Quase 200 pessoas foram detidas antes mesmo do início do toque de recolher decretado após saques a comércios durante manifestações contra políticas migratórias da era Trump.
Los Angeles viveu uma noite de tensão e confrontos nesta terça-feira (data a ser ajustada conforme publicação), após protestos contra a política de repressão à imigração implementada durante o governo Donald Trump. Os atos, que começaram de forma pacífica, terminaram com saques, prisões e a imposição de um toque de recolher emergencial na região central da cidade.
A prefeita Karen Bass decretou o toque de recolher das 20h às 6h em um raio de aproximadamente 1 milha quadrada (cerca de 2,5 km²) no centro de Los Angeles. A decisão foi tomada depois que pelo menos 23 estabelecimentos comerciais foram saqueados durante os protestos.
De acordo com o Departamento de Polícia de Los Angeles (LAPD), cerca de 200 pessoas foram presas antes mesmo do início do toque de recolher. Outras dezenas de detenções ocorreram ao longo da noite, enquanto a polícia tentava conter os distúrbios e restaurar a ordem pública.
As manifestações em solidariedade aos imigrantes não se restringiram à Califórnia. Grandes cidades como Boston, Chicago, Denver, Nova York, Filadélfia, San Antonio e Seattle também registraram protestos, evidenciando a abrangência nacional da insatisfação popular com as políticas migratórias.
Prevendo uma escalada nas manifestações ao longo do fim de semana, o governador do Texas, Greg Abbott, anunciou o envio da Guarda Nacional a diversas regiões do estado. Em publicação na rede social X (antigo Twitter), o governador republicano afirmou que a Guarda usará “todas as ferramentas e estratégias” disponíveis para auxiliar as forças de segurança na manutenção da ordem.
Ainda não há informações precisas sobre feridos ou danos materiais totais, mas autoridades locais pedem cautela e colaboração da população enquanto monitoram a situação e se preparam para novos atos nos próximos dias.
A escalada dos protestos reacende o debate sobre a liberdade de expressão, os limites da repressão policial e a necessidade urgente de políticas migratórias mais humanizadas e eficazes nos Estados Unidos.

