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Inteligência Intrapessoal e Interpessoal

Texto de PAULO ABREU

Uma pesquisa desenvolvida enfermeira Australiana Bronnie Ware, que cuidou de pacientes terminais no departamento de Hospice onde ela trabalhava, mostra que durante suas últimas 12 semanas de vida as pessoas reflexionam sobre suas prioridades na vida. A pesquisa mostra os 5 principais arrependimentos de vida das pessoas que estão na “fila da morte”, quando já estão “desenganados” pela junta médica e estão apenas esperando a “hora chegar”. Interessante compartilhar com vocês o resultado da pesquisa:

1 – Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida fiel a mim mesmo.

2 – Eu queria que eu não tivesse trabalhado tanto.

3 – Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos.

4 – Eu queria ter mantido mais contato com meus amigos.

5 – Queria que eu tivesse me deixado ser mais feliz.

Se você perceber, fazendo uma análise mais profunda, TODOS os 5 principais arrependimentos estão ligados e correlacionados aos RELACIONAMENTOS em dois níveis:

O intrapessoal (comigo mesmo) e o interpessoal com meus familiares e amigos).

Isso nos mostra que a arte do bem viver, ou viver feliz, é saber se relacionar.

No nível intrapessoal, pessoas que são muito exigentes se cobram demais, não se perdoam, estão sempre usando compara­ções com outras pessoas “melhores” do que elas e muitas vezes não sabem se relacio­nar com elas mesmas.

Essas pessoas criam um padrão assim: Elas exigem perfeição de si mesmas, quando não atingem (em geral quase nunca atin­gem), se comparam com outras pessoas, assim elas de depreciam, depois se criticam (ferindo sua auto estima), depois elas se julgam maculando sua própria imagem mental, e não satisfeitas com isso, elas mes­mas se condenam, tornando-se em suas maiores algozes e por fim, determinam sua própria sentença de culpa (que é um tipo de morte emocional), não se perdoando pelo seu próprio limite. Em outras pala­vras, ELAS NÃO CONSEGUEM SE AMAR.

Já no nível interpessoal, pessoas que não sabem se relacionar, não conseguem criar ligas com seus familiares, tentam se “es­conder” dentro de um trabalho (carreira, empresa, business) e com isso elas passam “toda sua vida” trabalhando para criar um futuro bom para a familia.

Essas pessoas perdem a juventude de seus filhos e o companheirismo de seus conjuges. Em ambos os casos, eles não conseguem ver o “envelhecimento” de sua família e nem de participar de suas atividades. Perdem a vida deles. Estão ao seu lado mas não viveram com eles. NÃO CONSEGUEM AMAR OS SEUS.

Quem já não ouviu falar desse grande man­danto cristão: AME A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A SI MES­MO. Como AMAR ao próximo se eu não me amo? Percebe aqui as duas inteligências em conflito? A Intrapessoal (não me amo) com a interpessoal (dever de amar ao outro).

O mundo está ficando carente é de amor. As pessoas hoje em dia somente precisam de amor. Não há nada na vida que substitua o “sentar de frente e olhar no olho”. Por mais que as pessoas hoje se dizem frias e sem necessidade de relacionamento.

Viver essa “nova doutrina”é um grande desafio a nós hoje em dia, devido ao tanto de distrações que nosso mundo moderno nos oferece para “roubar” nossos relacio­namentos. A cada dia, uma nova mídia social surge, um novo produto, uma nova aventura individualizada, e isso vai afastan­do as pessoas de se relacionarem.

Precisamos aprender e desenvolver nossas habilidades e nossas inteligências multiplas na área de relacionamentos para criarmos o mundo que desejamos e o padrão de felicida­de que nos cerca. Lembre-se da pesquisa da Bronnie Ware. As pessoas se sentem infelizes quando olham para trás e percebem que perderam seu tempo, não relacionando com quem amam de verdade e quem são de fato importantes para elas.

Que tal aproveitar esse momento para prati­car as duas inteligências? Que tal você se de­clarar para o grande amor de sua vida: VOCÊ ! Que tal você pegar as pessoas que mais te importam e criar um momento mágico para se relacionarem de forma mais efetiva e real?

Vida, só se tem uma! E a única coisa que nin­guém consegue gerir é o tempo perdido. Esse não volta mais, nunca mais. O que perdeu, perdeu. Na minha prática como coach, sou procurado por milhares de pessoas que per­deram muito tempo e agora querem “recupe­rar o tempo perdido”. Tempo não se recupera, por isso é importante aprender a ressignificar os relacionamentos. Ressignificar a vida. E buscar viver uma VIDA FENOMENAL, que é um direito de todos. Fica aqui o meu conse­lho: “Enquanto dá tempo, faça sua vida valer a pena”. Seja feliz nos seus relacionamentos.

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