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Pets ajudaram a manter a saúde mental dos donos na pandemia, diz estudo

De Patricia Bernardon
@patricia.bernardon

Ter um bichinho de estimação contribuiu para diminuir o estresse mental de algu­mas pessoas durante a pandemia. É o que indica um estudo realizado com mais de 5.000 voluntários do Reino Unido, que ficaram confinados entre março a junho por conta da covid-19.

Os pesquisadores constataram que apro­ximadamente 90% tinham pelo menos um animal de estimação. E após responde­rem a um questionário, 90% dos partici­pantes da pesquisa revelaram que o pet teve um papel importante na pandemia, ajudando a lidar emocionalmente com o isolamento social.

“O grupo que mostrou, no fim das análi­ses, laços ainda mais fortes com os bichos apresentou uma condição psicológica melhor do que no início das análises. Ter um animal de estimação em casa amorteceu parte do estresse psicológico associado às restrições sociais”, informam os pesquisadores.

E a espécie do animal não fez diferença na pesquisa. Apesar de a maioria ter cães ou gatos, os donos de pequenos mamí­feros e peixes também apresentaram um bem-estar maior no confinamento, em comparação a quem não tinha um pet.

PREOCUPAÇÃO EXTRA

O estudo também mostrou que 68% dessas pessoas ficaram bastante preo­cupadas com seus animais durante a pandemia. As queixas mais frequentes foram o medo de não ter acesso aos cuidados veterinários e também receio de ficar doente, deixando o animal ficar desamparado.

Mas a pesquisa reforça que apesar de a interação ter sido positiva na pandemia, é importante buscar ajuda especializada para lidar com os problemas emocionais. E que não adiantaria adquirir um animalzi­nho apenas para manter a saúde mental.

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