Israel prosseguiu com intensos ataques à Faixa de Gaza em resposta à ofensiva lançada pelo grupo terrorista palestino Hamas. O território palestino foi parcialmente transformado em um campo de ruínas, resultando em uma devastação que já causou milhares de mortes.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, descreveu a ofensiva-surpresa do Hamas, iniciada no sábado, como uma atrocidade sem precedentes, comparando-a ao Holocausto nazista, e declarou a determinação de seu país em prevalecer pela força.

Os confrontos entre Israel e o Hamas resultaram em mais de 1.200 mortos em solo israelense, incluindo 169 soldados, além de centenas de civis mortos pelos islamitas em cooperativas agrícolas e durante uma festa ocorrida no sábado. Há também dezenas de pessoas listadas como desaparecidas ou mantidas como reféns pelo Hamas.

Em retaliação ao ataque do Hamas, Israel lançou bombardeios no empobrecido e densamente povoado enclave palestino, mobilizando 300 mil reservistas e implantando dezenas de milhares de soldados ao redor de Gaza. Além disso, ocorreram confrontos com o movimento pró-iraniano Hezbollah na fronteira norte com o Líbano, um aliado do Hamas.

De acordo com as autoridades locais, pelo menos 1.055 pessoas morreram e 5.184 ficaram feridas na Faixa de Gaza. O Hamas confirmou a perda de dois de seus altos funcionários durante as operações israelenses.

A população civil enfrenta um cenário de desespero, com muitos desabrigados e infraestruturas severamente danificadas. Mohammed Mazen, um habitante de Gaza, relatou a situação de medo e incerteza, com muitos residentes sem saber para onde ir devido aos edifícios danificados e destroços causados pelos ataques.