Susana Vieira – A atriz pretende mudar para os Estados Unidos

A ATRIZ SUSANA VIEIRA FOTÓGRAFO: VINICIUS MOCHIZUKI

A ESTRELA BRASILEIRA FALA SOBRE CARREIRA, SAÚDE, EMPODERAMENTO E QUE PRETENDE PASSAR
OS PRÓXIMOS ANOS NOS ESTADOS UNIDOS

Texto de ALETHÉA MANTOVANI
@aletheamantovani

Susana Vieira, 78 anos, é sem dúvida uma das atrizes mais consagradas do Brasil e uma estrela que não só o país aprendeu a amar e admirar, mas tam­bém o mundo todo. Dona de um talento indiscutível, Susana já contabiliza mais de 60 anos de carreira, 51 destes foram na TV Globo, onde ela fez trabalhos memoráveis da teledramaturgia, como as novelas “Anjo Mau”, “A Sucessora”, “Baila Comigo”, “Senhora do Destino” e muitas outras.

Mulher de personalidade forte e autêntica, Susana fala mesmo o que pensa e não é de fazer média com ninguém.

Na vida pessoal, ela se casou algumas vezes e tem um filho que mora nos Estados Unidos, Rodrigo Otávio Cardoso, 56 anos, fruto do seu primeiro casamento com o ator Régis Cardoso. No momento, a atriz conta que está solteira e que não pretende se casar mais, somente namorar.

Sobre a sua saúde, ela diz que vem controlando muito bem a leucemia, descoberta em 2018, e que está ótima.

A atriz afirma que pretende morar nos Estados Unidos daqui a dois ou três anos, ao lado do filho Rodrigo que já vive com a família na cidade de Miami há 25 anos.

Sobre os novos projetos, ela conta que recebeu um convite para fazer um monólogo escrito por Miguel Falabella e que poderá até mesmo levá-lo aos palcos de Miami em breve.

Acompanhe a entrevista que Susana Vieira concedeu à Linha Aberta Magazine.

SUSANA VIEIRA EM SENHORA DO DESTINO, CONTRACENANDO COM O ATOR JOSE MAYER, EM 2004. FOTO: ARQUIVO GLOBO

LINHA ABERTA – A TV brasileira vem sofrendo mudanças consideráveis nos últimos anos, principalmente após o surgimento da TV a cabo e, mais recen­temente, com as plataformas de strea­ming. Diante deste cenário, como você vê o momento atual da TV brasileira?

SUSANA VIEIRA – Eu acho que a TV brasilei­ra não está sofrendo mudanças considerá­veis nos últimos anos, mas que o mundo todo está sofrendo mudanças nesse último ano de 2020 e agora, em 2021. A pandemia trouxe para o mundo todo coisas novas, espantosas e a televisão neste momento foi fundamen­tal. Isso porque, se o conselho era “fique em casa”, “não saia de casa”, “se proteja”, eu acho que com televisão a vida ficou muito melhor.

Eu fiquei agarrada à TV durante 24 horas, vendo jornais, o que acontecia no mundo todo, depois vendo filmes. Logicamente, hou­ve um impacto econômico na TV porque os anunciantes diminuíram e porque não havia vendas. Mas, em matéria de divertimento e importância, a televisão foi fundamental de um ano para cá. A vida começa ou recomeça com esse aparecimento da pandemia que foi no finalzinho de 2019.

Eu vejo o atual momento da TV com muita dificuldade, eles estão tentando fazer o que podem, mantêm as pessoas com teste sem­pre, tentam gravar com distanciamento, o que é muito difícil. A televisão está tentando se adaptar como todos nós, a tudo, à vida que segue.

A ATRIZ SUSANA VIEIRA FOTÓGRAFO: VINICIUS MOCHIZUKI

LINHA ABERTA – Qual o acontecimento mais importante e inesquecível da sua carreira?

SUSANA VIEIRA – Eu tive vários momentos importantes e inesquecíveis porque são 60 anos de carreira. Na televisão, especifica­mente, eu fiz a novela “Senhora do Destino”, durante o Carnaval de 2005, e nessa ocasião a ficção se misturou com a realidade. O autor escreveu que a personagem principal da novela, a Maria do Carmo, sairia como rainha da escola de samba do bairro onde ela morava. O namorado dela, o José Wilker, era um bicheiro e montou uma escola de samba para ela. Então, a ficção se misturou com a minha vida real, porque na minha escola de samba, naquela que eu desfilava, a Grande Rio, eu era a rainha da bateria nessa época. Eu saí como a personagem da “Senho­ra do Destino”, mas como Susana Vieira, e o público gritava: “Susana Vieira!”, “Senhora do Destino!”, “Maria do Carmo!”.

Eu tinha pedido para o meu filho que mora no Estados Unidos sair ao meu lado porque eu achei que eu iria ficar muito emocionada e porque gostaria que ele participasse comi­go desse momento. Então, ele se vestiu com a roupa da escola, um terno, e foi ao meu lado. Foi o momento mais emocionante para mim. As pessoas gritavam: “Maria do Carmo, cadê você? Eu vim aqui só para te ver!” E o José Wilker também estava saindo na escola ves­tido com a roupa da diretoria. E aí éramos nós dois na avenida. Então, realmente eu nunca mais vou me esquecer desse momento apoteótico.

Eu acho que um outro momento marcante da minha carreira foi quando eu fiz a novela “A Sucessora”. Essa era uma novela de época, em que eu fazia uma garota de 16 anos, mas eu já tinha 36. Era uma novela muito deli­cada, muito bem escrita e bem dirigida, com roupas da década de 20. Foi um trabalho precioso e muito emocionante também.

LINHA ABERTA – A teledramaturgia brasileira vem se modificando durante os últimos anos e se adaptando às novas exigências do mercado. Qual a sua opi­nião sobre as novelas atuais? Elas estão melhores ou piores em relação às mais antigas?

SUSANA VIEIRA – Eu acho que as novelas são atemporais e refletem exatamente o que está acontecendo na vida real. A linguagem não mudou, mas os temas podem ter mudado porque alguns avançaram, outros retrocederam, assim como os comportamentos. Ela foi acompa­nhando os acontecimentos em volta dela. Então, antigamente, as pessoas tinham mais de paciência para assistir as cenas mais longas. Hoje as pessoas estão mais agitadas e querem coisas mais rápidas, então as cenas estão mais curtas e os textos tam­bém. Nós tínhamos grandes monólogos numa cena e as músicas eram feitas para as novelas. Agora já não dá mais tempo disso porque as novelas são muito longas e têm 200 capítulos. Então, elas dão muito mais trabalho, têm muito mais horas de interpretação, porém dão mais empregos tam­bém. Falando sobre as novelas mais antigas, todo mundo adora assisti-las. Aqui no Brasil nós temos um canal que transmite estas novelas, o Viva, e que tem uma audiência extraordinária. São só novelas antigas, e eu adoro assistir porque em muitas delas eu trabalhei. E, se o público está gostando, é porque deixamos saudade. Mas, eu não deixo de ver as novelas atuais. As antigas fazem muito sucesso ainda porque tinham um elenco fantástico, os atores eram muito bons.

SUSANA VIEIRA COM RUBENS DE FALCO EM A SUCESSORA, NOVELA DA GLOBO DE 1978. FOTO: ARQUIVO GLOBO

LINHA ABERTA – Qual a sua opinião sobre os atores e atrizes da atualidade? Em quais as­pectos eles diferem daqueles que começavam a carreira há 30 anos?

SUSANA VIEIRA – Eu acho que essa nova geração veio mais acelerada, já entra em grandes papéis e contracenando com grandes atores. Então, eles já aprendem tudo mais rápido. Antigamente, nós co­meçávamos do início, fazíamos teatro e depois fazí­amos novela. Hoje já existem duas ou três gerações que se formaram depois da minha e são atores de primeira. Estes atores jovens que trabalham hoje nas novelas são todos ótimos, mas já pegaram tex­tos e papéis muito bons, além de atores da antiga com muito boa vontade para recebê-los e ajudá-los se for preciso. Eu acho que são “duelos” muito bons, o da atual geração com a de antigamente.

LINHA ABERTA – O que você gosta de assistir hoje na TV? Os realities shows, como o Big Brother Brasil, são programações que te agradam?

SUSANA VIEIRA – Sinceramente, eu sempre assisti pouca televisão pois, quando estamos gravando uma novela, nós saímos de casa às 10h30 e volta­mos às 22h30. Então, no final da noite eu sempre assistia o jornal da noite e um filme, isso antes de existirem os canais a cabo. Então, eu estou vendo televisão desde que eu era mocinha. Eu adoro tudo o que me distrai, eu não sou preconceituosa em relação a nada. É claro que eu não gosto de coisas de mal gosto, também não gosto de programas hu­morísticos, pois eu não acho graça. Eu gosto mais de dramas e de teatros.

Quanto ao programa Big Brother Brasil, eu sempre assisti, desde o início, assim como o mundo todo vê. Qual é o segredo dos realities? Eu não sei. Os psicólogos estão aí, eles que expliquem. Eu não vou quebrar a minha cabeça para saber por que eu gosto de um programa destes. A maioria dos intelectuais acha que é burri­ce, que são programas medíocres, que não acrescentam nada. Mas, se eles fazem todo esse sucesso, devem existir explicações. De certa maneira, eu gosto de saber sobre tudo o que está acontecendo na vida. Então, eu acho que, se no Brasil atualmente, estão falando, além da pandemia, além da falta de vacinas, sobre o Big Brother, eu tenho que saber o que é Big Brother. Então, eu estava lá a postos desde o primeiro programa e estou até o atual. E eu contribuo com a emissora, pois às vezes eles me pedem opinião, eu converso com os apresentadores. Portanto, eu sou ativa no BBB. Com isso, eu vejo que é muito difícil viver confinado durante três meses. Na verdade, eu acho que é um sacrifício insano para ganhar um milhão e meio de reais. Mas, se eles gostam e preferem passar por aquilo, sorte para eles. Eu já estou confinada em casa, sem ninguém e estou felicíssima!

LINHA ABERTA – Você teve um problema de saúde em 2018, descobriu uma leuce­mia. Como está a sua saúde atualmente?

SUSANA VIEIRA – Eu estou muito bem, a minha leucemia está completamente contro­lada. Eu faço exames a cada dois meses e os meus leucócitos estão ótimos. A leucemia é uma doença crônica, mas eu não vou morrer disso, se Deus quiser! Eu só não posso pegar o Covid, porque aí o meu corpo já entraria em erupção. Eu acho que tem tanta gente que não tem comorbidade e vai ao hospital e daí é entubado, fica mal e outros não, alguns morrem e outros não. E nós não sabemos o motivo. Mas, estas respostas nós só teremos daqui a uns 20 anos.

LINHA ABERTA – Como você vê o empode­ramento feminino nos dias de hoje? Você se considera uma mulher empoderada?

COMO A BABÁ NICE, SUSANA VIEIRA INTERPRETOU A SUA PRIMEIRA PROTAGONISTA EM TELENOVELAS, NO ANO DE 1976. FOTO: ARQUIVO GLOBO

SUSANA VIEIRA – Eu vivi 78 anos da minha vida sem conhecer essa palavra e fui muito feliz, fui muito bem recebida no mundo, tive bons empregos, bons salários, bons maridos e um bom filho. Então, realmente, eu não sei o que significa a palavra empoderamento, pois eu fui uma mulher que trabalhei a vida inteira, que me sustentei, que não precisei da ajuda de ninguém a não ser dos patrocinado­res e empregadores. Então, eu me considero uma mulher independente. Agora, empode­rada é uma palavra muito moderna para o meu vocabulário. Eu acho que é um pouco pretensiosa a pessoa se achar empoderada porque ela tem poder. O meu poder foi o de reger a minha vida, de conduzi-la dentro da legalidade, da moralidade, dentro dos com­portamentos sociais. Além disso, de ter uma família completa que não me dá trabalho e que é um amor. Mas, eu nunca tive esse poder, o empoderamento. Eu acho realmente que as mulheres se confundiram um pouco com tudo e eu passei batido por todas essas confusões.

LINHA ABERTA – Você é unanimidade no quesito juventude e beleza. Quais são os cuidados que você tem para se manter nesse patamar? Você é a favor das cirur­gias plásticas e procedimentos estéticos?

SUSANA VIEIRA – Os cuidados que eu tenho estão mais em resolver os aborrecimentos e os problemas que eu tenho e depois rir deles, depois que já passaram. Eu acho que esse é um dos meus segredos para manter a pele boa e a minha juventude. Só de saber que a vida é dura, que você tem várias dificuldades, mas que sempre tem uma melhor amiga, uma melhor nora, filhos para você conversar e depois rir de tudo, lembrar, fofocar. Tudo isso faz bem! Eu acho que o segredo é ser sempre leve perante a dureza que da vida. Outra coisa, os cuidados que eu tenho são iguais aos de qualquer mulher. Existem shampoos de todos os preços, produtos de beleza de todos os tipos e preços. Portanto, toda mulher pode ter uma pele boa e um cabelo bom, pode se vestir bem. Eu, por exemplo, não compro roupa de marca porque acho desnecessário, nem bolsas ou sapatos de grife. Eu compro o que fica bonito no meu pé e uma roupa que fica justa no meu corpo. Eu acho que tenho uma juventude nata, pois eu gosto de brincar e sou meio criançona. O meu filho me aceita assim, pois ele também é bem infantil dentro do possível. A gente se diverte muito na vida, eu com o meu filho, meus netos e as minhas noras. As minhas amigas são todas como eu, a gente conversa por telefone à noite, conta as desgraças e ri ao invés de chorar. Então, eu acho que esse é o segredo.

Sobre eu ser a favor das cirurgias plásticas, você pode perguntar para qualquer garota de 20 anos e todas elas são a favor, e cada vez mais jovens. Elas estão colocando seio, fazem laser na pele, colocam lente nos olhos. Então, quem sou eu para não dizer que sou a favor? Eu sou a favor de tudo que foi inventado e que as mulheres vão atrás. Quem quiser se cortar se corta, quem não quiser, não corta! Eu gosto de cabelo branco? Não! Eu estou pintando o meu cabelo. Atualmente, algumas mulheres adotaram o cabelo branco porque não podem ir ao cabeleireiro. Eu me visto inteira de astronauta e a minha cabeleireira vem e tinge o meu cabelo na minha casa. Eu não convivo bem com o cabelo branco. Mas, também não posso te dizer que, se de repente, agora a moda é cabelo branco, que em algum momento eu não vou deixar o meu cabelo assim. Então, eu sou a favor de tudo. Ah, e so­bre procedimento estético eu adoraria fazer algum que ajude a perder os cinco quilos a mais que eu consegui em um ano.

9- LINHA ABERTA – Sobre a sua vida amo­rosa, você pretende se casar novamente? O que um novo pretendente precisa ter para estar ao seu lado?

SUSANA VIEIRA – A minha vida amorosa está ótima, sabe por quê? Porque eu estou sozi­nha. Eu não espero o telefonema de ninguém, não espero ninguém aparecer de repente. Ali­ás, não sou só eu, mas acho que a maioria das mulheres que começou a pandemia sozinha, está sozinha. Como é que você vai arrumar um namorado durante uma pandemia? Você não pode se abraçar e nem se beijar. Então, eu estou tranquila, eu só não quero pegar o coronavírus. Eu estou muito feliz sozinha, pois qualquer pessoa que entraste na minha casa para ser meu namorado poderia me trazer o vírus. Então, eu prefiro estar sozinha. Eu não pretendo me casar novamente. Eu me separei há pouco tempo, um ano atrás e, quando chegou a pandemia, eu estava sozi­nha em casa. Gente, que beleza! Mulheres, se vocês souberem como é bom morar sozinha, só com os cachorros! Você vai para o seu quarto, os cachorros vão atrás, aí você levan­ta, vai até a geladeira pegar uma água. Pode jantar e almoçar na hora que você quiser. É uma felicidade! Pode sair com as suas ami­gas, ir ao cinema, pode namorar à beça sim, mas volta para casa, fecha a porta e pronto. E para estar ao meu lado um novo pretendente precisa, de preferência, estar empregado, ter muito bom humor e ser alegre.

10 – LINHA ABERTA – O seu filho mora em Miami com a família há alguns anos. Você já cogitou morar nos Estados Unidos? Qual a sua opinião sobre o país?

SUSANA VIEIRA – O meu filho foi morar nos Estados Unidos há 25 anos. Para ser sincera, eu estive muito ocupada durante todos estes anos, trabalhando muito em teatro, televisão e cinema. Eu pouco parei. E acho que, quando veio a pandemia, eu parei e me dei conta que eu quase não vivi, que tive pouco tempo de convívio com a minha família, com os meus maridos e com o meu divertimento. Aliás, o meu divertimento foi trabalhar como artista, como atriz. Mas, esse ano que eu não estou com eles, eu sinto muita falta da minha família perto de mim. E eles também vinham mais ao Brasil, a Luciana com as crianças, o Rodrigo. Então, isso me fez muita falta. Sobre morar lá eu já cogitei e até mandei o meu fi­lho guardar um quarto para mim, porque eu não vou ficar no Brasil por muito tempo. Eu já estou imaginando que, daqui a uns dois ou três anos, talvez eu me mude para lá. Eu vou arrumar um canto para eu ficar lá, porque pelo menos eu fico perto da minha família, afinal são os meus últimos momentos, né? Eu pretendo viver um pouco mais, é claro, mas ao lado da família, pois eu vivi pouco tempo com eles. Então, eu quero levar um pouco essa vida de avó, de sogra e de mãe.

11- LINHA ABERTA – Quais são os seus projetos para 2021? Existe algum antigo e que você queira colocar em prática durante este ano?

SUSANA VIEIRA – Dos meus projetos para 2021, o mais próximo é tomar a segunda dose da vacina Coronavac. Os outros são a longo prazo. Eu tenho que terminar um livro que escrevi junto com a pessoa que está es­crevendo comigo, fazer a revisão. É a história da minha vida. Eu não tive muita vontade de mexer nisso a respeito do meu passado, pois o presente estava tão forte com a chegada do coronavírus, quando o mundo inteiro parou, várias pessoas começaram a morrer. Eu pre­feri, então, viver o presente mesmo que triste, mas não escapar. Então, agora que as coisas estão claras, que o bicho veio para ficar, o ne­gócio é correr para tomar a vacina. Então, eu vou fazer o copy desk do livro, vou enviá-lo à editora e lançá-lo em Portugal. A editora que me convidou para escrever o livro sobre a minha vida é portuguesa e eu tenho que terminar esse projeto ainda este ano.

Outra coisa que eu preciso fazer é ir visitar a minha família e ficar um pouco com eles em Miami. Eu tenho também um convite para fazer uma peça de teatro que, aliás eu posso até levar para Miami. É uma peça escrita por Miguel Falabella, trata-se de um monólogo chamado “Shirley, uma Shirley Qualquer”. Existe uma grande quantidade de brasileiros que gostam de artistas vão fazer show ou peça de teatro nos Estados Unidos, então eu poderia também fazer essa por lá. Bom, tomara que eu esteja viva e forte e a doença já esteja mais comedida para eu poder fazer estas coisas. Além disso eu quero também abraçar todas as mulheres que trabalham na minha casa e que são as minhas ajudantes e companheiras. São elas: a minha cozinheira, a minha secretária. Nossa senhora! Estas pessoas foram muito boas, foram companhei­ras durante a pandemia. Foram elas, a minha família e os meus cachorros. Olha, eu sou muito obediente. Se é para ficar em casa, eu fico em casa; se é para usar máscara, eu uso; se é para fugir de aglomeração, eu fujo; pois eu priorizo a vida. Deus é mais! O Senhor é o meu pastor e nada me faltará!

“FALANDO SOBRE AS NOVELAS MAIS ANTIGAS, TODO MUNDO ADORA ASSISTI-LAS. AQUI NO BRASIL NÓS TEMOS UM CANAL QUE PASSA ESTAS NOVELAS, É O VIVA, E TEM UMA AUDIÊNCIA EXTRAORDINÁRIA. SÃO SÓ NOVELAS ANTIGAS E EU ADORO ASSISTIR PORQUE TEM MUITAS NOVELAS QUE EU TRABALHEI. E, SE O PÚBLICO ESTÁ GOSTANDO, É PORQUE DEIXAMOS SAUDADE.”

 

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