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Otan aumentará ajuda à Ucrânia e acusa Putin de usar frio como ‘arma de guerra’

O PRESIDENTE DA UCRÂNIA, VOLODYMYR ZELENSKY, LIDERA UMA REUNIÃO DO CONSELHO NACIONAL DE SEGURANÇA E DEFESA EM KIEV. – SERVIÇO DE IMPRENSA PRESIDENCIAL DA UCRÂNIA

Aliados da Otan disseram que aumentarão a ajuda à Ucrânia durante um inverno com complicações causadas por ataques de Moscou à infraestrutura energética ucraniana, enquanto o chefe da aliança acusou o presidente russo, Vladimir Putin, de usar o frio como “uma arma de guerra”.

Ministros das Relações Exteriores da Otan estão buscando formas de negociações na capital romena, Bucareste, para amparar os militares de Kiev e ajudar a manter os civis seguros em meio aos constantes apagões e falta de aquecimento.

”O presidente Putin está tentando usar o inverno como arma de guerra”, disse o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, a repórteres no início de um encontro de dois dias. O secretário de Relações Exteriores britânico, James Cleverly, acusou Putin de atacar a infraestrutura civil e de energia “para tentar congelar os ucranianos em submissão”.

A Rússia reconhece ter atacado a infraestrutura ucraniana, mas nega ter procurado deliberadamente ferir civis. Os ministros se concentrarão em aumentar a assistência, como sistemas de defesa aérea e munições para a Ucrânia. Eles também discutirão ajuda não letal, incluindo combustível, suprimentos médicos, equipamentos de inverno e bloqueadores de drones, fornecidos por meio de um pacote de assistência da Otan para o qual os aliados podem contribuir.

“Espero que cheguemos a um acordo sobre um pacote bastante significativo de ajuda não letal”, disse o ministro das Relações Exteriores tcheco, Jan Lipavsky.

O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, alertou seus concidadãos sobre novos ataques russos nesta semana que podem ser tão graves quanto os da semana passada, considerados os piores até agora e que deixaram milhões de pessoas sem aquecimento, água ou energia.

Guerra na Ucrânia aumenta risco de armas químicas, segundo órgão internacional. A guerra na Ucrânia aumentou o risco do uso de armas de destruição em massa, incluindo armas químicas, alertou nesta segunda-feira (28) o chefe da organização internacional encarregada do controle desse tipo de armamento.

“A situação na Ucrânia aumentou mais uma vez a ameaça real de armas de destruição em massa, inclusive químicas”, disse o presidente da Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas), Fernando Arias. Segundo esse diplomata espanhol, a Opaq monitora de perto a situação na Ucrânia.

A invasão russa “acentuou as tensões existentes a tal ponto que já não é evidente a unidade da comunidade internacional nos desafios globais relacionados com a segurança e a paz internacionais”, acrescentou Arias durante a reunião anual da organização, sediada em Haia (Holanda).

Órgãos internacionais de desarmamento “tornaram-se lugares de confronto e desacordo”, lamentou o presidente da Opaq. Arias lembrou que a Rússia e a Ucrânia estão entre os 193 países que “solene e voluntariamente se comprometeram a não desenvolver, produzir, adquirir, armazenar ou usar armas químicas”.

Apesar disso, nos últimos meses as autoridades ucranianas e russas trocaram acusações de um possível uso de armas nucleares, químicas e biológicas.

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