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Eleições: a democracia e você

De Eduardo Prugner
@eduardoprugner

Acabamos de passar, novamente, por um período de eleições. Uma atividade democrática necessária e que ao mesmo tempo é um direito e um dever dos cidadãos, cuja base histórica data da antiga Grécia. Esse DIREITO exercido pelo povo, é sacramentado através do VOTO individual como uma prova de responsabilidade cívica. Um direito pétreo da cidadania. O voto mantém o equilíbrio dos direitos e deveres dos cidadãos e influenciará diretamente a vivência e as atividades da família, do município e por conseguinte toda a nação.

Dessa forma ao votarmos na escolha dos candidatos de nossa preferência, previamente selecionados, estamos exercendo esse direito sacramentado pelas eleições e determinando o que queremos para o nosso futuro. Assim ao elegermos vereadores, deputados e senadores, prefeitos e governadores e o próprio Presidente da República, estamos elegendo o nosso (seu) representante na administração pública e na elaboração das leis que regerão as nossas vidas na comunidade e no próprio convívio familiar.

Razão da importância da escolha dos candidatos, pois será por esses representantes que determinar-se-á os rumos de como a cidade, o município e a nação serão administrados.

Não existe maioria absoluta, mas a representatividade da vontade popular devidamente indicado pelas urnas é que determinará o desenvolvimento econômico da região, dando acesso a população ao progresso almejado por todos. É por esse equilíbrio legal que a democracia se sustenta.

UM POUCO DE HISTÓRIA

A democracia nasceu na Grécia. Os representantes que representavam os cidadãos eram escolhidos em praça pública e cada um deles apresentavam suas propostas de governo e a escolha era feita pela manifestação do povo presente. A população era participativa. Tinham o direito da escolha. O povo detinha os “direitos políticos” e podiam escolher seus representantes. Para os gregos da época, a escolha era feita em praça pública e poder participar dessa atividade era uma honra.

O debate político nasceu exatamente nesses locais. Os oradores expunham, através de discursos, os seus compromissos para com os cidadãos, incluindo, às vezes, temas de ordem jurídica. Posteriormente Roma, acolhe esses princípios e cria o Juris Consulta O debate político nasceu exatamente na praça! Nesse espaço o povo escutava os discursos e pelas suas próprias manifestações, a maioria escolhiam os seus representantes que apresentavam as melhores propostas. Esses debates entusiasmavam e motivavam a população a participarem das instituições democráticas da época.

A visão democrática de hoje nasceu desse período helênico onde é mantido a liberdade da escolha pessoal e o direito à manifestação pública, posteriormente aclamada pelo Direito Romano, a qual herdamos. Não quero me atrever a ser um analista, mas é importante reconhecer a importância do debate na escolha do pretendente ao cargo.

A SURPRESA DAS URNAS

Por vezes um resultado das urnas nos surpreende. Num primeiro momento vem à nossa mente que houve manipulação dos votos. E é certo o comentário popular de dizer que “até os mortos votam”. Mas devemos sempre considerar como exceção e não a regra. E, também não vamos negar a inexistência de tal prática. E como cidadãos é nosso dever denunciar tal atividade inescrupulosa.

Por vezes uma notícia, ou um comentário pode se transformar num assunto nacional e mudar os rumos do resultado eleitoral. Essa questão provoca controversas análises dos superiores Tribunais Eleitorais e de Justiça. Inclusive a soltura do Roberto Jefferson está provocando arrepios nos mais altos cargos Judiciais.

Mas a verdadeira surpresa é o resultado eleitoral que na maioria das vezes contradiz as pesquisas, mas que determina a vontade popular.

Praticamente falamos dos políticos tradicionais e já conhecidos das eleições anteriores.

Mas há os candidatos de “primeira vez”. Que surgem de pequenas lideranças em atividades muitas deles não políticas. Apesar de serem necessários para a renovação e aparecimento de novas lideranças. O histórico para que estes candidatos sejam eleitos é muito pequena, talvez em torno de 20 por cento. Eles fazem parte da “surpresa eleitoral”.

Enfim estamos vivendo um momento complexo, com muita ideologia política, divisão partidária. Precisamos pensar no Brasil primeiro. O resultado eleitoral sempre traz reações diversas e adversas. Uns cantam vitória. outros choram a derrota. A verdade que começaremos o novo ano com novos representantes, sejam eles de nossa preferência ou não. Porque Graças a Deus temos eleições!

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