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Semanas de Moda de Milão e Paris

Texto de LAINE FURTADO
@fashionandtravelreporter

Depois de 2 anos, Milão volta ao cenário de moda internacional apresentando os desfiles de marcas super conhecidas do público como Fendi, Dolce & Gabbana, Max Mara e Versace, entre outrasm numa retomada às estruturas de shows de antes da pandemia. Vale a pena lembrar que a pandemia atingiu graus sérios de contaminação durante a Semana de Moda de Milão, em 2020.

Em Paris, o retorno aos desfiles presenciais continua com força total em 2022, apesar da guerra da Rússia contra a Ucrânia. As apresentações de Chanel, Dior, Saint Laurent e Off-White foram destaques na cidade parisiense. Entre um desfile e outro, manifestações de repúdio à guerra de Vladimir Putin.

Vale a pena salientar que vários designers expressaram apoio à Ucrânia, sendo o exemplo de George Armani em desfilar sua coleção em completo silêncio, sem música, uma das formas mais fortes de repúdio aos ataques do governo russo à Ucrânia.

Nesta edição, destacamos peças que foram desfiladas e que representam o DNA da coleção Outono-Inverno 2022/23 de algumas das casas de moda mais baladadas do momento.

DONATELLA VERSACE DURANTE A TECNOLÓGICA. MILAN FASHION WEEK 2022/23.

VERSACE

Donatella Versace disse que este desfile apresenta a Versace 2.0, com sua coleção focando no singular, mas também na multiplicidade, na progressão e diversidade. Muita cor, cortes e recortes com a volta do espartilho, uma assinatura Versace. Micro vestidos e saias, blazers 3/4 de comprimento em cetim brilhante, muito tricô e puffers. Destaque para as jaquetas boxy , blazers pied-de-poule, camisetas e tops super originais. Muita infor­mação de moda no desfile da Versace. Donatella superou a si mesma nesse desfile surreal.

DOLCE & GABBANA

Domenico Dolce e Stefano Gabbana apresentam novas tecnologias e um estilo pronto para a experiência do metaverso em sua coleção de outono, alternando entre os estilos de lingerie e puffers brilhantes. Na foto, a silhueta de triân­gulo invertido com ombros largos, em couro crôco e óculos com um shape totalmente único. Desta vez, Dolce e Stefano deixaram a vibe maximalistra de flores e estampas para investir numa coleção com cores que vão do preto ao amarelo, com estruturas e cortes variados e um mood totalmemte futurista. Chegou o metaverso na moda de Dolce & Gabbana.

CHRISTIAN DIOR

Esta coleção busca uma linha de ligação da Christian Dior tradicional, da famosa jaqueta Bar, do corset e do New Look, com a tecnologia do mundo moderno. Maria Grazia Chiuri apresentou um desfile totalmente diferente da Dior que estamos acostumados a ver, com um ar mais bold, numa conjugação audaciosa do DNA da Dior, feita de vestidos de chiffon feminino com peças statement, com a moda repaginada de hoje, com as motors jackets, os puffers, os tecidos de alfaiataria, com renda e transparências, mas com um twest mo­derno, rocker e jovem. Com certeza, uma Dior voltada para a geração jovem, que vê a moda de uma forma mais descolada e irreverente.

DOMENICO DOLCE & STEFANO GABBANA SURPREENDERAM COM UM DESFILE METAVERSO. MARIA GRAZIA CHIURI APRESENTOU UMA DIOR ARROJADA, MENOS ROMÂNTICA E MAIS MODERNA E DONATELLA VERSACE DURANTE A TECNOLÓGICA.

FENDI

No desfile da Fendi a modelo Bella Hadid abriu o show usando um vestido rosa claro de chiffon, combinado com uma jaqueta cropped de pelo e longas luvas verdes claro. O look de Hadid foi o primeiro de muitos designs com chiffon na coleção, incluindo blusas transparentes, calças e macacões, adornados com babados ondulados ou padrões, e por vezes escondidos por roupas de tweed. O diretor artístico Kim Jones apostou em tons neutros que foram do rosa claro ao marron, com uso de muita transparência, seda, couro e tecidos de alfaiataria.

BOTTEGA VENETA

Na Bottega Veneta Matthieu Blazy apresentou seu primeiro desfile de semana de moda para a marca. Sua meta foi de vol­tar às origens da Bottega. Em suas palavras: “A ideia foi de tra­zer a energia de volta, uma silhueta que realmente expressasse o movimento e as raízes da Bottega. Essa coleção basicamente é uma jornada”, afirmou. E Blazy trouxe para esta mostra as marcas da Bottega, com o uso do “entreciatto” nas roupas, bolsas, sapatos e acessórios. Esse look de couro preto é a cara da marca. Olha a bota!!! Arrasou!!!

OFF-WHITE

Depois de duas homenagens a Virgil Abloh na Louis Vuitton — a primeira em Miami apenas dois dias depois que ele morreu e a segunda em Paris no mês passado — este show póstumo

Off-White registrou o momento mais como uma celebração. Um passeio no “Spaceship Earth”. Segundo o press release oficial do evento, este desfile incluiu não apenas a coleção Ready to Wear de 2022/23 da Off-White, mas também uma nova linha de Alta Moda projetada por Virgil Abloh e completada pelas equipes cria­tivas e colaboradores com quem trabalhou. E as peças desfiladas mostram como os designers conseguiram manter a linha criativa de Virgil Abloh na Off-White.

OS DESIGNERS KIM JONES, DA FENDI, E MATTHIEU BLAZY, DA BOTTEGA VENETA, NA SEMANA DE MODA OUTONO / INVERNO 2022.

GIORGIO ARMANI

O show de Giorgio Armani começou com uma voz lendo uma declaração do designer em inglês: “Minha decisão de não usar nenhuma música no show foi tomada como um sinal de respeito às pessoas afetadas pela tragédia em evolução na Ucrânia”. E seu desfile foi icônico. Conjuntos de lfaiataria e vestidos construídos em estampas cúbicas e modernas marcaram a apresentação de Giorgio Armani numa releitura da década de 1930.

A TRADIÇÃO DE VIRGIL ABLOH É PRESERVADA NO DESFILE DA OFF – WHITE. E GIORGIO ARMANI SURPREENDE A TODOS COM UM DESFILE SEM MÚSICA EM PROTESTO À GUERA DA RÚSSIA CONTRA A UCRÂNIA.

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