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Brasília: Uma cidade diferente de tudo o que a maioria das pessoas já viu

Brasília, a capital. Foto Embratur

De Vanessa Mendonça
@vanessamendoncadf
@seturdf

Tudo começa assim. “…E apa­recerá aqui a Grande Civi­lização, a Terra Prometida, onde correrá leite e mel. E essas coisas acontecerão na terceira geração”, profetizou Dom Bosco, em 1883. O sonho do profeta encontrou, no caminho, a determinação e a coragem do visionário e ex-presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek (JK), para concretizá-lo, trazendo o centro do poder para o interior do país.

Eixo rodoviário, no plano piloto Foto Bento Viana/Setur-DF

“Se acredito ou não, é outra história. O certo é que no dia 21 de abril, colocarei minha baga­gem num automóvel e quem quiser que me acompanhe”, afirmou JK, em 1960,ao anunciar a construção de Brasília. Assim, nascia uma cidade planejada com um novo olhar de diretrizes e ideologias diferentes de tudo o que já se tinha visto até então. Seus monumentos, edifícios e concretos foram traçados por Oscar Niemeyer, com o planejamento urbano de Lúcio Costa.

A capital de todos os brasileiros recebeu os títu­los, em 1987, de Patrimônio Cultural da Humani­dade e, em 2017, de Cidade Criativa do Design, ambos concedidos pela Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (Unesco). Para a Secretária de Turismo do Distrito Federal (Setur-DF), Vanessa Mendonça, “morar ou visitar Brasília é viver a experiência única de passear em meio a um museu a céu aberto. Somos mais do que uma capital. Somos história, cultura, civi­lidade, arquitetura e turismo. A cidade nasceu no meio do Planalto Central e é o espelho de um povo que recebe de asas abertas pessoas de todos os cantos do país e do mundo”.

Como centro do poder e das decisões do país, o turismo cívico é natural. No entanto, foi preciso um novo olhar sobre ele para ressignificar uma das maiores experiênciasdo segmento na cidade: a cerimônia da Troca da Bandeira, que acontece na Praça dos Três Poderes no primeiro domingo de cada mês. Para dar uma nova roupagem, vida e atrair milhares de pessoas, a Setur-DF, desde 2019 até o início da pandemia, agregou à cerimônia múltiplasatrações, como artesanato, apresentações culturais diversas, além dos desfiles das forças militares envolvidas. A última cerimônia com público, em fevereiro de 2020, contou com a presença de cerca de sete mil pessoas.

Além da Troca da Bandeira, os moradores e visitantes podem conhecer os monumentos públicos. Palácio do Planalto, Congresso Nacio­nal, Supremo Tribunal Federal, Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Justiça, dentre outros, promovem visitação guiada, que deve ser feita por agendamento.

Vista noturna da esplanada dos ministérios Foto Bento Viana/Setur-DF

DESCOBERTAS ALÉM DO QUE SE IMAGINA

Brasília é muito mais, no entanto! Visitar a cidade é certeza de descobertas que vão muito além do que se imagina. Por aqui, o morador e o turista podem des­frutar de todos os segmentos turísticos. A Setur-DF tem trabalhado diuturna­mente nos últimos anos para estruturar, capacitar e promover novas rotas, como a Cultural, da Diversão, Fora dos Eixos, do Cerrado, Náutica, da Paz, Arquitetôni­ca, além da Cívica. Todas elas no formato de miniguias estão disponíveis nos Cen­tros de Atendimento ao Turista (CAT), espalhados pela cidade.

Dentre as experiências inesquecíveis, destacam-se mergulhar no maior lago artificial do mundo, o Paranoá; caminhar no maior parque urbano da América Latina, o Parque da Cidade; percorrer os mais de 400 Km de trilhas que cortam todo o DF; desfrutar das mais de 500 cachoeiras mapeadas na região; pedalar por mais de 450 km de ciclovias ou ainda percorrer as feiras e comércio,onde se pode comprar a alma da cidade em forma de artesanato. “Os espaços urbanos e rurais do Distrito Federal, neste governo, estão sendo res­significados para que a capital de todos os brasileiros, cada vez mais, se fortaleça como destino turístico”, explica a secre­tária Vanessa Mendonça.

Vista da ponte JK e o Lago Paranoá Foto Bento Viana/Setur-DF

TERCEIRO POLO GASTRONÔMICO NACIONAL

O Aeroporto Internacional de Brasília é o maior hub doméstico do país. As mil­hares de pessoas que chegam à cidade contam com o terceiro polo gastronômi­co nacional. Dos restaurantes sofistica­dos às feiras populares, são oferecidas receitas das culinárias regionais às internacionais. Além disso, a cidade se prepara para entrar na rota do enotur­ismo, que agrega, além do gastronômico, o turismo rural, de aventura, de contem­plação e o ecoturismo.

Nas regiões do entorno, a vitivinicultura está se expandindo para produção de vinhos de alta qualidade. Em março de 2022, há a previsão de inauguração da Vinícola Brasília. Será a primeira com a possibilidade de oferecer ao visitante a experiência de conhecer as parreiras, a cave e depois degustar mais de 11 excelentes rótulos da bebida.

A uva carro-chefe da vinícola será a Syrah, mas outras castas poderão entrar no portfólio de produção: Cabernet Franc, Marselan, Malbec, Sauvignon Blanc, Viognier, Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Vermentino e Petit Verdot.

Canoagem no Lago Paranoá Foto Bento Viana/Setur-DF

CAPITAL DA ARTE

Brasília, com seus três milhões de habitantes, é jovem, cheia de sonhos e musical. Nesse campo, é múltipla. As maiores bandas do Rock Nacional iniciaram aqui ou influenciaram outras pelo país: Legião Urbana, Plebe Rude, Capi­tal Inicial, Cássia Eller, Raimun­dos, Zélia Duncan, entre outros. Para compartilhar as vivências da época, o vocalista da Plebe Rude, Philippe Seabra, com apoio da Setur-DF e da faculdade União Pi­oneira de Integração Social (Upis), idealizou a Rota Brasília Capital do Rock. Um roteiro composto por 41 placas sinalizadoras que con­tam a história que marcou cada um dos pontos. Como exemplo, a da Colina da Universidade de Bra­sília (UnB) fala do encontro entre Renato Russo e Felipe Lemos para montar a banda Aborto Elétrico, em 1978.

Do Rock ao Choro! Brasília abriga também a Escola Brasileira de Choro, fundada em 1997, a única do país e que já foi coordenada pela bandolinista Hamilton de Holanda. Juntamente com a Escola de Música e a Faculdade de Músi­ca da Universidade de Brasília, forma instrumentistas disputados no Brasil e no exterior. Ainda no campo da música, nomes como Ney Matogrosso, Maskavo, Nat­iruts, Tribo da Periferia, Oswaldo Montenegro, Célia Porto, Milton Guedes, Maestro Rênio Quintas e Ellen Oléria fortalecem o portfólio musical da capital.

Brasília é mesmo diferente de tudo o que a maioria das pessoas já viu e está pronta para receber de asas abertas os que queiram conhecer a capital de todos os brasileiros!

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