terra e aproximadamente 750 anos-luz do núcleo da Grande Nuvem de Magalhães (LMC).Fonte: ESA / Hubble / NASA / F. Niederhofer / L. Girardi

“Um aglomerado globular que aparece como uma coleção altamente densa e numerosa de estrelas brilhantes. Alguns parecem um pouco maiores e mais brilhantes do que outros, com os mais brilhantes tendo pontas em forma de cruz ao seu redor. Eles estão espalhados de maneira quase uniforme, mas no centro eles se aglomeram cada vez mais densamente e se fundem em um brilho forte no núcleo do aglomerado”, a NASA descreve.

Galáxia espiral NGC 1546

A nova imagem da galáxia espiral NGC 1546 foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble no dia 14 de junho — antes disso, o equipamento ficou fora de operação para reparos durante algumas semanas. Ao coletar dados da região, os cientistas perceberam que o intenso brilho amarelado do núcleo da galáxia pode representar uma área com uma grande população de estrelas; podem existir também grandes áreas de formação estelar.

A galáxia espiral NGC 1546 está localizada próxima da constelação de Dorado, a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância da Terra.A galáxia espiral NGC 1546 está localizada próxima da constelação de Dorado, a cerca de 60 milhões de anos-luz de distância da Terra.Fonte:  NASA / ESA / STScI / David Thilker (JHU) 

“A nova imagem do Hubble de uma galáxia espetacular demonstra o sucesso total do nosso novo e mais estável modo de apontar para o telescópio. Estamos preparados para muitos anos de descobertas pela frente e observaremos tudo, desde o nosso sistema solar até exoplanetas e galáxias distantes. O Hubble desempenha um papel poderoso no kit de ferramentas astronômicas da NASA”, disse a cientista sênior do projeto do Hubble, Dra. Jennifer Wiseman, do Goddard Space Flight Center da NASA.

Nebulosa da Serpente

A câmera infravermelha próxima (NIRCam) do Telescópio Espacial James Webb capturou uma imagem incrível da Nebulosa da Serpente (Serpens Nebula). A descoberta ocorreu quando os pesquisadores encontraram um grupo de fluxos protoestelares, uma reação comum que acontece quando o gás expelido de novas estrelas colide com gás e poeira da região. O atual objetivo da equipe é compreender mais sobre esse processo de formação estelar.

A Nebulosa da Serpente está localizada a aproximadamente 1.300 anos-luz da Terra; os cientistas acreditam que algumas estrelas da região podem evoluir e crescer mais que o Sol.A Nebulosa da Serpente está localizada a aproximadamente 1.300 anos-luz da Terra; os cientistas acreditam que algumas estrelas da região podem evoluir e crescer mais que o Sol.Fonte:  NASA / ESA / CSA / K. Pontoppidan / J. Green 

“Os astrônomos há muito que assumem que, à medida que as nuvens colapsam para formar estrelas, as estrelas tenderão a girar na mesma direção. No entanto, isso não foi visto tão diretamente antes. Estas estruturas alongadas e alinhadas são um registo histórico da forma fundamental como as estrelas nascem”, disse o principal pesquisador Klaus Pontoppidan, do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA.

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