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Dr. Neymar Lima fala sobre Medstation, Covid, Vacinas e atendimento médico nos Estados Unidos

A ideia de abrir uma clínica médica nos Estados Unidos surgiu nos anos de 2010 e 2012 quando os filhos do médico e empresário Neymar Lima vieram estudar nos EUA. “” No princípio era uma necessidade como pai mé­dico e depois passou a ser de um projeto que tem como objetivo oferecer atendimento mais personalizado para a comunidade latina porque a demanda era de todo”, explica Dr. Neymar.

Ele conta que a Medstation abriu em 2013. “Queríamos um sistema de saúde integrado ao modelo americano mas com as características de relacionamento com o jeito brasileiro de atendimento. Nossa clínica tem um conceito diferente de atendimento, sem bloqueios mecânicos, onde o paciente é atendido por uma pessoa e de forma individualizada”. Confira a entrevista completa, onde ele fala sobre a covid 19, as vacinas, o perfil do paciente brasileiros nos EUA, o sistema de franquias da Medstation e o desafio de empreender na América.

LINHA ABERTA: Como funciona o método da Medstation e o sistema de franquias?

NEYMAR LIMA: Hoje a Medstation tem clínicas em várias cidades dos Estados Unidos “Não gosto de franquia. Eu prefiro que cada unidade, cada Medstation seja como uma sociedade, que o empresário seja sócio da Medstation. Ele não vai ficar só quando abrir uma clínica com a gente”. Hoje a Medstation está em Orlando, Sunny Islands, São Francisco, Coral Gables, Lighthouse Point, Tampa, Boston, Boca Raton, Boynton Beach, Los Angeles, San Diego, Weston e Marietta, além da sede que fica em Pompano Beach. “Esses parceiros caminham com a gente. Nós vamos estar juntos para caminhar e ajudar nossos parceiros em unidades locais a replicar o modelo da Medstation”, explicou Neymar.

LINHA ABERTA: Qual o formato de aten­dimento da Medstation?

NEYMAR LIMA: No sistema americano temos 3 formas de atendimento, o consul­tório médico o urgent care que não trata de longo prazo mas somente urgências médicas e o hospital, que trata tudo. No nosso caso, nós nos desprendemos do modelo americano. Nós somos uma poli­clínica. Importante explicar que o conceito de uma policlínica no Brasil é pública e de atendimento para pessoas que não têm recursos financeiros para o tratamento médic. No nosso caso, nós somos uma po­liclínica privada, que oferece tratamentos médicos que são desde o preventivo até o tratamento de doenças. Na Medstation o nosso foco não é tratar a doença, mas optimizar a saúde do paciente para que ela possa estar na sua melhor condição médica. Uma família precisa de ajuda para a saúde. Na Clínica nós temos todos os especialistas e nosso atendimento tem em mente a saúde do paciente como um todo. Nós atendemos particular e pelo seguros: Signa, Ambeter, Molina, Sigma, Bright, Humana. Só não atendemos Medicare e Medicaid. Hoje atendemos 60 pacientes físicos na clínica por dia e mais de 80% dos atendimentos são para tratamento de primary doctors, sem falar na teleme­dicina, que vem crescendo muito com a pandemia.

LINHA ABERTA: Fale sobre o perfil do Brasileiro como paciente nos EUA.

NEYMAR LIMA: O perfil do paciente é sempre o mesmo, independente de ser brasileiro, americano ou hispânico. A mentalidade é a mesma: “Só vou procurar o médico quando estiver muito doente”. E com isso vemos mulheres sem fazer papa­nicolau e mamografia por anos. Homens e crianças sem tratamentos preventivos. Nosso foco é saúde em primeiro lugar. Nosso papel educacional é de que a pessoa não precise estar doente para buscar um tratamento de saúde. Posso dizer que a prevenção é vida. Um exemplo disso é esse: 95% dos cânceres tem cura, basta achar precocemente.

LINHA ABERTA: Recentemente a telemedicina cresceu muito por causa da Covid 19. Como é o tratamento de telemedicina da MedStation?

NEYMAR LIMA: Com a Pandemia, o tratamento de telemedicina cresceu muito Hoje, a Medstation faz tratamento via telemedicina no país inteiro. Com a tele­medicina, o brasileiro de qualquer lugar do país pode ser atendido e medicado. Na telemedicina a grande demanda é a Covid 19. As pessoas precisam do tratamento, de um médico em quem possam confiar e que possam resolver o problema, prescre­ver o protocolo para o tratamento. E nós tratamos essas pessoas.

LINHA ABERTA: O que você pensa sobre a COVID 19? E a vacina?

NEYMAR LIMA: A Covid 19 é uma infecção viral que tem se mostrado com muitas va­riabilidades de manifestações que preci­sam ser tratadas. O que eu percebo é uma atitude expectante. Precisamos agir logo quando o paciente sente que está com a Covid 19. Diagnosticou, tratou. Quanto à vacina, precisa ser tomada, e acrescento, independente da sua eficácia, temos que tomar a vacina. Precisamos imunizar o mundo, isso deve ser feito, não importa o grau de eficácia da vacina. Mesmo que a eficácia não seja tão grande, voce vai sensibilizar o sistema de defesa individual do seu corpo, produzir o anticorpo, e se infectado, não seja de forma mais grave.

Quanto tempo e quanto de recurso serão necessários para imunizar 7 bilhões de pessoas? Até quando a economia mundial vai suportar tantas mudanças e restri­ções? Como vamos gerar emprego e renda numa situação de paralisia econômica onde as pessoas estão perdendo seus trabalhos? Isso é um desafio político e social brutal. Quanto isso vai custar para o mundo e em quanto tempo isso será possível de ser feito? Um ano, dois 3 e 5. Quais as

consequências políticas e econômicas causadas por esta pandemia? A verdade é que a pandemia tem que sair da discussão política, socioeconômica e ser colocada de forma prática. Na época da Peste Es­panhola as variantes eram diferentes e o mundo não tinha a abertura que tem hoje em todas as esferas. O controle da peste foi feito em dois anos. Hoje a situação é diferente porque nossa realidade como mundo é muito mais avançada e complexa, mas sabemos de uma coisa: não temos como fechar todos os países por tempo indeterminado e precisamos encontrar o antídoto para a covid 19.

LINHA ABERTA: Qual o maior desafio como empreendedor e como médico que você enfrentou nos EUA?

NEYMAR LIMA: O desafio maior de todos é mostrar aos profissionais que esse mo­delo americano de atendimento médico deixa a desejar que podemos sim oferecer um tratamento médico que seja preven­tivo e completo. No começo, quando come­çamos com a MedStation, os médicos que clinicam aqui nos EUA não conseguiam entender que esse modelo de atendimen­to é possível. Tudo que é diferente do habitual causa desconfiança. E até para as companhias de seguros médicos era difícil entender que podíamos ser uma clínica de primary doctor e oferecer mais aos nossos pacientes. Os auditores dos seguros de saúde ficam impressionados pelo fato de que nós fazemos atendimento médico, ambulatorial, estética, UV therapy, etc. Um lugar que concentra vários tipos de atendimentos levando em conta as necessidades básicas de uma família, tanto na área de método, como diagnóstico e de consulta. O tempo hoje é um ativo muito caro e precisamos potencializar nosso atendimento em benefício do nosso pa­ciente. O nosso objetivo é resolver a maior parte das demandas do nosso paciente e de sua família.

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