Com o aumento global dos índices de obesidade e a busca por soluções eficazes para o controle de peso, medicamentos como o Monjaro (tirzepatida) têm ganhado destaque na medicina moderna. Desenvolvido inicialmente para o tratamento do diabetes tipo 2, o Monjaro tem se mostrado altamente eficaz também no auxílio à perda de peso — e passou a ser prescrito com esse objetivo por médicos em todo o mundo.
A Dra. Ana Rita Soderberg, médica brasileira radicada nos Estados Unidos e CEO da Família Health Clinic, em Deerfield Beach (Flórida), tem acompanhado de perto essa revolução. Segundo ela, o uso da tirzepatida representa um avanço importante no combate à obesidade, mas exige responsabilidade e acompanhamento médico rigoroso.
“Monjaro tem trazido resultados surpreendentes para pacientes com obesidade e sobrepeso. Com a dose certa, dieta balanceada e atividade física, é possível alcançar reduções de peso que antes pareciam inatingíveis”, afirma Dra. Ana Rita.
Estudos clínicos recentes confirmam a eficácia: pacientes que utilizaram Monjaro com acompanhamento profissional conseguiram reduzir até 20% do peso corporal ao longo de 72 semanas. Em alguns casos, a perda já chega a 10% nas primeiras 12 semanas de tratamento. Outro dado impressionante mostra que o uso da tirzepatida pode reduzir em até 94% o risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 em pessoas com pré-diabetes.
Como o Monjaro funciona?
A tirzepatida atua em receptores duplos de GLP-1 e GIP, hormônios que regulam o apetite e a glicose. O medicamento reduz a sensação de fome, desacelera o esvaziamento gástrico e melhora a sensibilidade à insulina — o que contribui tanto para a perda de peso quanto para o controle glicêmico.
Apesar dos benefícios, a Dra. Ana Rita alerta que o medicamento não é indicado para todos e deve ser prescrito somente após uma avaliação médica completa. “É fundamental saber se o paciente tem histórico de doenças como pancreatite, problemas na tireoide ou insuficiência renal antes de iniciar o tratamento.”
Cuidados e efeitos colaterais
Entre os efeitos colaterais mais comuns, estão náuseas, constipação, fadiga e dor abdominal — geralmente leves e passageiros. A introdução gradual da medicação e o ajuste cuidadoso da dose ajudam a minimizar esses sintomas.
“Infelizmente, muitas pessoas estão usando Monjaro por conta própria, sem supervisão médica, o que pode colocar sua saúde em risco. É preciso entender que se trata de um medicamento com ação sistêmica e que precisa de acompanhamento profissional do início ao fim”, explica a médica.
Quem pode se beneficiar?
O Monjaro é especialmente indicado para pacientes com índice de massa corporal (IMC) elevado, com ou sem comorbidades como hipertensão, pré-diabetes e disfunções metabólicas. Também pode ser prescrito a pacientes com dificuldade de emagrecer mesmo com mudanças de estilo de vida.
“Cada caso é único. O segredo do sucesso está na avaliação clínica, nos exames laboratoriais e em um plano de tratamento que inclua reeducação alimentar, atividade física e suporte psicológico, se necessário”, completa Dra. Ana Rita.
Considerações finais
O uso de Monjaro representa uma nova fronteira na medicina, trazendo esperança a milhares de pessoas que lutam contra a balança. Porém, como qualquer ferramenta poderosa, exige conhecimento, prudência e acompanhamento médico sério.
A orientação da Dra. Ana Rita é clara: não existe milagre na perda de peso, mas sim ciência, estratégia e comprometimento com a saúde.

