Biden impulsiona sua agenda contra o racismo sistêmico nos EUA

O presidente Joe Biden assinou uma série de ordens execu­tivas (medidas provisórias) apresentadas como o início de um titânico esforço para erradicar o racismo sistêmico nos Estados Unidos, um país que ainda vive a ressa­ca da maior onda de protestos raciais em meio século.

Os decretos presidenciais estão focados em fortalecer as leis contra a discriminação às minorias em questões habitacionais, combater a xenofobia contra os norte-americanos de origem asiática e aumentar a soberania das comunidades indígenas no país.

Cumprindo uma de suas promessas, Biden se desfez da “nociva” e “ofensiva” Comissão 1776, um comitê formado pelo Governo de Donald Trump contra as “ideologias falsas e de moda” que ensinam a história norte-americana nas escolas como uma narrativa de “opressão e vitimismo”. Os historiadores criticaram maciçamente o trabalho dessa comissão, que alegava fomentar a “educação patriótica” nas escolas. “A unidade e a cura devem começar com a compreensão e a verdade, não com a ignorância e a mentira”, afirmou o presidente democrata.

A desigualdade racial nos Estados Unidos é uma marca evidente em assuntos de todo tipo. Um dos que mais preocupam os afro-americanos tem a ver com o acesso justo à moradia. As ordens executivas assinadas por Biden obrigarão o Departamento de Moradia e Desenvolvimento Urbano a tomar medidas necessárias para “reparar as políticas habitacionais federais racial­mente discriminatórias que há gerações vêm contribuindo para a desigualdade da riqueza”, segundo um comunicado da Casa Branca.

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