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Arqueologia Bíblica – Arqueólogos encontram fragmentos bíblicos de rolo do Mar Morto

PESQUISADORES NOS SITE ARQUEOLÓGICO EM ISRAEL E IMAGENS DE PERGAMINHOS DO MAR MORTO.

A Autoridade de Antiguidades de Israel anunciou ter recuperado dezenas de fragmentos de um rolo bíblico pela primeira vez em 60 anos, no que foi descrito como um grande esforço de “operação arqueoló­gica nacional complexa e desafiadora”. Os novos achados de fragmentos do Manuscrito do Mar Morto incluem partes do Livro dos 12 Profetas Menores, incluindo os livros de Zacarias e Naum.

Uma das passagens em Zacarias 8.16- 16 faz parte dos achados. O texto diz: “Estas são as coisas que vocês devem fazer: falar a verdade uns aos outros, fazer justiça ver­dadeira e perfeita em seus portões. E não planejem o mal uns contra os outros, e não amem o perjúrio, porque todas essas coisas que eu odeio – declara o Senhor.”

De acordo com a CBN News, a maior parte do texto está escrita em grego, mas o nome de Deus aparece escrito em hebrai­co, na linguagem reconhecida desde os tempos do Primeiro Templo, em Jerusalém. O pergaminho pode ter sido usado durante o Império Romano. Através de uma grande operação nacional, visando evitar que o material fosse saqueado, os arqueólogos e voluntários recuperaram os fragmentos da Caverna do Horror através de cordas. Eles podem ter sido escondidos lá durante revolta judaica contra o Império Romano, há quase 1.900 anos.

“Por anos nós perseguimos saqueado­res de antiguidades. Finalmente decidimos evitar os ladrões e tentar alcançar os artefa­tos antes que eles sejam removidos do solo e das cavernas ”, disse Amir Ganor, chefe de Prevenção de Roubo do IAA.

Desde 2017, a Autoridade de Antigui­dades de Israel, juntamente com a Adminis­tração Civil na Judéia e Samaria, financiado pelo Ministério de Assuntos e Patrimônio de Jerusalém, tem pesquisado de forma proati­va as cavernas para recuperar antiguidades do Deserto da Judéia.

“O objetivo desta iniciativa nacional é resgatar esses raros e importantes bens patrimoniais das garras dos ladrões”, disse o diretor Autoridade de Antiguidades, Israel Hasson, que lançou a operação nacional. Ele disse também que os fragmentos de pergaminho são uma “chamada de alerta para o estado” de que ele deve alocar recursos para concluir “esta operação his­toricamente importante”. Na avaliação de Hasson, o maior desafio é garantir que todos os dados sejam descobertos e recuperados antes que os ladrões os encontrem.

“A equipe do deserto mostrou co­ragem excepcional, dedicação e devo­ção ao propósito, descendo de rapel até cavernas localizadas entre o céu e a terra, cavando e vasculhando-as, suportando uma poeira espessa e sufocante e retornan­do com presentes de valor incomensurável para a humanidade”, disse Hasson em um comunicado.

Os arqueólogos também descobriram um tesouro de moedas da época da re­volta judaica de Bar Kokhba; um esqueleto parcialmente mumificado de uma criança de 6.000 anos e uma cesta bem preservada de mais de 10.000 anos, que pode ser a cesta intacta mais antiga do mundo.

Cerca de 80 quilômetros de caver­nas foram pesquisados até agora usando drones, técnicas de rapel e equipamen­tos de escalada, disse o IAA. Escavações arqueológicas foram realizadas em certas cavernas, incluindo aspectos zoológicos e biológicos.

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