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Biden adota postura firme frente à Rússia em seu primeiro contato com Putin

O presidente Joe Biden teve sua primeira conversa por telefone com seu contraparte russo, Vladimir Putin, na qual expressou seu apoio à Ucrânia diante da “agressão” de Moscou e sua preocupa­ção com o “envenenamento” do opositor russo Alexei Navalny.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, disse que Biden ligou para Putin para discutir sua disposição de estender o tratado de desarmamento nuclear New START e que na conversa ele expressou preocupação com o “envenenamento de Navalny”.

Navalny foi preso em 17 de janeiro ao retornar a Moscou, depois de passar mais de cinco meses na Alemanha se recuperando de um quadro que, segundo ele, foi resultado de um envenenamento realizado por serviços russos por ordem do presidente, o que o Kremlin nega.

Em janeiro, os países do G7 condena­ram sua detenção “por motivos políticos” e pediram sua “libertação imediata e incondicional”, assim como a de seus apoiadores detidos no sábado durante manifestações em toda a Rússia. Biden também se referiu ao “forte compromisso” de Washington com a soberania ucrania­na frente à “contínua agressão da Rússia”.

Os dois líderes também abordaram questões como a suposta interferência russa nas eleições americanas de 2020 e relatos de que Moscou está distribuindo recompensas ao Talibã por matar soldados americanos no Afeganistão.

“Sua intenção era deixar claro que os Estados Unidos agirão com firmeza na defesa de nossos interesses nacionais, em resposta a ações maliciosas por parte da Rússia”, concluiu a porta-voz.

De acordo com um comunicado da Casa Branca, os dois líderes “concor­daram em manter uma comunicação transparente e consistente no futuro”. Por sua vez, o Kremlin indicou que o presiden­te russo apoiava a “normalização” das relações russo-americanas e afirmou que isso “atenderia aos interesses de ambos os países e também de toda a comunidade internacional”.

A chamada ocorreu depois que o Kremlin informou que a Rússia e os Estados Unidos estão negociando a extensão do tratado New START, assinado em 2010, que limita a 1.550 o número de ogivas nucle­ares que podem ser implantadas pela Rússia e os Estados Unidos. Ambos os países controlam os maiores arsenais nucleares do mundo.

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