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Estados Unidos e União Europeia chegam a acordo sobre aviões e preparam outras parcerias

URSULA VON DER LEYEN, PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA, JOE BIDEN, PRESIDENTE DOS EUA, E CHARLES MICHEL, PRESIDENTE DO CONSELHO EUROPEU, EM BRUXELAS

Os Estados Unidos e a União Europeia chegaram a um acordo que coloca fim a uma longa disputa sobre subsídios às companhias aéreas.

A Administração Biden vai suspender condicionalmente por cinco anos as tarifas à Europa que foram autorizadas pela Organização Mundial do Comércio para subsídios considerados injustos à Airbus, o maior fabricante de aviões e principal concorrente da americana Boeing.

“Esta reunião começou com um avanço em aviões”, disse a presidente da Comis­são Europeia, Ursula von der Leyen, no início das negociações formais com o Presidente dos EUA, Joe Biden, acrescen­tando que “isso realmente abre um novo capítulo no nosso relacionamento porque passamos do litígio para a cooperação em aeronaves após 17 anos de disputas”.

O acordo “resolve um problema comercial de longa data na relação EUA-Europa”, afirmou a representante comercial dos EUA, Katherine Tai, em teleconferência.

“Em vez de lutar com um dos nossos aliados mais próximos, estamos finalmente unindo-nos contra uma ameaça co­mum. Concordamos em trabalhar juntos para desafiar e combater as práticas não mercantis da China neste sector de formas específicas que reflectem os nossos padrões de concorrência justa”, disse Tai, para quem o acordo “é um modelo que usaremos para superar outros desafios co­locados pela China e pela concorrência económica fora do mercado”. Braços abertos para Biden

Os líderes europeus manifestaram a sua alegria em receber Joe Biden que tem apostado num relacionamento diferente do existente durante a Presidência de Donald Trump, na qual tarifas, incluindo sobre vinho e queijos, foram aplicados aos aliados transatlânticos como castigo por não contribuírem o suficiente para a Nato.

Por resolver está a disputa transatlântica sobre as tarifas de aço e alumínio.

A UE já havia decidido não aumentar as tarifas conforme planeado, esperar seis meses para trabalhar em conjunto na questão fundamental do excesso de pro­dução e encontrar um caminho comum para enfrentar o desafio da China de dum­ping, subsídios e excesso de produção.

“Essas negociações e discussões estão em andamento. Eles foram muito construtivas e vão levar ainda algum tempo”, disse um alto funcionário dos EUA a repórteres.

Washington e Bruxelas também vão começar diálogos sobre “Rússia, questões cibernéticas e migração”, de acordo com a Casa Branca.

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