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Isolamento social

PAIS DEVEM ESTAR ATENTOS AOS IMPACTOS PSICOLÓGICOS NOS FILHOS

Texto de Patricia Bernardon
@patricia.bernardon

Ainda que muitas crianças já tenham voltado a frequentar as escolas aqui nos Estados Unidos, a preocupação causada pelo isolamento social, que ainda faz parte da realidade da maioria das famílias é algo eminente.

Cuidados, restrições, regras e mais regras, é assim que muitas crianças tem vivido neste último ano, sem contar com uma serie de fatores ainda mais preocupantes, como fala de dinheiro, alimentação impropria, no caso de crianças mais carentes, até perdas de familiares e amigos.

O que mudou no comportamento do seu filho desde o inicio da pandemia, como estão lidando com tudo isso? Existe um diálogo sobre o assunto ou você acredita que eles simplesmente estão assimilando isso sozinhos?

Crianças de todas as idades estão apresen­tando problemas psicológicos, ansiedade, depressão… Na Inglaterra, por exemplo, houve um aumento de 20% de casos de crianças com problemas de saúde mental.

No Brasil, onde a situação esta ainda pior os pais tiveram que novamente recolher os filhos dentro de casa, e enfrentar uma nova onda da pandemia que este mês esta registrando recordes do contagio.

Já se sabe que a covid-19 é menos letal nas crianças —a razão disso ainda requer análises profundas, mas estudos indicam que uma combinação de fatores no sistema imune infantil pode ser uma das explica­ções.

No entanto, segundo especialistas, a maior resistência dos pequenos, por si só, não ga­rante que estejam livre de problemas caso fiquem doentes. Além disso, se infectadas, crianças podem contaminar pessoas do grupo de risco com quem convivem — e esse é um dos argumentos de quem pede mais tempo de escolas fechadas.

Enfim, a discussão é ampla, só não maior que as dúvidas que a cercam. Quem defende a volta das aulas presenciais alerta sobre os danos do isolamento na saúde mental infantil e o déficit de aprendizagem que pode haver com o ensino a distância.

Diante de todas as mudanças nas rotinas das crianças provocadas pela pandemia, cabe a pais e educadores ter cuidado e trabalhar as incertezas. “Esse cenário fami­liar consiste no espaço seguro das crianças, onde aprendem a se autorregularem; a serem seguras, independentes, resilientes e compassivas.”

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