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JPMorgan prevê “leve recessão” nos EUA no final de 2023

Os economistas do banco norte-americano JPMorgan prevêem uma “leve recessão” nos Estados Unidos da América (EUA) na segunda metade de 2023, dadas as expectativas de que a Reserva Federal (Fed) aperte ainda mais a política monetária, subindo as taxas de juro para combater a elevada inflação.

Segundo escreve a “Reuters”, o banco de investimento prevê que a economia contraia 0,5% no quarto trimestre do próximo ano e possivelmente prolongue essa contração para 2024.

O banco pressupõe que a Fed irá aumentar as taxas de juro em 100 pontos-base até março do próximo ano, sendo que já subiu as taxas de juro em 300 pontos-base ao longo de 2022. O banco espera que haja mais três aumentos: 50 pontos-base em dezembro e 25 pontos-base em fevereiro e março.

De acordo com as suas previsões, a inflação deverá cair para 4,1% até ao final de 2023.

No entanto, toda esta conjuntura e a desaceleração econômica consequente podem levar à perda de um milhão de empregos no país até meados de 2024, alerta o JPMorgan. Por isso mesmo, a instituição espera que a Fed comece a diminuir os juros em 50 pontos-base a partir do primeiro trimestre de 2024.

NÍVEL DE JUROS

Os dirigentes do Fed avaliaram ainda que o nível dos juros nos EUA ao final do ciclo de aperto monetário se tornou mais importante do que o ritmo de aumento da taxa. “Os participantes concordaram que a comunicação dessa distinção ao público era importante para reforçar o forte compromisso do Comitê de retornar a inflação ao objetivo de 2%”, destaca a ata do encontro.

Os membros da autoridade monetária também afirmaram que seria oportuno desacelerar o ritmo de elevação dos juros à medida que a política monetária se aproximasse de uma postura suficientemente restritiva.

Segundo eles, serão considerados na tomada de decisão “o aperto cumulativo da política monetária até à data, a defasagem entre as ações de política monetária e o comportamento da atividade econômica e da inflação e a evolução econômica e financeira”.

A maioria substancial dos dirigentes julgou que uma desaceleração no ritmo de alta de juros provavelmente seria apropriada em breve. Um ritmo mais lento nessas circunstâncias permitiria ao Comitê avaliar melhor o progresso em direção às suas metas de máximo emprego e estabilidade de preços, avaliam os integrantes.

INFLAÇÃO PERSISTENTE

Os membros do Fed notaram que a inflação recente está mais persistente que o previsto. O documento pontua que a inflação permaneceu elevada, refletindo os desequilíbrios entre a oferta e a demanda, com a guerra na Ucrânia e eventos relacionados. Em meio à crise geopolítica, os dirigentes observaram que há o risco de um novo aumento de energia.

Os dirigentes também notaram que as pressões inflacionárias de curto prazo continuam altas, mas ponderaram que preços mais baixos de commodities ou a expectativa de menores pressões derivadas de restrições nas cadeias de suprimentos poderiam contribuir para uma inflação mais baixa a médio prazo.

Com a inflação permanecendo alta e mostrando poucos sinais de moderação, os dirigentes observaram que “um período de PIB abaixo da tendência do crescimento seria útil para equilibrar a oferta e a demanda, reduzindo as pressões inflacionária.

POSSIBILIDADE DE RECESSÃO

A equipe do Federal Reserve avaliou em novembro que os riscos para sua projeção para a atividade foi desviadas para o lado negativo, e que, a possibilidade de a economia entrar em recessão em algum momento durante o próximo ano, é quase tão provável quanto o seu cenário base. As visões também constam na ata do Fed relativa à última reunião da autoridade, na qual consta que a projeção para a atividade econômica dos EUA foi mais fraca do que a previsão de setembro.

Com a inflação persistentemente alta, o corpo técnico continuou a ver os riscos para a projeção de inflação como enviesados para cima. “Para a atividade real, o crescimento lento do gasto interno privado real, a deterioração das perspectivas globais e o aperto das condições financeiras foram vistos como riscos negativos para a projeção da atividade, além disso, a possibilidade de que uma redução persistente da inflação pudesse exigir um aperto maior do que o presumido nas condições financeiras foi vista como outro risco negativo” pela equipe, segundo a ata.

MERCADO DE TRABALHO

Os dirigentes do Federal Reserve avaliaram na reunião de política monetária de 1º e 2 de novembro que o mercado de trabalho permaneceu muito apertado nos Estados Unidos, de acordo com ata do encontro. No entanto, muitos participantes notaram sinais preliminares de que o mercado de trabalho pode estar se movendo lentamente em direção a um melhor equilíbrio entre oferta e demanda, segundo a publicação.

Os sinais incluíram uma menor taxa de rotatividade de empregos e uma moderação no crescimento nominal dos salários. Os participantes anteciparam que os desequilíbrios no mercado de trabalho diminuiriam gradualmente e que a taxa de desemprego provavelmente aumentaria um pouco em relação ao seu atual nível muito baixo, enquanto as vagas provavelmente diminuiriam, afirma a ata.

Alguns participantes observaram que os empregadores em certos setores, como saúde, lazer e hotelaria, ou construção, enfrentaram escassez de mão de obra particularmente aguda e que essa escassez estava contribuindo para pressões salariais especialmente fortes nesses setores, diz o documento.

BALANÇO PATRIMONIAL

Na reunião de novembro, os dirigentes do Federal Reserve concordaram em seguir com a redução do balanço patrimonial. A perspectiva é seguir conforme descrito em plano para redução do balanço, emitido em maio deste ano.

VOLATILIDADE FINANCEIRA

Os dirigentes do Federal Reserve apontaram também que as condições financeiras apertaram, em meio à volatilidade dos mercados financeiros. Na ata da última reunião de política monetária da autoridade, o Fed destaca que os mercados interpretaram as últimas publicações e comunicações da autoridade monetária como um compromisso por parte do Comitê de manter a política monetária restritiva.

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