A atriz fala sobre a carreira de sucesso, o novo projeto e as expectativas para 2024.

Ela começo a carreira muito cedo, aos 2 anos de idade, fazendo comerciais, depois novelas e logo se tornou um dos talentos mirins mais conhecidos do Brasil. Se manteve com muito sucesso na fase da adolescência e agora na adulta também. Estamos falando da atriz Carla Diaz, 33 anos, conhecida por papéis inesquecíveis da TV brasileira como a da Khadija Rachid, da novela “O Clone” – cujo bordão ‘Inshalá’ ficou famoso em todo lugar -, a Maria de “Chiquititas”, a Rachel de “Laços de Família”, a Angélica da minissérie “A Casa das Sete Mulheres” e por aí vai… Já na fase adulta interpretou a Carine em “A Força do Querer”, participou do reality show “Big Brother Brasil” e, mais recentemente, foi a protagonista dos filmes “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, um papel polêmico no qual ela interpreta Suzane Von Richthofen.

Seu rosto ficou conhecido no Brasil e no exterior ao longo desses 30 anos de carreira, da qual que ela diz amar. “Eu amo o meu ofício, ele me alimenta, me faz feliz” – conta. Além disso, ela afirma que a exposição proporcionada pela TV é algo natural da sua profissão, que tem o lado bom e o ruim, mas que os vários anos de profissão já lhe fazem focar no que realmente importa. “O lado positivo é dividir a arte e a cultura com o público. Mas, tem o lado chato da exposição, que são as fofocas e as mentiras. Eu já tenho muitos anos de estrada, então foco no principal” – diz.

Sobre as redes sociais, a atriz fala que elas são o canal oficial do artista e as considera como algo positivo, um meio de comunicação direto com os fãs e com a mídia, mas que tem momentos desagradáveis, nos quais as pessoas acham que podem falar o que quiser. “Eu posso falar diretamente quando deturpam alguma coisa. Tudo tem o seu ônus e bônus e eu sinto que fui aprendendo a estar nas redes sociais. Hoje eu divido o que eu quero, e as uso como uma extensão para falar do meu trabalho” – conta.

Recentemente, a atriz vem sendo a protagonista de filmes cujos enredos são bastante diferentes. Ela vai de um papel mais romântico como o que fez no “Rodeio “Rock”, no qual viveu a personagem Lulli, quanto o interpretado nos anteriores “A Menina que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”. Nestes últimos, Carla esteve na pele de Suzane Von Richthofen e se preparou muito para contar essa história real e bastante polêmica. “Nós tivemos muito respeito e cuidado com a história que estávamos contando. Eu me preparei bastante para fazer esse projeto, estudei muito” – afirma. Ela fala ainda que obteve muito retorno positivo por sua atuação. “Eu recebi muitas mensagens falando do meu trabalho e fico feliz com o carinho do público” – relata.

Sobre a probabilidade de trabalhar no exterior, Carla diz que está aberta a essa possibilidade, ainda mais porque foi alfabetizada em espanhol e fala fluentemente o idioma. “Se surgir um projeto legal, eu aceito. Eu vou para onde o trabalho está!” – declara.

Já as expectativas para o Ano Novo da atriz são as melhores e as mais positivas. “Ano Novo sempre carrega aquela energia boa de renovação, de esperança e vontade de realizar sonhos. Eu torço para que seja um ano bom para todos nós, que tenhamos a leveza em nossos dias, que possamos ter mais diálogo e compaixão. Eu quero seguir trabalhando, fazendo projetos nos quais eu acredito e que me realizem” – afirma.

Leia a entrevista que Carla Diaz concedeu à Linha Aberta Magazine.

LINHA ABERTA – Você começou a carreira muito cedo, com 2 anos de idade, fazendo trabalhos publicitários, depois como atriz mirim, despontando com muito sucesso em algumas novelas como o “O Clone”. Como é para você estar durante tanto tempo na mídia? Você gosta de toda essa exposição que a TV proporciona?

CARLA DIAZ – Eu acredito que é o resultado de tantos anos de trabalho, afinal são 30 anos de carreira nos quais eu estive sempre muito dedicada à profissão. Eu amo o meu ofício, ele me alimenta, me faz feliz. Eu vejo a exposição como uma consequência do meu trabalho, é um resultado. O lado positivo é dividir a arte e a cultura com o público. Mas, tem o lado chato da exposição, que são as fofocas e as mentiras. Eu já tenho muitos anos de estrada, então foco no principal.

LINHA ABERTA – A televisão sofreu uma mudança com o passar dos anos, principalmente após o advento do streaming. Na sua opinião, as novelas também mudaram?

CARLA DIAZ – O mercado mudou e eu vejo que existem novas possibilidades de trabalho. Isso é muito interessante para quem trabalha com o audiovisual. Existem novos formatos que podemos abraçar. Sobre as novelas, eu acredito que elas seguem firmes. Se tem uma boa história, um elenco afinado, o público assiste.

LINHA ABERTA – Você é a protagonista do filme “A Menina Que Matou os Pais” e “O Menino que Matou Meus Pais”, no qual faz o papel de Suzane von Hichthofen. Quais foram as repercussões por interpretar uma personagem real e tão polêmica?

CARLA DIAZ – Nós tivemos muito respeito e cuidado com a história que estávamos contando. Eu me preparei bastante para fazer esse projeto, estudei muito… Eu recebi muitas mensagens falando do meu trabalho e fiquei feliz com o carinho do público. Os filmes seguem com destaque na plataforma Prime Vídeo e eu sigo recebendo os comentários.

LINHA ABERTA – Qual a sua opinião sobre as redes sociais para a carreira do artista? Elas mais ajudam ou atrapalham? O que elas representam para você?

CARLA DIAZ – As redes se tornaram um canal oficial do artista. É um lugar no qual temos uma comunicação direta com os fãs e com a mídia. Tem também o lado ruim, pois algumas pessoas acham que podem falar o que elas quiserem. Por outro lado, eu posso falar diretamente quando deturpam alguma coisa. Tudo tem o seu ônus e bônus, e eu sinto que fui aprendendo a estar nas redes sociais. Hoje eu divido o que eu quero e as uso como uma extensão para falar do meu trabalho.

LINHA ABERTA – Você está agora como a protagonista de uma comédia romântica lançada recentemente, a “Rodeio Rock”, um gênero mais leve que o anterior interpretado por você no cinema. Como está sendo a repercussão desse filme? Para você foi mais fácil interpretar uma personagem mais “leve”?

CARLA DIAZ – Foi muito gostoso fazer uma comédia romântica. Eu já tinha o desejo de fazer e fiquei encantada pelo roteiro. Eu recebi também muitas mensagens e vejo que as pessoas gostaram muito da nossa história. Porém, eu não usaria essa palavra fácil porque cada trabalho tem a sua particularidade e dificuldade, mas foi uma experiência diferente.

LINHA ABERTA – Como você lida com os haters que deixam comentários negativos ou até agressivos nas suas redes sociais? O que você faz para se blindar dessas abordagens?

CARLA DIAZ – Eu estou focada no que as pessoas têm de bom para oferecer e para dividir. Cada vez mais eu estou me blindando de comentários que são de ódio gratuito. Eu apago e bloqueio.

LINHA ABERTA – Quais foram os pontos positivos e negativos de participar de um reality como o Big Brother Brasil?

CARLA DIAZ – Foi uma experiência intensa e que eu acredito que só se vive uma vez. Eu busco olhar as coisas por um prisma positivo, que é o carinho dos fãs e do público. Porém, para não dizer que não tem nada de negativo, eu nunca li tantas matérias sem fundamento sobre mim, tantas fake news a meu respeito. Isso é muito chato e desrespeitoso.

LINHA ABERTA – Quais são os cuidados que você tem com a saúde e a beleza? Você é adepta dos procedimentos de última geração? Se considera vaidosa? Até que ponto?

CARLA DIAZ – Eu gosto de me cuidar e sigo as orientações da minha dermatologista. Além disso, eu amo fazer skincare, usar um creminho, cuidar dos fios… Eu sou vaidosa, mas acho que na medida.

LINHA ABERTA – Muitos atores brasileiros estão consolidando as suas carreiras no exterior, principalmente em Portugal e nos Estados Unidos. Você já pensou nesta possibilidade de tentar novos trabalhos em âmbito internacional? Já recebeu algum convite?

CARLA DIAZ – Isso é algo que eu não descarto e estou aberta às possibilidades. Eu fui alfabetizada em espanhol, então eu falo fluentemente. Se surgir um projeto legal, eu aceitaria. Eu vou onde o trabalho está!

LINHA ABERTA – Quais são as suas expectativas para o novo ano que está começando e quais são os seus novos projetos?

CARLA DIAZ – Ano Novo sempre carrega aquela energia boa de renovação, de esperança e vontade de realizar sonhos. Eu torço para que seja um ano bom para todos nós, que tenhamos a leveza em nossos dias, que possamos ter mais diálogo e compaixão. Eu quero seguir trabalhando, fazendo projetos nos quais eu acredito e que me realizem. Eu lancei o meu programa “Diaz On”, no final de 2023, e fiquei feliz demais com a receptividade do público. Que venham muitas novidades para eu poder contar para vocês! E 2024 será um ano de muito trabalho!

LINHA ABERTA – Qual a sua mensagem de Ano Novo para os leitores da Linha Aberta Magazine?

CARLA DIAZ – Eu quero agradecer por esse espaço, pelo carinho que vocês têm com o meu trabalho e desejar um 2024 repleto de coisas boas! Que vocês possam realizar tudo o que desejam e muito mais!


TEXTO: Alethéa Mantovani – @aletheamantovani / FOTOS: Gabriel Correia / BELEZA: Diego Borges