Eu tenho certeza absoluta que você con vive, já conviveu ou conhece pessoas que reclamam de tudooooo. Nada está bom. Nada é favorável como diria o persona gem de desenhos animados: “Oh!! Dia. Oh!! Céus….” A grande tendência é que –essas pessoas, tenham dificuldade em reconhecer o outro e a si mesmo.

Trazendo para nosso universo particular, não importa o tamanho do feito atingido ou do sonho realizado. É muito possível que sempre haja alguém preparado para desqualificá-lo, para encontrar defeitos e dizer que “não é bem assim”, que “não foi tudo isso”. Isso também traz indícios de toxicidade.

As pessoas tóxicas fazem parte do nosso cotidiano, podendo impactar a convivência no trabalho, no círculo de amigos e, inclusive, na família. Trata-se de alguém que está sempre pronto para fazer um comentário maldoso e espalhar desânimo. Não à toa, são consideradas pessoas que contaminam o ambiente com negativismo, pois são pesadas.

De maneira resumida, são aquelas pessoas que parecem sofrer com a felicidade alheia. Que trabalham para encontrar uma forma de colocar um projeto em dúvida, diminuir uma qualidade ou potencializar frustrações. Em ambientes de trabalho, tendem a ser autoritárias e sempre impor suas vontades, não estando restrito apenas a cargos de chefia. Obviamente, isso dificulta a convivência, provoca mal estar em quem está no entorno e abre as portas para sentimentos de frustração, infelicidade e apatia.

Já em questões familiares, a pessoa está sempre invalidando ou diminuindo os feitos do outro, como se a convivência fosse um jogo, uma disputa ou uma competição.

Um dos melhores caminhos é tentar ser compreensivo e tratar de ajudar, oferecendo diálogo e não caindo na tentação do julgamento fácil. Mas é igualmente importante se proteger dos efeitos que podem provocar a convivência com esse tipo de pessoa, tendo claro o que há de real em cada comentário, ou seja, o que deve ser encarado como uma crítica construtiva e o que deve ser descartado por ser fruto de inveja. Ou seja, devemos aprender a filtrar o que recebemos do outro.

Se o comportamento crítico e destrutivo é algo constante, e a pessoa se nega a procurar ajuda, o melhor a fazer é afastar-se. Afinal, ela é infeliz com ela mesma. Isso não significa, necessariamente, provocar uma briga ou um rompimento, mas buscar uma distância para que a situação não gere mais problemas e você não se sinta contaminado com essa energia.

A grande questão é que no fundo, esse hábito de reclamar de tudo, desmerecer o outro e ver tudo cinza, pode ter um fundo emocional enraizado em situações mal resolvidas do passado que influenciam, negativamente, a forma desse indivíduo viver e encarar a vida em seu tempo presente.


ANDREA LADISLAU É Gestora Comercial, Administradora Hospitalar, Psicanalista, Psicopedagoga, Palestrante, Membro da Academia Fluminense de Letras,
Colunista do Site UOL, Colunista do Jornal Folha de Niterói e Colunista e Redatora da Revista VAM Magazine. Especialista em Saúde Mental e Comportamental