My Partner
Lytron

Projeto de Biden propõe legalizar 11 milhões de imigrantes nos EUA

BIDEN DIZ QUERER “DEVOLVER JUSTIÇA E HUMANIDADE” AO SISTEMA DE IMIGRAÇÃO DOS EUA

Os democratas apresentaram o ambicioso projeto de reforma migratória apoiado pelo presidente dos EUA, Joe Biden. O plano visa a legalização de 11 milhões de imigrantes ilegais e enfrenta resistência da oposição republicana.

Biden pediu que o projeto seja apro­vado o quanto antes, ressaltando que a reforma busca reverter “políticas equivocadas” de seu antecessor, Donald Trump, que lançou uma campanha para deter a imigração irregular, reduzir a chegada de imigrantes legais e perseguiu os ilegais.

“Estou empenhado em trabalhar com os líderes da Câmara e do Senado para corrigir a negligência da administração anterior e devolver justiça, humanidade e ordem ao nosso sistema de imigração”, declarou Biden em comunicado.

A proposta de reforma da imigração que o presidente anunciou em seu primei­ro dia de mandato chegou formalmente nesta quinta ao Congresso, na forma de um projeto de lei impulsionado pelo senador democrata de origem cubana Bob Menéndez e pela legisladora Linda Sanchez, de raízes mexicanas.O projeto, intitulado Lei da Cidadania dos EUA de 2021, é “um primeiro passo importante para estabelecer políticas de imigração que unam as famílias, façam crescer e impulsionem a economia e garantam a segurança do país”, frisou Biden.

A proposta prevê um processo de oito anos para que os 11 milhões de imigrantes indocumentados dos EUA obtenham a cidadania, além de conceder residência legal àqueles que chegaram ao território americano como crianças, benefi­ciários do Status de Proteção Temporária (TPS) e trabalhadores agrícolas.

Um dos grupos beneficiados pela iniciativa é o dos chamados “dreamers”, jovens que eram menores de idade quando chegaram aos EUA de forma irregular junto a seus pais. Se o projeto for aprovado, eles poderão ganhar direito de residência permanente.

Durante o governo de Barack Obama, este grupo de cerca de 700 mil jovens – a maioria de origem latino-ameri­cana – foi beneficiado por um estatuto de proteção que Trump tentou cancelar em uma briga judicial que chegou à Suprema Corte.

O presidente lembrou que, além de criar um caminho de cidadania para os imigrantes indocumentados que já estão no país, o projeto de lei administrará a fron­teira com o México através de investimen­tos que ele classificou como “inteligentes”, além de abordar as causas da migração irregular da América Central.

“Estas não são prioridades democra­tas ou republicanas, são prioridades ame­ricanas. Apresentei minhas ideias sobre o que será necessário para reformar nosso sistema de imigração e estou ansioso para trabalhar com líderes no Congresso para conseguir aprovação da lei”, concluiu.

O projeto é a mais ambiciosa tentati­va de impulsionar a reforma da imigração desde 2013, quando o projeto de lei in­centivado pelo então presidente Obama, com Biden como vice-presidente, fracas­sou na Câmara dos Deputados, apesar de ter obtido a aprovação do Senado.

O atual chefe de Estado terá dificul­dades para conseguir que o Congresso aprove sua proposta desta vez, já que os democratas têm maiorias muito estreitas em ambas as casas e teriam que con­vencer pelo menos dez republicanos no Senado.

No Senado, os democratas têm 50 dos 100 lugares e podem usar o voto da vice-presidente dos EUA, Kamala Harris, para desempatar. Mas se quiserem evitar qualquer tática de bloqueio, devem reunir 60 votos para aprovação do projeto.

Na Câmara dos Representantes, a proposta não teve boa acolhida entre os republicanos, que publicaram um comunicado afirmando que esta reforma “vai fazer com que os americanos fiquem menos seguros”.

Share

Related posts