A confiança da indústria voltou a melhorar em novembro depois de quatro meses de perdas diante da percepção de melhora da situação atual, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta no final de novembro.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) subiu 1,9 ponto em novembro na comparação com o mês anterior, chegando a 92,7 pontos, de acordo com os dados da FGV.

“O resultado reflete uma percepção de melhora da situação atual, influenciada pela melhora gradual da demanda e pelo movimento de escoamento de estoques que, apesar disso, permanecem distantes de uma situação de normalidade”, explicou Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE.

“Ainda é cedo para avaliar se a alta de novembro será o início de uma nova tendência ou uma acomodação após uma sequência de quedas”, completou.

O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, avançou 2,4 pontos e foi a 93,3 pontos, segundo a FGV O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, teve alta de 1,3 ponto, para 92,1 pontos, primeira alta desde junho passado.

“No plano macroeconômico, as taxas de juros e o endividamento começam a ceder, mas continuam em patamares elevados, sendo difícil atribuir a esses movimentos algum impacto na percepção de demanda pelas empresas do setor””, disse Pacini.

MAIS MEDIDAS ECONÔMICAS

O Banco Central iniciou um ciclo de corte de juros que tirou a taxa básica Selic do pico de 13,75% para o nível atual de 12,25%, que ainda restringe a atividade.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu pelo corte de 0,5 ponto percentual na taxa Selic, que passa agora a 12,25% ao ano.

O corte vem em linha com a expectativa do mercado, que já apostava que a decisão de hoje fosse a mesma das duas reuniões anteriores, um corte de 0,5 ponto percentual, e em linha com o comunicado da última reunião finalizada em 20 de setembro.

No comunicado, o BC indicou que as próximas reuniões devem ter corte de igual magnitude.

“Em se confirmando o cenário esperado, os membros do Comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”.

O BC também destaca a importância em se perseguir as metas para as contas públicas. “Tendo em conta a importância da execução das metas fiscais já estabelecidas para a ancoragem das expectativas de inflação e, consequentemente, para a condução da política monetária, o Comitê reafirma a importância da firme persecução dessas metas”, cita o texto.