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O fracasso ensina

DE ELIANA BARBOSA
@ELIANABARBOSAPSICOTERAPEUTA

Muitas são as pessoas que, ainda hoje, apesar de tan­ta inteligência e poten­cial para o sucesso, não conseguem se destacar na vida profissional e nem serem felizes em seus relacionamentos.

Provavelmente você conhece indiví­duos que são esforçados ao extremo, estudiosos, mas que se consideram “sem sorte” porque nada que em­preendem dá certo. Eles querem ven­cer e se sentir realizados, mas sempre ficam com a sensação de que falta alguma coisa nessa trilha da vitória.

O primeiro passo para se resolver essa questão é o autoconhecimento, o olhar pra dentro de si, conscientizan­do-se de que a tão almejada transfor­mação interior só é possível quando se decide mudar a postura diante das adversidades, do fracasso e das perdas, no sentido de desenvolver o autocontrole –habilidade que nos permite gerenciar emoções, desejos e reações, mantendo o foco em objeti­vos relevantes, e de persistir, mesmo em situações mais problemáticas. Autocontrole é uma das mais fortes características da inteligência emo­cional.

Esse preparo para enfrentar proble­mas ou mesmo as derrotas, e acatar os “nãos” que a vida oferece, é uma competência que vem sendo bastante estudada em vários países.

Neurocientistas e psicólogos têm descoberto que as crianças que, ao longo de sua educação, aprenderam a lidar com perdas e frustrações, sem negativismo e autopiedade, apresen­taram um melhor rendimento esco­lar, afastaram-se dos vícios, consegui­ram poupar dinheiro, e tornaram-se adultos mais felizes e bem sucedidos.

Nesse estímulo para o desenvolvi­mento de suas personalidades, foi ensinado a elas a importância de se combater o sentimento de urgência, compreendendo que mais vale uma recompensa maior no futuro do que uma recompensa menor disponível no presente.

Embora a habilidade de controlar impulsos decorra, em parte, de nossa herança genética, é importante saber que há também influência do am­biente, ou seja, da família e escola. Por isso, com o objetivo de desen­volver o autocontrole de seus alunos e estimulá-los a encontrar soluções para desafios, no mundo todo tem aumentado o número de escolas que criam jogos cujo prêmio depende da habilidade em lidar com a frustração, fazer escolhas melhores e adiar deci­sões, quando necessário.

Por isso, para que pais e educadores consigam realizar suas missões com louvor, é importante que estejam prontos para preparar crianças e jo­vens para as naturais dificuldades da vida. Como diz o psiquiatra e escritor Augusto Cury, “Bons jovens se prepa­ram para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes”.

E lembre-se: nunca é tarde para mu­dar, adquirir novas habilidades, e ser feliz e bem-sucedido. Basta afastar de sua mente a idéia da perfeição e fazer de cada fracasso vivido uma experiên­cia de motivação e aprendizado.

Pense nisso com carinho!

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