O presidente Donald Trump fez nesta quarta-feira, 1º de abril, um pronunciamento de 19 minutos sobre a guerra no Irã (Operation Epic Fury), transmitido do Salão Cruzado da Casa Branca. Segundo o presidente, os Estados Unidos estão alcançando rapidamente seus objetivos militares e a operação está próxima do fim, embora ainda devam ocorrer ataques planejados nas próximas duas a três semanas.

Trump destacou que a guerra, que começou em 28 de fevereiro, já dura 33 dias — um período significativamente menor do que conflitos anteriores envolvendo os EUA, como o Afeganistão (20 anos) e o Iraque (mais de uma década). Segundo ele, essa rapidez se deve à força militar americana e à coordenação com Israel, que participa ativamente das operações.

O presidente afirmou que o Irã está praticamente destruído, com a marinha e a força aérea severamente debilitadas, líderes mortos e capacidade de lançar mísseis e drones dramaticamente reduzida. Apesar do tom duro, Trump ressaltou que discussões diplomáticas continuam, deixando aberta a possibilidade de acordo futuro.

Outro ponto central do discurso foi o Estreito de Hormuz. Trump enfatizou que os Estados Unidos não dependem do petróleo que passa pelo canal, mas que ele será aberto “de uma forma ou de outra”. O presidente destacou que a Europa, que depende fortemente do petróleo do Oriente Médio, precisa se posicionar em relação à situação.

O pronunciamento também abordou impactos econômicos imediatos: o preço do petróleo voltou a ultrapassar US$100 por barril, enquanto a gasolina média nos Estados Unidos chegou a US$4,06 por galão, refletindo a tensão regional e o fechamento temporário de rotas estratégicas de energia.

Trump aproveitou o discurso para comparar a guerra atual com conflitos anteriores, afirmando que as operações americanas estão alcançando resultados mais rapidamente do que em guerras anteriores, e que os EUA estão protegendo aliados e neutralizando ameaças regionais, sem interesse direto em petróleo.