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Partido Comunista da China repatriou 10 mil cidadãos à força desde 2014

A ONG espanhola Safeguard Defenders denunciou que o Partido Comunista da China (PCC) fez quase 10 mil de seus cidadãos residentes no exterior voltarem à força para seu país desde 2014, usando métodos coercitivos fora da lei.

O dado consta em relatório obtido pela agência de notícias AFP, em reportagem publicada nesta quarta-feira, 19. Confor­me o documento, o PCC também está adotando operações ilegais no exterior, além de ampliar seus poderes para tal.

A papelada ressalta que as pessoas são pressionadas a voltar para a China contra sua vontade, por meio de uma combinação de métodos extrajudiciais que incluem sequestro, perseguição, inti­midação e até mesmo violência física.

“Com a diáspora chinesa crescendo rapidamente, porque há cada vez mais pessoas querendo deixar o país, Pequim está ainda mais motivada a expandir os poderes de suas forças de segurança no exterior”, informou a ONG.

Em um trecho do documento, a ONG salienta que entre os repatriados pelo Partido Comunista da China são, geral­mente, críticos ao governo comunistas, cujas famílias são perseguidas e detidas para forçar seu retorno à China.

O PCC garante que o número de pessoas repatriadas é menor — cerca de 2,5 mil pessoas. A ditadura alegou que os indiví­duos enquadrados pelo regime são “alvo da estratégia anticorrupção promovida pelo presidente Xi Jinping”.

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