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Adriane Galisteu

ADRIANE GALISTEU – FOTO WHAGNER DUARTE

Texto de ALETHÉA MANTOVANI
@aletheamantovani

CONTA SOBRE OS DESAFIOS DE COMANDAR UM REALITY SHOW, A POSSIBILIDADE DE TER MAIS UM FILHO E DE MORAR EM MIAMI

Encarar desafios profissionais para a apresentadora brasileira Adriane Galisteu, 49 anos, é uma tarefa da qual ela já está acostumada e desempenha com maestria e talento, seja qual for o tipo de programação para a qual for escalada, um reality show – que convenhamos, não é nada fácil! –, um programa diário de variedades ou mesmo um talk show.

Isso se deve ao fato de que Adriane tem verdadeira paixão por estar na TV e daí ela oferece o seu melhor ao público e aos seus inúmeros fãs. Além disso, enfrenta com muito jogo de cintura até as situações mais inesperadas que acontecem na maioria das vezes ao vivo. “Quem conhece um pouco da minha história profissional sabe que eu sou apaixonada pelo meu ofício. Estar na televisão é a minha gasolina!” – conta.

Na edição deste ano do reality show “A Fazenda”, atração da Record TV e Record TV Américas comandada pela estrela, tais situações aconteceram em número recorde. Porém, Adriane soube como sempre contornar os momentos delicados e até conturbados com toda a sua perspicácia e experiência de vários anos na telinha.

Ao ser questionada sobre a programação da TV brasileira, a apresentadora destaca que encontramos atualmente o que as pessoas querem assistir e que isso é o reflexo de tudo o que estamos vivendo. E ela vai mais além ao se posicionar sobre alguns comentários a respeito do “A Fazenda” deste ano, justificando que ele está “pesado” porque as pessoas estão mais agressivas. “Eu percebo a sociedade doente, briguenta, sem paciência e a gente está vendo o reflexo disso no reality” – afirma.

Sobre o quesito família, Adriane é uma das celebridades que mais enaltece e valoriza a sua, pois está sempre acompanhada dos seus entes queridos, ou seja, do marido, o empresário Alexandre Iodice, 51 anos, com quem tem o filho Vittorio, 12 anos; da sua mãe Emma Galisteu, além de outros familiares. Ela gosta mesmo é de estar com o seu clã e sempre que possível os destaca e faz questão de enfatizar isso na mídia – algo bacana de se ver.

Sobre a possibilidade de ter mais um filho, a brasileira afirma que se empolgou com a gravidez recente da atriz Claudia Raia aos 55 anos, mas que no momento está um pouco difícil de concretizar tal questão, pois os encontros com o marido estão sendo poucos, devido ao ritmo frenético de gravações do reality. Porém, enfatizou que isso não está fora de cogitação.

Ao ser questionada sobre os planos que tem para o futuro, a apresentadora conta que um deles tem tudo a ver com os Estados Unidos, ou seja, que pretende envelhecer em Miami. Bom gosto o dela, hein?!

Confira a seguir a entrevista que Adriane Galisteu concedeu à Linha Aberta Magazine.

LINHA ABERTA – Como está sendo emendar vários realities shows na TV? Você se identificou com esse novo formato até então inédito na sua carreira?

ADRIANE GALISTEU – Quem conhece um pouco da minha história profissional sabe que eu sou apaixonada pelo meu ofício. Estar na televisão é a minha gasolina. Eu sou muito feliz fazendo o meu trabalho, exercendo a minha função e essa novidade do reality show é apenas em relação à apresentação, mas não enquanto paixão, pois eu assisto esse estilo de programa desde que ele começou no Brasil. Eu vejo todos eles, pois sou fã mesmo, adoro o formato! Então, caiu como uma luva apresentar um programa do qual eu sou fã. Eu estou feliz com esse presente, mas é uma tarefa árdua e nada fácil. Apesar de eu amar e me dedicar muito, a vida fica 100% focada no reality. Eu saio de casa às 16h, chego às 3h da manhã. Eu tenho pouquíssimas folgas. São três meses de dedicação. É como se eu fosse um peão que está lá dentro confinado. Mas, eu estou apaixonada por essa função.

LINHA ABERTA – O reality é um programa de situações inesperadas, cujo enredo depende da reação dos participantes, algo bem diferente dos programas de variedades com roteiro, dos quais você estava acostumada a comandar. Qual dos dois estilos exige mais de você?

ADRIANE GALISTEU – São coisas muito diferentes, mas os dois exigem muito de mim, tanto o programa diário ou semanal que eu já fiz, como os de TV por assinatura. Cada um vai muito além porque envolve os fãs, os familiares dos participantes, com todas as informações que a gente tem e os trabalhos. Eu me dedico muito, de corpo e alma. Porém, o reality exige mais, pois não são só os participantes. É uma tensão muito maior e eu sou parte de tudo isso. Eu apresento, mas experimento tudo. Eu percebo os fã-clubes inflamados nas redes sociais e entendo tudo isso com o maior carinho, como se fosse um jogo de futebol. O meu time é o Palmeiras e quando o juiz marca uma falta contra ele, que não tenha sido cometida, eu sempre acho que está errado. Isso é paixão e quando o jogo acaba está tudo certo. E é assim no reality, pois quando eu vejo algum fã bravo comigo, entendo isso como uma paixão de futebol, da mesma maneira. Até para eu lidar com isso sem sofrer, porque nas redes sociais eles pegam pesado (risos).

LINHA ABERTA – Entreter o público hoje envolve mais desafios, considerando que a TV aberta concorre com as redes sociais, com o YouTube e o streaming. Como você vê essa questão?

ADRIANE GALISTEU – O reality é um formato que entretém o público há muito tempo. A gente já está na Fazenda 14 e isso explica. O BBB já está no vigésimo segundo e o público curte. Como tudo na vida é uma questão de adequação, nada acaba. Quando a TV chegou, acharam que o rádio iria acabar e ele está aí firme e forte, com tudo. O streaming e as redes sociais fazem parte do game. Eu sou apaixonada pela comunicação de uma maneira geral. Eu gosto de tudo, vejo tudo o que passa, adoro o Youtube, tenho as minhas redes sociais, trabalho na TV aberta, já fiz rádio, já fiz teatro… A comunicação jamais acabará, ela se transformará.

ADRIANE GALISTEU COM O E O FILHO
FOTO: ARQUIVO PESSOAL

LINHA ABERTA – Qual a importância das redes sociais para você?

ADRIANE GALISTEU – As redes sociais são tão importantes quanto o conteúdo que você está apresentando. É uma delícia poder estar viva nas redes como eu estou. É trabalhoso, parece simples, mas não é. Eu tenho Tik Tok, Instagram, Facebook… O Vittorio é um apaixonado por redes sociais também. Ele tem 12 anos e acaba me influenciando à beça para fazer as coisas. Eu estou sempre de olho e acho muito importante. Uma coisa acompanha a outra. A minha primeira ferramenta foi o Twitter, antes do Face, e eu o acho muito importante, inclusive para o andamento do reality. Eu digo por mim, pois é muito difícil assistir a um programa sem ter uma rede social aberta na mão. Eu adoro! Tudo isso faz parte da comunicação.

LINHA ABERTA – Qual a sua opinião sobre a programação atual da TV brasileira? Ela melhorou ou não, se comparada às atrações de vinte anos atrás?

ADRIANE GALISTEU – A programação atual da TV brasileira é o que as pessoas querem ver, é exatamente o reflexo do que a gente vive. Quando eu escuto: “Nossa, o reality está ‘pesado’!”. Nós estamos “pesados”, estamos diferentes. Depois da pandemia ninguém ficou igual. Estamos vivendo momentos bem difíceis e fingindo normalidade porque temos que tocar a nossa vida. Mas, não podemos dizer que a pandemia não deixou marcas, pois deixou em todo mundo, nas crianças, nos adultos… Porém, nós temos que viver e trabalhar porque faz parte do game, da vida. Mas, ninguém está 100% normal. É o que eu acho. Eu percebo a sociedade doente, briguenta, sem paciência, e a gente está vendo o reflexo disso no reality, nas novelas e no jornalismo. É só sentar e assistir que o coração já começa a apertar, porque é uma notícia mais difícil que a outra. Nós vivemos o momento da eleição, no qual o Brasil ficou dividido. No programa “A Fazenda” a casa está dividida. Na Copa do Mundo a gente está dando uma acalmada, mas é o coração na mão o tempo inteiro.

LINHA ABERTA – O que você faz para manter a saúde e a beleza? Você é adepta aos últimos procedimentos estéticos e às cirurgias plásticas? O que é fundamental para você nesse quesito?

ADRIANE GALISTEU – Eu faço tudo o que é mais saudável possível, ou seja, me alimento bem e evito o que a gente já sabe que tem que evitar. Eu gosto de treinar mais do que para manter a boa forma, mas para manter a minha cabeça em dia e ficar longe da ansiedade – eu sou uma pessoa ansiosa. Então, eu preciso suar, treinar e correr. Isso faz muito bem para mim e, consequentemente, bem para o meu corpo. Eu tenho um botox aqui, outro ali, mas não pego pesado, pego leve. Faz parte da vida envelhecer, claro! Mas, olhando no espelho e se gostando. O melhor caminho para envelhecer bem é entender que não tem como burlar a idade. A gente pode escolher a maneira como vai envelhecer, mas nunca vai conseguir pular um, dois ou três anos.

LINHA ABERTA – Você já falou em algumas entrevistas que gostaria de ter mais filhos. No momento, como anda essa questão? Está nos seus planos?

ADRIANE GALISTEU – Falando em filho, a Claudia Raia me poupou em um grau! No momento, eu não estou nem vendo o Alexandre, né? Mas, acabando a Fazenda, quem sabe! Eu fiquei muito animada com a ideia e a possibilidade de ficar grávida. Ver a Claudia ali naquela situação, linda e feliz, me animou. Eu vibrei muito com a gravidez dela e estou animada. O Alexandre nem tanto, porque esse é um querer meu e não dele. Eu queria ter mais um, mas é um assunto para quando eu entrar de férias.

LINHA ABERTA – Qual a sua opinião sobre os EUA? Você moraria no país? Apresentaria um programa em Miami, por exemplo?

ADRIANE GALISTEU – Eu sou uma apaixonada pelos Estados Unidos, especialmente pela Flórida. Eu falo para todo mundo que tenho o sonho de envelhecer em Miami. Por tudo, pelo respeito, inclusive. É muito legal chegar em Orlando, por exemplo, e ver as pessoas mais velhas trabalhando com a idade da minha mãe, felizes e respeitadas. E esse respeito é em relação à idade, à história e aos valores das pessoas. Isso é muito legal!

LINHA ABERTA – Quais são os seus projetos após o término do “A Fazenda”?

ADRIANE GALISTEU – Depois do “A Fazenda”, de verdade, eu vou descansar até abril. Eu tenho um outro projeto, mas ainda não está 100% fechado. Porém, eu preciso de pelo menos uns dois meses de férias. A carga horária foi pesada e o cansaço físico e mental enormes. Inclusive, eu estou indo para Orlando, em janeiro, para curtir com a família.

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