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Federal Reserve eleva juros dos EUA em 0,75 ponto percentual, para 2,5% ao ano

O Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, anunciou que elevou a taxa de juros do país em 0,75 ponto percentual. Com isso, ela passa do intervalo de 1,5% a 1,75% ao ano para 2,25% a 2,5%.

A elevação é a quarta em um ciclo de alta de juros que começou em março de 2022. A taxa iniciou o ciclo em 0% ao ano, e os aumentos são os primei­ros desde 2018. Uma alta de 0,75 p.p. já havia sido realizada pelo Fed em junho, no maior valor desde 1994.

O movimento da autarquia reflete um esforço para combater a maior inflação nos Estados Unidos em mais de 40 anos, alimentada por um descom­passo entre oferta e demanda e alta de preços de commodities ligados à pandemia e à guerra na Ucrânia, além de uma demanda elevada com uma economia aquecida e baixo desem­prego.

A decisão seguiu as expectativas do mercado e já havia sido sinalizada por dirigentes do banco central ao longo do mês, depois do Fed ter deixado a opção em aberto após a reunião de junho.

O mercado segue atento à possibi­lidade dos Estados Unidos entrarem em recessão devido aos juros altos. Dados recentes indicaram uma possível contração da economia do país mais cedo que o esperado, com investi­dores apostando agora em um ciclo menos agressivo por parte do Fed.

Desde que iniciou seu atual ciclo de aumentos de juros este ano, o Federal Reserve tenta informar os investidores com antecedência para onde vão os juros nos Estados Unidos e a magnitude de cada elevação.

E apesar de alguns obstáculos, incluin­do o que analistas dizem ter sido uma mudança de planos de última hora, mas bem-sucedida, antes da reunião de junho, o chair do Fed, Jerome Powell, não deve abandonar esses esforços.

Mas a inflação mais alta em uma geração forçou mudanças nisso – em particular, encurtando o horizonte so­bre o qual eles podem se comprometer com certas ações.

De fato, outros bancos centrais estão enfrentando desafios semelhantes e estão respondendo de novas maneiras. O Banco Central Europeu elevou os juros na semana passada mais do que havia prometido em sua reunião ante­rior e não forneceu orientação para o tamanho do aumento do próximo mês.

O Banco do Canadá optou por um aumento inesperado no custo de em­préstimo de um ponto percentual no início deste mês, sem dizer uma palavra antecipadamente.

Mas, conforme o chefe do banco central mais importante do mundo enfrenta agora a maior série de aperto monetário em décadas, Powell tem interesse especial em garantir que os mercados não subestimem ou superestimem o que está por vir, dizem analistas.

E apesar da incerteza sobre quais serão os dados sobre inflação e emprego nos próximos dois meses, analistas esperam que Powell também apresente alguns parâmetros em torno da decisão de aumento de juros em setembro.

O Fed e outros bancos centrais há muito usam essa sinalização – conhe­cida como orientação futura em seu vocabulário – para definir expectativas sobre a trajetória da política monetária para ajudar a criar as condições finan­ceiras favoráveis a sua meta.

Ao sair da crise financeira entre 2007 e 2009, por exemplo, o Fed estabeleceu uma orientação de longo prazo que garantiu que os juros não subissem por anos.

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