A ATRIZ BRASILEIRA VIVE NOVA FASE NA CARREIRA, NA QUAL PRIORIZA O LADO SOCIAL E AS PAUTAS FEMININAS

Aatriz Paloma Bernardi, 39 anos, está vivendo uma nova fase na sua carreira, desta vez enveredando para a área da moda e trade marketing. Ela é a primeira brasileira a se tornar embaixadora de uma marca italiana de óculos, a “Yalea”, que vem para somar com o discurso social que a artista tanto valoriza, ou seja, aquele que dá importância ao marketing ético e visa melhorar a qualidade de vida das mulheres, ajudando-as a enxergar a sua beleza de todas as formas.

Paloma, que sempre se engajou em pautas femininas, agora viu mais uma oportunidade nesta sua parceria com a marca italiana, que em breve estará no Brasil. Ambas devem promover visibilidade às pautas voltadas às mulheres, como por exemplo em temas relacionados à independência feminina e cujo lema será: “Promovendo uma feminina consciente e independente”.

Durante a sua trajetória, ela sempre enfatizou e defendeu a força e a independência feminina, tanto em seus personagens e projetos, como também na sua vida pessoal. Daí, viu uma oportunidade nesta parceria para inspirar mulheres a se enaltecerem e mostrarem a sua melhor versão.

A estrela também estará à frente de vários projetos sociais direcionados às mulheres e apoiados pela marca no Brasil. “Aproveitando o reconhecimento que tenho como atriz e o bom engajamento comercial, eu ajudo várias instituições, levando o apoio de marcas e movimentando recursos para mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade” – conta.

Paloma já tem por hábito se engajar em projetos que visam o lado social. Há 5 anos, a atriz fundou o “Solidariedade Transforma”, em Caruaru, Pernambuco, uma ação que presta ajuda a várias instituições, como por exemplo a Apae, entidade que dá assistência às pessoas com deficiência intelectual e múltipla. Além disso, a iniciativa também dá visibilidade para talentos locais, como os modelos da região.

Uma outra iniciativa da artista, que visava o lado social e a promoção à cultura, aconteceu quando ela, a mãe e os irmãos criaram o Espaço Amarte, em São Paulo, Brasil. O local oferecia cursos de dança, artesanato, música, teatro e artes plásticas a preços populares. Porém, ele precisou ser fechado durante a pandemia.

Além do projeto com a marca italiana, Paloma Bernardi também segue com a sua carreira de atriz e fez este ano o espetáculo “Paixão de Cristo”, em João Pessoa, na Paraíba. Além disso, ela está gravando um longa-metragem na Itália, o “Loucos Amores Líquidos”, que promete uma fotografia deslumbrante aos seus espectadores. “O cenário é incrível! A troca com a produção local italiana é uma experiência única. Eu estou amando cada segundo” – diz. E ela vai mais além… “Fazer cinema é um grande sonho, afinal a grande aspiração de todo artista é ver a nossa arte eternizada”.

A atriz falou ainda sobre a teledramaturgia brasileira, as redes sociais e como cuida da sua saúde e da beleza. Acompanhe tudo a seguir!
LINHA ABERTA – Você está começando uma nova empreitada na sua carreira, desta vez no núcleo de moda e trade marketing, no qual será a primeira brasileira a se tornar a embaixadora de uma marca italiana que visa melhorar a qualidade de vida das mulheres. Como está sendo esse novo projeto?

PALOMA BERNARDI – Eu sempre me sinto gratificada por representar o nosso país pelo meu trabalho como atriz e estou ainda mais feliz por encontrar empresas que se identificam com as minhas iniciativas. Eu representei uma marca de cerveja premium, no “red carpet” de Cannes, por dois anos consecutivos, num movimento de promover a sétima arte, a moda e a celebração disso tudo com um ótimo brinde. Em paralelo, e aproveitando um pouco do reconhecimento que eu tenho como atriz e o bom engajamento comercial, eu ajudo várias instituições, levando o apoio de marcas e movimentando recursos para mulheres e pessoas em situação de vulnerabilidade. Eu fundei o evento “Solidariedade Transforma” em Caruaru, Pernambuco, há 5 anos. Então, eu sinto que a “Yalea” veio por uma sinergia perfeita. Nós falamos a mesma língua, temos até a cidade de Belluno, na Itália, em comum, pois a minha família paterna é originária dali. Estamos, portanto, em sintonia diante de causas nobres, além de criar essa coleção linda para nós mulheres do Brasil e do mundo. Nós enxergamos o futuro pelo mesmo prisma.

LINHA ABERTA – Como é mesclar a sua imagem de celebridade com uma marca engajada nas causas em prol das mulheres e do bem-estar delas? Existem outros projetos nos quais a marca está engajada e te convidou a fazer parte?

PALOMA BERNARDI – É a união perfeita do melhor dos mundos. As empresas têm o poder de transformar vidas e, nesse sentido, eu me sinto capaz de ser e fazer uma dessas pontes. Eu e a “Yalea” estamos projetando juntas ações pontuais e específicas para as mulheres brasileiras mais vulneráveis economicamente, emocionalmente e fisicamente.

LINHA ABERTA – Qual a sua opinião sobre a teledramaturgia brasileira no momento?

PALOMA BERNARDI – Eu acredito que nós estamos vivendo um movimento dentro da nossa teledramaturgia brasileira de representatividade, onde o público quer ser visto nas obras, seja na televisão, no cinema, nas séries ou dentro dos streamings. Então, é um momento muito importante porque essa representatividade faz com que o público se identifique, seja pela cor, pelo gênero ou pela idade, e isso é muito importante. Eu acho que é um movimento que ainda está no início, que está sendo muito trabalhado ultimamente, mas que precisa ainda sair de um lugar didático e alcançar lugares com mais presença e exemplos na prática. Eu vou colocar em prática, mais em frente, aquilo que é dito na técnica, que é dito de maneira didática, essa representatividade mais ativa na teledramaturgia brasileira.

LINHA ABERTA – Estudar Rádio e TV te deu outra preparação para a carreira, ou seja, um up grade para desempenhar os seus diversos trabalhos?

PALOMA BERNARDI – Com certeza, o estudo só nos dá um território cada vez mais amplo para o pensar e existir, para ter propriedade, autonomia e independência artística. Não há evolução sem educação e cultura.

LINHA ABERTA – Qual a importância das redes sociais para a carreira do artista? E para a sua? Você interage com os seus seguidores? Como reage quando é abordada por um hate?

PALOMA BERNARDI – No meu caso, eu vejo as minhas redes sociais como uma forma direta de estar em contato com o público que me acompanha desde os tempos mais remotos ao surgimento das plataformas. É uma forma para eu me aproximar daqueles que me trazem boa parte do reconhecimento do meu trabalho. O artista nunca teve um espaço de divulgação do seu perfil garantido até há um tempinho, e ali para além do trabalho nas redes eu posso mostrar um pouco do que sou, da minha essência e do que penso. Hoje, nós temos uma micro emissora nas mãos, aberta a sucessos, diálogos, críticas e hates. Eu busco discernimento, empatia e uma certa discrição para lidar com cada movimento virtual.

LINHA ABERTA – Você já estrelou anteriormente no cinema o filme “TPM Meu Amor”, e agora está gravando um longa-metragem na Itália, o “Loucos Amores Líquidos”. Como é fazer cinema para você?

PALOMA BERNARDI – Fazer cinema é um grande sonho, afinal a grande aspiração de todo o artista é ver a nossa arte eternizada. Nós estamos filmando na Itália, mas a temática é brasileira. O cenário é incrível! A troca com a produção local italiana é uma experiencia única. Eu estou amando cada segundo!

LINHA ABERTA – Vale a pena ser ator e atriz atualmente, num tempo que você tem ex-BBB’s e até mesmo influencers concorrendo com profissionais experientes? Como você vê essa questão?

PALOMA BERNARDI – Sempre valerá a pena. Ser atriz é e sempre será o meu ofício de vida e assim eu sou feliz. Porém, mais do que a concorrência aqui ou acolá, o que me aflige é pensar que o espaço de atuação do artista possa ficar restrito aos palcos, ao “ao vivo”, por conta do possível uso excessivo da inteligência artificial. Nesse lugar, até os influencers estão ameaçados, mesmo com os seus 50 milhões de seguidores.

LINHA ABERTA – Como você mantém a sua saúde e a beleza? Você é adepta dos procedimentos estéticos mais modernos? Se sim, quais utiliza?

PALOMA BERNARDI – Bom, eu parto do ponto de buscar sempre o equilíbrio de corpo, mente e alma. Eu acredito que a beleza interna é mais importante do que qualquer beleza externa. Aquilo que vem de dentro transparece externamente quando a gente está bem consigo mesmo. Então, isso para mim é primordial. Mas, eu sempre busco algum tratamento estético de maneira muito equilibrada. Eu sou vaidosa na medida, no sentido de que eu nunca fiz nada de tratamento estético invasivo. Mas, como eu já estou com quase 40 anos, então busco tratamentos para o corpo e para o rosto, para estimular o meu colágeno, para melhorar a textura da pele. Então, eu faço tratamentos como co-sculping, já fiz aplicação de enzimas, mas nunca invasivo.

LINHA ABERTA – Quais os seus próximos projetos?

PALOMA BERNARDI – Cada projeto exige meses entre ensaios, provas, caracterizações, preparações até efetivamente filmar e estrear. Em breve, eu estarei nas telonas com o filme “Por um fio”, de David Schurmann. No momento, eu estou mergulhada nas filmagens do agora, lendo alguns roteiros também, e sempre tentando estar em projetos que me mostrem como atriz e como pessoa.

Fotos: Marco Maximo

Texto de Alethéa Mantovani / @aletheamantovani