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Voluntário ****1864 quem são os anônimos da vacina?

DOCUMENTÁRIO COM HISTÓRIAS DE BRASILEIROS VOLUNTÁRIOS NO DESENVOLVIMENTO DAS VACINAS PARA COVID-19 EXIBIDO NA GLOBOPLAY

No domingo, dia 1 de agosto, a GloboNews, disponível nos EUA no Globoplay, exibiu o documentário “volun­tário ****1864 – quem são os anônimos da vacina?”, produção do canal e do Globoplay com histórias de brasileiros que decidiram participar do processo de desenvolvimento dos medicamento. Uma opção com várias motivações e um único objetivo: o bem comum. No mesmo dia, o filme, dirigido por Sandra Kogut, também será disponibilizado on demand para assinantes na plataforma.

O documentário acompanha dez personagens a partir do momen­to em que preenchem o cadastro para participar dos estudos. A expectativa de serem aceitos ou não, o momento da aplicação da vacina, a rotina nos meses seguintes e o momento mais esperado: descobrir se receberam placebo ou vacina. Tudo feito em formato de diário pessoal e produzido de forma remota pelos próprios personagens. Sem filtros, os voluntários contam as motivações que nortearam a decisão, como o relacionamento com amigos e familiares foi afetado e os sentimentos ao receberem notícias de fracassos ou sucessos clínicos dos laboratórios.

A partir dessas histórias, Sandra Kogut monta um painel de como o Brasil enfrentou a pandemia, como lidou com as decisões dos go­vernantes e com informações muitas vezes desencontradas. “Todo mundo se reconhece nesse filme de alguma maneira porque, em alguma medida, é a história de todos nós nestes últimos 12 meses. Poderia ser qualquer um de nós. Mas o filme é também uma carta para o futuro. Um dia vamos olhar para trás e ver essa história tão trágica pelos olhos dos heróis anônimos, das pessoas comuns”, explica Sandra Kogut.

São histórias de brasileiros diversos, mas que têm em comum a vontade de ajudar o próximo, a esperança no futuro, a consciência de que dependemos uns dos outros. Histórias humanas como a de seu Newton, que topou participar do processo após a insistência das duas filhas.

Morador da zona rural, ele nunca tinha tomado vacina. Ou a da médica Ana Marcela, de São Paulo, que decidiu ser voluntária por se incomodar com a propagação de fake news sobre a vacina e por ver de perto o alto nú­mero de mortes causadas pela doença no hospital onde trabalha.

“voluntário ****1864 – quem são os anônimos da vaci­na?” faz parte da série de documentários inéditos que a GloboNews lança neste segundo semestre. O canal, que comemora 25 anos em outubro, já produziu, desde 2014, mais de 70 documentários com a Globo Filmes, com o Canal Brasil e, mais recentemente, com o Globoplay. Uma atuação cada vez mais multiplataforma para levar a excelência da produção audiovisual para um público cada vez mais abrangente. Seja no cinema, na televisão ou no streaming.

Títulos que mereceram indicações em festivais nacionais e internacionais como o Emmy Internacional (com “Torre de David”, em 2015; “Síria em Fuga”, em 2016; e “Aliados”, em 2020). A lista inclui ainda renomadas produções como: “Cidades Fantasmas”, “Libelu” e “Cine Marrocos” – vencedoras do Festival É Tudo Verdade –, e “Marinheiro das Montanhas’’, único filme brasileiro selecionado para o Festival de Cannes de 2021.

VEJA A ENTREVISTA COM SANDRA KOGUT

LINHA ABERTA: Como surgiu a ideia de produzir o documentá­rio?

SANDRA KOGUT: Em agosto de 2020, o Brasil atingiu a trágica marca de 100 mil mortos pela covid, enquanto o combate à pandemia fracassava. Era tudo muito terrível, mas havia uma esperança: a possi­bilidade de uma vacina. Foi quando começaram a ser anunciados os estudos clínicos no país. Fiquei mui­to curiosa em saber quem eram as pessoas que estavam se candidatan­do como voluntários dos estudos. Será que eles não tinham medo? E como funcionavam os estudos? Assim surgiu a ideia do filme. Sabia que eles teriam que fazer um diário clínico (para o estudo), e resolvi pe­dir que fizessem também um diário pessoal. O filme foi uma maneira de atravessar, junto com eles, os meses que viriam pela frente, pegando emprestado o olhar de cada um.

LINHA ABERTA: Quais foram os maiores desafios de produzir esse filme?

SANDRA KOGUT: O primeiro foi fazer um filme em plena pandemia, com isolamento social. Como ir ao encontro dos personagens se estávamos em quarentena? Como muitas vezes acontece, as dificul­dades viram material de trabalho. Resolvi transformar todo mundo em cineasta. Falava com eles regular­mente por zoom e ia orientando em como filmar os diários, como registrar. Eles filmavam com seus telefones e me mandavam regular­mente as imagens. A partir daí, ia construindo o filme. É um filme feito de longe, mas na intimidade do lar. Outro desafio foi o de realizar um filme neste momento do país, onde o apoio à Cultura está congelado. E ainda por cima um filme como este, que tinha urgência, falava do pre­sente, tínhamos pressa em começar. Sem o apoio da GloboNews e do Glo­boplay jamais teríamos conseguido. A equipe foi muito parceira, todo mundo acreditou no projeto.

LINHA ABERTA: Na sua opinião, qual a principal mensagem que o documentário passa para o público?

SANDRA KOGUT: A gente vê ali um Brasil que hoje está escondido, e que é o Brasil no qual eu acredito. Ele é feito de gente muito diversa, espalhada pelos quatro cantos do país, que tem em comum coisas muito importantes: a esperança no futuro, a vontade de fazer dar certo, a consciência do coletivo. Todos os personagens tinham orgulho de estar contribuindo para o bem coletivo. Queriam poder contar para os filhos e netos que, na hora mais difícil, eles estavam do lado certo da história. É a história contada pelo lado humano das pessoas. Todo mundo se reconhece nesse filme de alguma maneira, porque é a história de todos nós em alguma medida, nestes últimos 12 meses. Poderia ser qualquer um de nós. Mas o filme é também uma carta para o futuro. Um dia vamos olhar para trás e ver essa história tão trágica pelos olhos dos heróis anônimos, das pessoas comuns.

LINHA ABERTA: Teve alguma história que mais chamou sua atenção nessa produção?

SANDRA KOGUT: Difícil destacar apenas uma história. Cada um dos voluntários tinha suas razões, seus medos, suas angústias. Tenho cer­teza que o público vai se identificar com cada um dos relatos presentes no filme. Gosto de todas.

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