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Economia global continua a recuperar e vai crescer 4,3% em 2022 segundo Credit Suisse

A economia global vai continuar em 2022 o seu caminho para a recupera­ção e crescer 4,3%, segundo o rela­tório de perspetivas publicado pelo banco Credit Suisse, no qual também se antecipa que as taxas de juro irão continuar próximas a zero nas principais economias desenvolvidas. A entidade suíça prevê que o PIB dos Estados Unidos cresça 3,8% no próximo ano, que a Zona Euro suba 4,2%; a China, 6,1%, e Japão, 1,7%.

O relatório, centrado no mercado finan­ceiro, espera que economias como as dos Estados Unidos, Zona Euro ou China continuem o seu “robusto crescimento” no próximo ano, alimentadas por uma forte procura, por medidas monetárias e promotoras de apoio à recuperação e um relaxamento das medidas sanitárias.

A forte procura vai continuar a produ­zir inflação em 2022, ainda que esta poderá ser relaxada ao longo do ano, assinalou o chefe de Estratégia Global do banco suíço, Philipp Lisibach.

“O forte aumento da procura causada pela reabertura das economias viu-se dificultada pela situação da cadeia de abastecimento, limitações que vão con­tinuar em 2022 mas que irão relaxar-se”, disse Lisibach na conferência de impren­sa de apresentação do documento.

Os preços quanto a logística vão conti­nuar a ser altos, especialmente os rela­tivos aos custos de armazenamento e mão-de-obra, fatores que irão contribuir a essa inflação, precisou o especialista.

Por outro lado, 2022 “irá representar uma transição a um mundo no qual a sustentabilidade terá um maior papel para consumidores, empresas, gover­nos e reguladores”, de acordo com o relatório do Credit Suisse, que espera que as questões ambientais ganhem um crescente papel nas considerações dos investidores.

Nos mercados bolsistas, o Credit Suisse prevê que os investimentos continuem a dar uma média de lucro à volta de um dígito, tendo em conta que a pandemia da covid-19 os estimulou e que os seus valores têm sido inclusivamente mais positivos este ano do que no anterior.

Segundo o chefe de investimentos do banco, Michael Strobaek, os altos níveis de endividamento durante a pandemia têm limitado os bancos quanto à rápida subida das taxas de juro, que continu­am a ser muito baixas, uma tendência descendente que remonta aos últimos 40 anos, embora ainda não tenham chegado a juros negativos.

Strobaek prevê também um “regresso dos grandes Estados”, dado que a crise sanitária levou-os a envolverem-se mais na economia e na atividade empresa­rial, algo que, segundo ele, continuará nos próximos anos.

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