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Menina brasileira-americana de quatro anos expõe quadros no Museu do Louvre, em Paris

SOPHIA BAPTISTA, DE 4 ANOS, NASCEU E MORA EM MASSACHUSSETS. A ARTISTA, QUE NÃO TEVE TREINAMENTO FORMAL EM ARTE, FOI SELECIONADA PARA MOSTRAR SEU TRABALHO NO MUSEU DO LOUVRE. FOTO DE LANE BAPTISTA.

Sophia Baptista, uma menina com apenas quatro anos de idade, terá suas pinturas ab­stratas na capital mundial da cultura e berço da arte: França. A artista, que não teve trein­amento formal em arte, foi selecionada para mostrar seu trabalho no Museu do Louvre, em outubro de 2022.

A menina que nasceu e mora em Massachusetts, desen­volveu cedo a veia artística e começou a pincelar de uma maneira encantadora aos 2 anos de idade. A mãe da pequena pintora, a brasileira Lane Baptista, conta que sem­pre incentivou a criatividade da filha em diversas formas: desde visitas a museus, quando a Sophia era ainda bebê, até usar cores para ensinar a criança a expressar seus sentimentos.

“Sempre frequentei museus. Quando a Sophia nasceu, que­ria continuar com esse hábito. Como artista, sabia que essa atividade traria muitos bene­fícios à ela. Usamos a arte no nosso dia-a-dia. Por exemplo, recorremos às cores para iden­tificar os nossos sentimentos e emoções. Gostamos de dançar quando precisamos fazer o am­biente ficar mais divertido.”

O universo imaginário da Sophia é influenciado pela arte e pela literatura. Na pintura, a artista usa uma mistura de técnicas e de cores que parecem dar vida própria à tela. Cada obra é muito mais que um monte de borrões, mas um convite a olhar o mundo infantil e a transitar entre realidade e fantasia.

O processo de criação é um lugar para a Sophia inventar o que não existe. Ela espalha pingos de tintas líquidas de modo aleatório na tela, que geralmente é colocada no chão. Muitas vezes, ao invés de pincéis, a menina usa as próprias mãozinhas, copinhos e até palitos de picolé para ter efeitos diferentes na tela. De forma espontânea, a artista pinta caminhando ao redor da arte que está produzindo. Assim, os traços singelos feitos com o movimento do corpo trazem um estilo único de pintar onde a liberdade e a brincadeira ampliam um infinito de possibili­dades criativas.

A energia e os sentimentos in­jetados nas obras abriram para a Sophia as portas do maior e mais famoso museu do mundo. A Lisandra Miguel, diretora artística da Vivemos Arte, convi­dou a autodidata para mostrar seu trabalho no Salão Interna­cional de Arte Contemporânea no Carrossel du Louvre, em Paris.

O caminho das linhas imagi­nárias encontrou um trajeto além das paredes do museu. As obras de arte da Sophia vão da tela para o papel e ilustrarão páginas da segunda edição do livro de arte da Vivemos Arte, que vai ser lançado na ex­posição, no próximo ano.

Os pais da Sophia confes­sam que não esperavam esse reconhecimento, embora soubessem que a filha tem um talento natural para a pintura, e não imaginavam um domínio e sucesso na arte da pintura, sendo Sophia ainda tão nova.

“A Sophia se intitula artista. Sempre vimos o talento dela e incentivamos-a desde o início. Tudo que ela faz vem da imagi­nação dela. Vê-la criar é como mágica. Ela anda ao redor da tela, pede para colocar música enquanto trabalha, canta e expressa seus pensamentos em voz alta. É um processo leve e natural que a deixa feliz. Que­remos que seja sempre assim. O reconhecimento veio mais cedo do que pensávamos, mas esperamos que tenha chegado para ficar.”

 

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