Census
Lytron
Sebrae
My Partner
sensus

Novas descobertas arqueológicas na província de Qhi Qor, no Iraque

Os investigadores estrangeiros estão de volta ao Iraque para prosseguirem as descobertas de tesouros culturais e mile­nares. No final de 2021 havia 10 missões estrangeiras na província de Dhi Qar, no sul do país.

Membros de uma expedição franco­-iraquiana acabam de fazer descobertas importantes no local da cidade-estado suméria de Larsa.

O arqueólogo francês, Régis Vallet, do Centro Nacional de Investigação Científi­ca (CNRS) fala-nos do sítio arqueológico: “Aqui, estamos no sítio arqueológico de Larsa, no sul do Iraque, a poucos qui­lómetros da atual cidade de Nasiriyah. Larsa é um dos maiores sítios do Iraque, uma vez que, de acordo com as últimas medições que a missão acaba de reali­zar, cobre mais de 200 hectares. Para vos dar uma ideia, tem a mesma dimensão que Paris na época de Filipe Augusto”.

Ibrahim Salman, arqueólogo do Instituto alemão de Arqueologia, revela: “Encon­trámos pistas que sugerem que uma igre­ja pode estar enterrada sob este local. E pode haver um santuário”.

O entusiasmo é enorme. Ibrahim diz que este sítio é muito menos antigo que outros, mas serve para nos lembrar que “o Iraque, ou Mesopotâmia, é o berço das civilizações”. “É tão simples como isso”! Afirma.

Régis Vallet diz que Larsa é como um parque arqueológico e um “paraíso” para explorar a antiga Mesopotâmia, que acolheu através dos tempos o im­pério de Akkad, os babilónios, Alexandre o Grande, os cristãos, os persas e os governantes islâmicos.

No entanto, a história moderna do Iraque – com a sua sucessão de conflitos, especialmente desde a invasão liderada pelos EUA em 2003 e as suas consequên­cias sangrentas – tem mantido os investi­gadores estrangeiros à distância.

Só desde que Bagdad declarou vitória nas batalhas territoriais contra o grupo do Estado islâmico em 2017 é que o Iraque “estabilizou em grande parte e voltou a ser possível” visitar, disse Vallet, que acrescentou: “Os franceses voltaram em 2019 e os britânicos um pouco mais cedo”. “Os italianos regressaram já em 2011”, concluiu.

O diretor do Conselho de Antiguidades e Património do Iraque, Laith Majid Hussein, diz-se encantado por desempenhar o papel de anfitrião, e feliz por o seu país estar de volta ao mapa para expedições estrangeiras.

“Isto beneficia-nos cientificamente”, afir­mou à AFP, acrescentando que se con­gratula com a “oportunidade de formar o nosso pessoal após uma interrupção tão longa”.

Share

Related posts