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Com reabertura das fronteiras, Flórida registra recordes na movimentação turística

Texto de FABRICIO UMPIERESS
@experiencecluus

Após quase dois anos de isolamento e do fechamento das fronteiras em função da Covid-19, um dos principais destinos turísticos dos EUA dá sinais de uma retomada em níveis acima dos registrados antes da pandemia. O ae­roporto Internacional de Miami recebeu um público recorde durante o Thanksgi­ving, com aumento de 11% de passageiros em comparação com o mesmo período de 2019. E a expectativa para ao final do ano é a mesma.

De acordo com as autoridades aeropor­tuárias, cerca de 160 mil passageiros circularam da cidade. Com o movimento, a segurança foi reforçada, assim como os pedidos para que os viajantes chegassem com antecedência, evitando atrasos nos voos. Esta será a estratégia também para o Natal e Ano Novo.

“Isto representa mais visitantes e criação de empregos, uma vez que nossa indústria e economia turísticas continuam a se recu­perar”, comemorou Daniella Levine Cava, prefeita do condado Miami-Dade. Desde novembro, os EUA retiraram a proibição de voos vindos de 33 países, da América do Sul, Europa e Ásia. Os visitantes ainda precisam apresentar provas de vacinação e um teste recente de Covid negativo, salvo algumas exceções.

As festas de fim de ano representam uma prévia do que será a primeira temporada de férias na região após a vacinação mas­siva da população e a reabertura de fron­teiras. As temperaturas amenas da Flórida durante o rigoroso inverno norte-america­no é um dos principais atrativos turísticos neste período – e mobilizou o trade local para receber visitantes de outros países. O Canadá, por exemplo, é considerado um dos principais mercados emissores de turistas para a Flórida, especialmente para os parques de Orlando.

Este movimento internacional promete consolidar a retomada do turismo local. Segundo o governador da Flórida, Ron DeSantis, o Sunshine State recebeu 32,5 milhões de viajantes entre julho e setem­bro, grande maioria de fluxo doméstico. Isso representa um pequeno aumento de 0,3% se comparado com o verão de 2019 – no ano passado, a queda foi de 37%, divulgou o governador em comunicado no final de novembro.

Segundo a agência oficial de turismo Visit Florida, o volume de turistas interna­cionais neste período superou em 7% o resultado de 2019. Foram os primeiros resultados positivos desde que a Covid-19 foi detectada no estado. O volume de tu­ristas internacionais no terceiro trimestre do ano já supera o movimento do mesmo período em 2019.

A região de Tampa também contabiliza números históricos, dado o contexto de pandemia. O aeroporto internacional St. Pete-Clearwater, no município de Pinellas, teve seu mês mais movimentado em julho deste ano, com uma circulação de 262 mil passageiros. A ocupação dos hotéis, em 67%, também supera o índice do mesmo período de dois anos atrás (64%) – em termos de arrecadados, o crescimento foi de 17%, de acordo com a agência de promoção turística no condado de Hills­borough.

“Conseguimos estabelecer esses recordes porque na Flórida mantivemos os negó­cios abertos e asseguramos que a popula­ção pudesse continuar trabalhando”, disse DeSantis, em um comunicado.

MOBILIDADE “HISTÓRICA” ATRAI EMPRESAS E NOVOS MORADORES

Além do turismo, a Flórida se beneficiou do contexto de trabalho remoto e migra­ção de empresas e profissionais de alta qualificação. Desde o início da pandemia, o estado tem se destacado pela série de investimentos realizados por grandes corporações, a ascensão de startups à condição de empresas bilionárias (há uma série de unicórnios fixadas em Miami, por exemplo) e de eventos voltados a tecno­logia e à economia do século XXI – como a maior convenção de moedas digitais, realizada em junho.

NAS FOTOS, DYSNEY EM ORLANDO, LAS OLAS EM DOWNTON, FORT LAUDERDALE, NAPLES BEACH E SAINT AUGUSTINE

 

O clima ensolarado não é a única razão: além de impostos mais baixos para as empresas, o valor dos imóveis ainda é sensivelmente menor do que em outros centros, como Nova York e San Francisco. Orlando, por exemplo, recebeu um inves­timento de $ 450 milhões da KPMG para o desenvolvimento de um centro global de treinamento – o maior já feito pela empresa.

Outra gigante de consultoria, a Deloitte, está na cidade desde 2014, onde já inves­tiu $ 63 milhões e gerou 2,2 mil empregos.

“A Flórida está se tornando um hotspot para serviços bancários e financeiros, enquanto Miami está emergindo como um dos mais quentes centros de novas tecno­logias da América do Norte hoje”, comenta John Boyd, o CEO da The Boyd Company, líder mundial em inovação para engenha­ria de materiais. Segundo ele, a pandemia propiciou “um tempo de mobilidade histórica tanto para as empresas quanto para as pessoas”, o que permite também a redução de custos imobiliários para ambas as partes.

Entre 2010 e 2020, a população da Flórida cresceu 14,6%, o dobro da taxa de cresci­mento médio da população dos EUA. “Não se trata apenas de aposentados – são tra­balhadores técnicos”, reforça Boyd. Boas perespectiva para 2022.

 

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