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Comunicação nos tempos modernos

De Eduardo Prugner
@eduardoprugner

A grande marca dos tempos moder­nos é que já não podemos viver sem o chip, que nos traz as notícias do dia a dia, que faz funcionar os delicados aparelhos de saúde e de comunicação. Antigamente os pais corriam às bancas de jornais e revistas para comprar a edição diária do jornal, fosse ele local ou nacional. Dessa forma, sentiam-se senhores da informação.

Já as revistas semanais exploravam os aconteci­mentos que marcaram a semana anterior, com grandes reportagens, algumas cercadas por fotos e cujos comentários se estenderiam por di­versos dias. Assim foi a revista Veja, que chegou a ter mais de 1 milhão de exemplares semanais. Algumas de suas reportagens produziram gran­des impactos na sociedade brasileira.

Quem morou em São Paulo ou teve parentes, com certeza irão lembrar-se do jornal “O Estado de São Paulo” que aos domingos tinha tantas páginas, que mal uma criança podia carregar a edição domingueira e com certeza, pesava mais de um quilo.

Quando a televisão foi ao ar pela primeira vez, ninguém ousava a predestinar o fim dos rádios. Pois a pequena telinha, onde surgiam imagens preto & branco, era um aparelho muito caro, onde poucos tinham acesso ao produto. Além de exigir grandes investimentos em estúdios e equipamentos de transmissão.

Com essas “qualidades” não poderia dar-se ao luxo de querer quebrar o comportamento dos ouvintes de rádio, que mesmo sob chiados, podiam ouvir a declaração do final da segunda grande guerra, ou vibrar com o gol do time preferido.

Porém a TV deu a grande resposta, transmitin­do, ao vivo, a descida do homem na Lua, num dos maiores feitos que a humanidade poderia presenciar.

E foi com essa aparição que a telinha venceu o chiado dos rádios, deixando aquela caixa, nor­malmente, em cima de geladeiras, em pequenas prateleiras, ou muitas vezes esquecido em algum canto da casa.

É bem verdade que tentou sobreviver, trocando suas enormes válvulas, por pequenos chips. Desistiu e não suportou a pressão da TV e voltou ao lazer a qual havia sido predestinado, um meio de comunicação que pudesse indicar os caminhos aéreos, levar as músicas, nas suas mais diversas formas e muitas vezes servir de testemunha a grandes eventos e competições esportivas, principalmente o futebol.

E OS CINEMAS?

É uma história a parte. Grandes salas nas cidades, chamavam atenção pelos seus títulos e durante muito tempo, exigiam aos homens que só poderiam entrarem com camisa e gravata, ou alguns ainda solicitavam que vestissem ternos ou pelo menos paletó e gravata. Senhoras deveriam trajar-se com roupas finas. Era muito comum que as mulheres usassem vestidos com­pletos. Calça comprida? Nem pensar!

Não se surpreendam com relatos que hão de pensar como se estivessem no início do século 20.

Não! Estamos fazendo um relato do século XXI.

Dá para acreditar? É claro que quem viveu essa época, principalmente nas grandes cidades, vão recordar com saudades desses tempos.

Não diferentemente dos “Tempos Modernos” de Chaplin (diretor e o principal protagonista desse filme) que quis impactar os seus espectadores mostrando as mudanças que estavam ocorrendo nos costumes e comportamentos da sociedade pós-guerra.

Aprendemos assim a viver, mudando os nossos próprios comportamentos,

Essa novidade chama-se e-SIM e o funcionamen­to é igual a um chip normal, mas sem a parte fí­sica de retirar, trocar e inserir novamente o chip sempre que mudar de aparelho ou de empresa que fornece os serviços.

A ideia é que com o e-SIM tudo seja feito virtu­almente, desde a contratação de novos planos e pacotes até a troca de operadora. Isso, além de gerar mais espaço físico nos aparelhos e eliminar o processo de descarte, dá muito mais liberdade para as pessoas compararem preços, conhecerem as ofertas e claro, migrarem para outras operadoras sem burocracia.

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