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De Pelé a Maradona

De Eduardo Prugner
@eduardoprugner

Edifício Andraus, Praça da República, São Paulo, projeto Pelé. Esse edifício ficou conhecido pelo incêndio, onde morreram muitas pessoas*, principal­mente as que vieram de andares su­periores e acabaram sendo cercadas pelo fogo no 7º. Andar.

Anos depois, já recuperado, ainda tinha o estigma da tragédia. No saguão de entrada, num quanto qualquer, restos de um balão. Ele havia sido capturado anos depois, mas o objetivo era mostrar a tocha.Pois foi uma tocha assassina, bem parecida com aquela, que acabou gerando a tragédia.

Pois é exatamente neste prédio, no 3º. Andar, empresários paulistas e paranaenses ocupavam algumas salas para desenvolverem o que seria um dos grandes projetos de marketing: Projeto Pelé.

Pelé havia regressado dos Estados Unidos e acabou se tornando o maior ícone esportivo do século XX, pelo seu comportamento tanto esportivo como social.

Não ingeria bebidas alcoólicas, não fumava, mesmo após ter se “aposentado” das suas ati­vidades esportivas, principalmente do futebol, mantem o corpo saudável praticandoginástica diariamente, e tendo uma dieta rigorosa, livre do excesso de carboidratos e gordura.

Ele era e sempre foi uma pessoa vivendo na simplicidade. Acredito que até hoje mantém esse comportamento.

O Projeto Pelé tinha sido criado para desenvol­ver alguns produtos com a marca Pelé e a sua assinatura seria a logo dos produtos. O objetivo maior é que esses produtos deveriam ter além da marca Pelé, uma ligação com o saudável, com um comportamento livre doscigarros e de comi­das não naturais, e acentuar o que era saudável para o corpo humano.

Cheguei a conhecê-lo, pessoalmente, deveria tê-lo reverenciado, mas,ele por ser uma pessoa conhecida, praticamente, no mundo inteiro, era simples, e talvez no seu íntimo, queria ter, em alguns momentos, uma vida tranquila.

Se de um lado Pelé era simples, não afoito às câmeras e à imprensa, assim não eram seus assessores. Outro detalhe que marcavam a sua personalidade, tinha muito receio que seu nome (marca) fosse envolvido com produtos nocivos como cigarros e bebidas alcoólicas, e ou fatos que fossem contrários aos bons costumes.

Pelé era e é assim. No início deste ano, alguns jornais noticiaram que ele estava sendo hospita­lizado. Notícias assim talvez causou algum frenesi. Exames de rotina para uma pessoa que passou de seus 84 anos.

E nessa breve história verídica pelo nome mais conhecido no mundo todo, aparece o argentino Maradona, falecido recentemente. Sem dúvida um grande desportista, mas apesar de seu enor­me esforço, seus empresários desejavam que ele fosse superior ao Pelé. Mas ele sabia, no seu íntimo, que o estigma, e a naturalidade do ícone sempre lhe faltaram.

Porém o próprio Pelé comentou a grande falta que fará Maradona!

Pelé ainda vive nos seus 84 anos, em Santos. A saúde está um pouco debilitada. Já não é mais manchete de jornais ou chamada para grandes reportagens. Nem mais o ícone que outrora marcou produtos especiais, poucos, porém sem­pre saudáveis e recomendáveis. Mas continua sendo lembrado como o maior desportista do século XX.

Já os atuais frequentadores do Edifício Andraus, talvez nem mais se lembre da tragédia, ou não dão atenção a marca do incêndio que está num canto qualquer do saguão de entrada do edifí­cio: restos de um enorme balão, ainda mostran­do uma ‘tocha’, que foi a causadora do fogo que se alastrou rapidamente, por diversos andares, onde morreram 16 pessoas e teve 320 feridos.

Maradona morreu e poucos, na Argentina, tem lembranças desse outrora famoso ídolo portenho.

Novas pessoas! Novas histórias, que já não mais são escritas pelo calor humano! São produtos sem sentimentos. Estão em embalagensde prateleiras prontas para o consumo.

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