A administração Biden anunciou com orgulho na quarta-feira que um recorde de 20 milhões de pessoas se inscreveram para seguro saúde por meio dos mercados da Lei de Cuidados Acessíveis (ACA). Com alguns dias restantes antes do encerramento do período de inscrição em 16 de janeiro, isso marca uma conquista significativa.

Essa explosão nas inscrições, representando um aumento de 25% em relação ao ano anterior, tornou-se um ponto focal para os esforços de campanha do presidente Joe Biden. Enquanto isso, o ex-presidente Donald Trump, um dos principais concorrentes republicanos, continua expressando intenções de desmantelar a ACA, adicionando uma dimensão contenciosa ao debate contínuo sobre saúde.

A administração Biden atribui o aumento nas inscrições a uma campanha estratégica e agressiva, colaborando com organizações sem fins lucrativos em todo o país, especialmente em comunidades com populações predominantemente negras e latinas. Foram feitos investimentos adicionais para contratar navegadores que auxiliam as pessoas no processo de inscrição, visando neutralizar os efeitos adversos dos cortes anteriores durante a administração Trump.

No entanto, a celebração do aumento nas inscrições vem com algumas ressalvas. Uma parte dos novos inscritos recorreu aos mercados da ACA depois de serem removidos do Medicaid, uma opção de cobertura de saúde quase gratuita para os americanos mais pobres. Essas pessoas agora enfrentam prêmios e copagamentos mais altos, levantando preocupações sobre o impacto geral em seu acesso a serviços de saúde.

Apesar do sucesso nos números de inscrição, o cenário político permanece carregado. O presidente Biden enfatiza a necessidade de construir sobre esse progresso, defendendo reduções permanentes nos prêmios de saúde. Por outro lado, Trump continua a criticar a ACA, rotulando-a como uma catástrofe e prometendo desfazer os esforços da administração Biden.

À medida que o prazo de inscrição aberta se aproxima, o debate em torno das políticas de saúde se intensifica, moldando um aspecto crítico do próximo discurso político.