O legado de 100 anos da Gucci

Texto de Laine Furtado

@lainefurtado

Este ano a Gucci está celebrando 100 anos. Quando a biografia reflete uma caminhada de 100 anos, temos uma história de 10 decadas que representa toda uma trajetória de moda que supera obstáculos como as guerras mundiais, as crises econômicas e a pandemia da Covid 19. E podemos, com certeza, aplaudir a forma como Alessandro Michele celebrou os 100 anos da Gucci: único, valorizando o início da marca e envolvendo no desfile outro brand, a Balenciaga, numa inclusão super original.

Em momentos de crise podemos enfrentar as dificuldades ou retroceder. Nesse caso a Gucci, grife italiana do Grupo Kering, resolveu quebrar paradgimas e apresentar um desfile que enalteceu o centenário da marca e inovou ao inserir no contexto a Balenciaga, que também faz parte do grupo Kering, arrasando no conceito inovador e na apresentação de “Aria”, com um filme que apresentou sua nova coleção outono/ inverno 2021.

A criação do diretor Alessandro Michele é apresentada ao longo dos 15 minutos de um curta codirigido com a fotógrafa e a diretora Floria Sigismondi, que já esteve à frente de videoclipes de David Bowie e Pink. O filme apresenta de uma forma super romanesca as raízes da marca, quando Guccio Gucci trabalhava como carregador de malas no Hotel Savoy, em Londres.

Parafraseando o artigo publicado na revista Marie Claire, podemos dizer que no lançamento de Aria, a coleção equilibra o legado de tradição e o savoir faire da Gucci com elementos estéticos da história da casa relebrando a família Gucci e apresentando os elementos da alfaiataria de Demna Gvasalia e o espírito futurista e antifashion que a designer vem imprimindo na Balenciaga.

Citando o autor do texto da Marie Claire, Humberto Maruchel Tozze, “ao mesmo tempo, são apresentados aspectos que remetem imediatamente à grife italiana, como a indumentária da equitação (a Gucci nasceu como uma marca de artigos de couro e selaria) e peças de arquivo como as bolsas Bamboo, que voltam com tassels relidas sob uma perspectiva que transita entre o fetiche e equitação.

E no desfile tem de tudo, plumas, cristais, bordados, diversidade de cores, sobreposição de estampas, o que é a cara da marca, sem falar nos bonés e acessórios com o número 100, marcando um toque que celebra os 100 anos da Gucci. Que possamos nos inspirar nas ideias que rompem barreiras e conquistam o mundo.

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