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Segunda temporada de Aruanas já está disponível no Globoplay

ESTELA RENNER, AUTORA E DIRETORA E MARCOS NISTI, AUTOR E PRODUTOR, DE ARUANAS

A segunda temporada de Aruanas, Origi­nal Globoplay, já disponível na plataforma, começa com a ONG enfrentando uma série de problemas, entre eles, uma grave crise financeira. ‘Aruanas’ é um original Globoplay, desenvolvida pelos Estúdios Globo, em coprodução com a Maria Farinha Filmes. A segunda temporada da série é criada por Estela Renner e Marcos Nisti, escrita por Estela Ren­ner, Marcos Nisti e Carolina Kotscho. A obra tem direção artística de André Felipe Binder e direção de Mariana Richard. A produção é de Isabela Bellenzani (TV Globo) e Mariana Oliva (Maria Farinha). A direção de gênero é de José Luiz Villamarimr’. Confira a en­trevista com Estela Renner e Marcos Nisti.

ENTREVISTA COM ESTELA RENNER E MARCOS NISTI

Estela Renner, autora e diretora e Marcos Nisti, autor e produtor, são fun­dadores da Maria Farinha Filmes que desde 2008 é produtora líder da indús­tria de entretenimento de impacto na América Latina, com foco em histórias que geram mudanças positivas sociais e ambientais. É a primeira produtora latino-americana a se tornar uma Corporação B certificada, faz parte do Pacto Global da ONU e foi premiada em 2020 com o “Prêmio Impacto Criativo’’ em Prêmios SIMA.

Marcos e Estela também são criadores e roteiristas da série ficcional Arua­nas, onde a abordagem inovadora em relação à justiça climática e ao ativismo estabeleceu um estilo próprio: o thriller ambiental. A primeira temporada da série – do qual Estela também foi dire­tora geral e Marcos produtor – atingiu a média de 33 milhões de pessoas por episódio só no Brasil, tornando-se Tren­ding Topic do Twitter mundial.

A série foi destaque na mídia interna­cional por aproximar a Floresta Ama­zônica e o ativismo do entretenimento, além de proporcionar uma consciência global da defesa do meio ambiente. A segunda temporada – também escrita por Estela e Marcos traz à tona a problemática da poluição do ar causada por combustíveis fósseis e o ataque perverso de setores do governo a ONGs ambientais.

LINHA ABERTA – Demarcação de terras, reservas florestais, garimpos, água poluída foram alguns dos temas que marcaram a primeira tempora­da. O que o público pode esperar de ‘Aruanas’ neste retorno?

MARCOS NISTI – Desta vez aborda­remos os combustíveis fósseis e seus efeitos na nossa atmosfera e em nossa saúde. O mundo continua aquecendo, e as pessoas, morrendo por reflexos da poluição do ar. Ainda bem que temos ativistas ambientais trabalhando nessas agendas em nosso nome. É disso que se trata ‘Aruanas’, dessas pessoas que trabalham por seu propósito, lutando pela vida em nosso planeta.

LINHA ABERTA: A trama urbana traz mais elementos de ação para essa temporada?

ESTELA RENNER – Apesar de Arapós ser uma cidade do interior onde as fumaças e as montanhas verdes se contrastam, o inimigo invisível que ela carrega é transponível para os centros urbanos, onde as partículas de poluição, cada vez menores, entram diretamente para nossos pulmões, sem que a gente perceba. Em alegoria a este vilão menos evidente, temos nesta temporada um thriller psicológico, tensionado por uma rede complexa de vilões. Desta vez, a rede criminosa está instalada não só na cidade de Arapós, na figura de milicia­nos, como também estão altos cargos de grandes empresas e também dentro do congresso, no Brasil e na Inglaterra. Os problemas ambientais no Brasil não são apenas obra dos brasileiros.

LINHA ABERTA -Dessa vez, teremos um personagem internacional. Por que vocês resolveram inserir um estrangeiro na trama, com direito a diálogos em inglês?

MARCOS NISTI – Porque é muito bom deixar claro que vários dos problemas ambientais que acontecem dentro do Brasil têm sua matriz no Exterior. Temos empresas de fora do país que ainda nos veem com aquele olhar ex­trativista com que somos vistos desde a colonização. Temos as fronteiras que nos dividem em países, mas a rede de poder é muito mais comandada por corporações.

LINHA ABERTA – A Olga (Camila Pitanga) agora ganha uma trama maior, vamos entender um pouco mais a sua vida pessoal. Qual a im­portância disso para essa antago­nista?

MARCOS NISTI – A Olga é arrebatadora, forte, inteligente, feminista e adora uma boa briga. Todos que assistiram à pri­meira temporada e queriam conhecer melhor sua vida pessoal, vão descobrir suas grandes fragilidades tão sabiamen­te escondidas. Veremos a personagem caçando ao mesmo tempo em que é caçada. Olga é um grande nome dessa temporada, aguardem.

LINHA ABERTA – O time da Aruana agora parece mais maduro. Como isso vai influenciar no relacionamen­to deles?

ESTELA RENNER – Assim como na vida, os personagens amadurecem através de suas vivências. Natalie é obrigada a se reinventar quando Verônica, apesar de estar longe fisicamente, é presença em forma de dor na memória de Natalie. Enquanto Natalie deve ser forte para trazer sustentação ao novo dia a dia da ONG, a decepção com a amiga lhe causa um abismo interno. Luiza, depois de amadurecer sua relação com sua vonta­de de ativistas e desejo de maternidade, concorda com a ida do filho para o Canadá. Mas mais uma vez se atrapalha com o ativismo e a maternidade, quan­do começa a se relacionar com Lucila, uma garota vítima de doenças causadas pela poluição do ar e que trava com ela, uma forte transferência emocional.

Clara, ao querer ser como Luiza, passa dos limites e mistura seu excesso de paixão pela causa, com falta de cautela com os processos gerando complica­ções quase irreversíveis para si e para outros. Verônica, ainda que ausente, dará tudo de si para ajudar Natalie e Aruanas, na busca de uma possível contrição pelos atos do passado. Mesmo Olga, que volta com força capital em busca de poder e vingança, se depara com uma ferida aberta do passado, e depois de muitas ações maquiavélicas, vai precisar justamente da ajuda mais improvável para sair de uma dolorida paralisia emocional. Mais maduras, nossas protagonistas encontram suas existências através das outras.

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